Eu, a acne e a maquiagem

O fim das espinhas não precisa ser o fim da maquiagem, vai? Dá pra ser é ainda melhor!

Foto: Zughewala/ Pexels

Para muita gente que vivenciou o boom da maquiagem na internet - com seus incontáveis tutoriais, fotos de olhos esfumados e contornos que se tornaram virtualmente obrigatórios -, seu relacionamento com skincare começou com uma base.

A gente passava base para dar aquela escondida esperta nas cicatrizes, manchas, espinhas, o que for, até o dia em que descobriu que a base de alta cobertura não é tratamento: você tem que cuidar da pele que está por baixo. Na parada do Acre da Turnê Sallve, todos os participantes falaram sobre isso: como seu relacionamento com skincare era oriundo de seu relacionamento seríssimo com a maquiagem.

Comigo foi exatamente assim também: não abria mão da base ultramate, hiper pesada, que às vezes eu chegava a finalizar com uma camada bem levinha de - tremei - base em pó (Deus é mais, eu sei). Com o tempo, fui descobrindo que nem sempre precisava de pó. Depois, que a base viçosa me deixava com a aparência mais fresca e jovem. Mais à frente, aprendi de fato que precisava levar minha rotina de cuidados com a pele mais a sério. Já tinha feito alguns tratamentos ao longo da minha vida, mas precisava de algo que realmente se tornasse... Bem... rotina mesmo.

Minha pele foi melhorando. Minhas espinhas foram ficando cada vez menos frequentes. Com o ácido glicólico, sua textura melhorou, os cravos eram pouquíssimos e o viço da pele era real-oficial. Enfim, tinha a tal da pele perfeita - para mim, claro.

Daí, como num reflexo, vem aquela pergunta: "aí a gente para de usar maquiagem, né?" Da mesma forma que gostar tanto de maquiagem restartou meu relacionamento com o skincare, o contrário também é verdade: com meus passos organizadinhos e repetidos duas vezes por dia, vendo minha pele responder tão bem, não é que a maquiagem sumiu da minha vida. De fato eu me sinto mais confortável em sair de casa sem ela do que me sentia há muitos anos, mas a maquiagem continua ali, e eu continuo achando-a incrível do mesmo jeito.

O que talvez tenha mudado é que hoje em dia aquela obrigação de ter que passar base antes de sair - pelos outros mais do que por mim - evaporou, deixando como protagonista apenas o prazer absoluto de fazer a mesma coisa - ou de sentir a textura da pele tão boa que ao invés de evitar iluminador, quero é me jogar nele e de quebra passar um blush cremoso. Tem dias que quero carregar na base e cobrir tudo, tem dias que não. É aí que vejo que o repertório na verdade ficou muito maior e que, por baixo de tudo isso, tenho o melhor de tudo: uma pele saudável. A conclusão? A maquiagem faz parte de quem eu sou, é uma paixão que vai além de dependência, e não há mal nenhum nisso.

Skincare não é o fim da maquiagem. Maquiagem não é o fim do skincare. Os dois, pelo contrário, são complementos perfeitos se você gosta de "caprichar no glam", como diz a Alexandria Ocasio-Cortez. No meu caso, um foi o reinício do outro. E no meio desse diálogo, eu fui me descobrindo, me reafirmando e me divertindo cada vez mais. E o mais legal? Eu mal posso esperar pelo que vem pela frente. <3

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