5 problemas de pele que podem aparecer no verão

Conversamos com um especialista para entender cada um deles!

O verão pode ser show, mas como você já deve imaginar, ele pede mais atenção e cuidado com a nossa pele, um amor extra mesmo. Inclusive, é durante essa estação que alguns problemas de pele surgem com mais facilidade, como é o caso das micoses e das queimaduras solares.

Crédito: Raw Pixel

É claro que cada problema tem o seu tratamento e, como regra geral, o melhor é sempre procurar um dermatologista se você perceber alguma alteração na sua amada cútis, ok? Porém, é sempre bacana saber um pouco mais do que pode ser comum nessa época do ano.

E só pra adiantar, para evitar problemas no verão é melhor prevenir e ter uma rotina de skincare o ano to-di-nho. “A melhor maneira de se proteger dos problemas mais comuns do verão é ter uma rotina de cuidados com a pele que preconize os ingredientes certos e adequados para proteção, além da rotina básica de limpeza e tonificação”, explica o Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Crédito: Unsplash

“No passo a passo, temos: limpeza da pele, tonificação, hidratação e fotoproteção. Essa hidratação deve contar com ativos como ácido hialurônico e niacinamida, por exemplo, geralmente em produtos cujos veículos sejam mais líquidos e menos pesados como séruns e géis. A essa hidratação, para ajudar ainda mais a proteger a pele, deve ser acrescentado o uso de antioxidantes como Vitamina C, que farão uma barreira de proteção ainda maior para potencializar o uso do fotoprotetor, que deve vir na sequência. Esse filtro solar deve ter FPS de no mínimo 30, ser aplicado 30 minutos antes da exposição direta ao sol e reaplicado a cada duas horas”, aponta ainda. 

Dito isto, vamos saber mais sobre esses oito probleminhas que podem ser mais comuns no verão: 

Micoses 

Sim, não é nenhuma novidade, mas as micoses costumam aparecer ainda mais no verão. “São infecções em que o agente causador é um fungo que se aproveita da pele fragilizada ou simplesmente porque se tem tendência a micose. Muitas pessoas entram em contato com o fungo: quem vai muito à piscina, saunas ou que compartilha roupas. Isso acontece porque, dentre as causas da micose, estão: atrito, umidade, excesso de suor, falta de higiene, uso de sapatos fechados por longas horas, predisposição genética e alteração anatômica da estrutura osteoarticular dos artelhos (dedos), assim como pessoas com doenças de base predisponentes, como a psoríase”, esclarece o Dr. Jardis. 

As micoses acontecem mais no verão mesmo, por conta das características tropicais do Brasil. A estação é quente e chuvosa, criando o clima ideal para a proliferação do fungo. Além disso, as pessoas transpiram mais e entram mais em contato com areia da praia, a água da piscina ou, então, ficam com os pés suados por conta do calor excessivo.

 

E o que fazer para evitar? Manter essas áreas bem enxutas; usar meia de algodão, porque absorve o suor; e, na virilha, também preferir cueca / calcinha de algodão. Ah, quem já sabe que tem tendência a ter micose, já pode passar um antifúngico preventivo quando sair da praia ou piscina. Caso você ache que está com micose na pele, procure um médico. O tratamento é com antifúngica, por via oral ou uso tópico, com cremes à base de antifúngicos. 

Foliculite 

Velha conhecida de muita gente, a foliculite pode se agravar e muito no verão. Cada pelo do nosso corpo cresce em uma abertura chamada folículo. Quando os folículos infeccionam, ocorre a foliculite. Pode parecer uma espinha, costuma coçar e a região fica sensível. 

Para evitar o problema, pode ser interessante esfoliar a pele três dias antes da depilação. Isso vai ajudar a remover células mortas e ainda minimizar o risco de infecção, após a depilação.

“Em dias muito quentes e úmidos, utilize roupas leves e folgadas. Além disso, fique longe de piscinas e banheiras de hidromassagem se não tiver certeza que os níveis de ácido e cloro estão adequadamente controlados”, recomenda o Dr. Jardis. 

Queimadura de sol

É quase um hit do verão (infelizmente)! A queimadura solar é o dano causado através da radiação ultravioleta (UV) que, geralmente, aparece dentro de poucas horas após exposição excessiva à luz do sol. As queimaduras podem aparecer apenas como uma vermelhidão até a formação de bolhas. Algumas pessoas podem apresentar febre, calafrios e dor de cabeça. Nesses casos, procure imediatamente um médico, já que pode ser um sinal de insolação.

 

Para evitar, utilize um fotoprotetor com FPS 30 (no mínimo), aplicando antes da exposição solar e reaplicado a cada duas horas. Suou demais? Mergulhou na água? Pode aplicar novamente! O Dr. Jardis ressalta ainda que, no verão, o recomendado é evitar o sol do período entre às 10h e 16h, ok?

Melasma

falamos por aqui, mas se você não faz ideia do que seja melasma, a gente explica: são manchas acastanhadas, planas e lisas, de causa desconhecida, que aparecem em áreas expostas ao sol, principalmente no rosto, mas que também podem acometer outras regiões do corpo.

Por isso, é bem comum alguns pacientes chegarem com essa queixa nos consultórios. “Para evitar o aparecimento das manchas, seja em dias de exposição solar excessiva ou no dia a dia, é indispensável aplicar o protetor com um FPS de pelo menos FPS 30 diariamente, principalmente nas regiões mais expostas do corpo, como o rosto e braços”, alerta o especialista.

Pele seca e irritada  

A combinação ar quente e úmido + piscina ou praia + sol + ar condicionado podem deixar a pele seca e bem irritada. Esse é mais um problema comum no verão.

Para ajudar, o ideal é usar hidratantes mais poderosos, que tenha ácido hialurônico em sua composição, além de fotoprotetor de amplo espectro e resistente à água.

 

Banhos de água morna (não quente) e evitar sobrecarregar seu rosto com produtos desnecessários ou com várias camadas de maquiagem também são recomendações do Dr. Jardis Volpe.

Tem alguma dica, dúvida ou sugestão? Fale com a Sallve. A gente adora trocar experiências!

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