Acne: o que é, como tratar e quando procurar um médico

O que é a acne, por que ela acontece, como cuidar da pele acneica, como é o tratamento, quais são os tipos de acne, quais ingredientes ajudam a tratar... Seu guia definitivo está aqui!

Aqui na Sallve muito se fala sobre jornada da pele. E a jornada de tantas pessoas com sua própria pele começa na adolescência, com a chegada da acne. Ela atinge, segundo pesquisas, 90% dos adolescentes, mas você sabia que a acne passa longe de ser um problema apenas dessa etapa? Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, 56% da população adulta brasileira tem acne. Esse é o principal motivo pelo qual as pessoas buscam um dermatologista, afirma ainda a SBD.

Mas o que é a acne? Por que ela aparece? E como tratá-la?

O que é a acne

A acne é uma condição causada primariamente pela produção excessiva de sebo produzido pelas glândulas sebáceas. Ela ocorre quando os poros ficam entupidos por células mortas, resultando em um acúmulo desse sebo - são as espinhas e os cravos, que costumam surgir com mais frequência no rosto, pescoço, peito, costas e ombros.

A acne pode aparecer em qualquer idade, mas é mais comum na adolescência. É que é bem nessa época da vida que os hormônios andrógenos e estrógenos começam a ser produzidos. O primeiro é o responsável pelo início do funcionamento das glândulas sebáceas, mais ativas na face, peito, costas e couro cabeludo. Assim, pessoas com predisposição genética acabam sofrendo com aparecimento de cravos e espinhas por conta dessa mudança na secreção sebácea.

A acne é genética?

Sim, a tendência a ter essa condição é genética e não há evidências científicas que podem atingir mais um grupo étnico específico. “A genética define se uma pele tem glândulas sebáceas que produzem sebo demais, se é uma pele que tende a produzir mais queratina do que precisa entupindo os poros, ou que tem menos lipídios para protegê-la (predispondo assim infeccções bacterianas), tendo assim uma maior tendência a ser mais inflamada. Essa predisposição genética é a base para que os fatores ambientais sejam mais agressivos nesse tipo de pele”, explica Dra. Monalisa Nunes, dermatologista consultora da Sallve.

Porém é importante ressaltar que alguns casos podem ser desencadeados por alterações hormonais e até o uso de certos tipos de medicamentos.

Acne por alterações hormonais: suas espinhas podem vir daí

As alterações hormonais são a base da acne, afirma Dra. Monalisa Nunes: “Os hormônios interferem diretamente na produção das glândulas sebáceas, então qualquer pico hormonal pode gerar acne. O mais comum é a puberdade, que causa a acne vulgar, aquela acne adolescente. Mas há outros casos, como a acne gestacional (causada pelas alterações hormonais da gestação), a acne da mulher adulta (que muitas vezes está atrelada a doenças de cunho hormonal, mas pode também ser desencadeada por uma alteração hormonal na pele) e a acne neonatal, que é quando os hormônios sexuais da mãe passam para o bebê.

As principais causas de espinhas, explicadas por uma dermatologista

Graus da acne

Em geral, a acne se manifesta com a presença de comedões ou cravos (causados pelo entupimento da saída dos folículos com sebo), pápulas (pequenas lesões sólidas, elevadas, endurecidas e avermelhadas), pústulas ou espinhas (pápulas com pus) e nódulos e cistos, que são lesões bem maiores que as espinhas, que são inflamadas e se expandem para camadas mais profundas da pele. Elas podem ser dolorosas e deixar marcas.

Segundo o Ministério da Saúde, a acne pode ser dividida em cinco tipos, de acordo com a gravidade das lesões apresentas na pele. São eles:

Acne Grau I: apenas cravos, sem lesões inflamatórias.

Acne Grau II: cravos e espinhas pequenas, com pequenas lesões inflamadas e pontos amarelos de pus (pústulas).

Acne Grau III: cravos, espinhas pequenas e lesões maiores, mais profundas, dolorosas, avermelhadas e bem inflamadas (cistos).

Acne Grau IV: cravos, espinhas pequenas e grandes lesões císticas, múltiplos abscessos interconectados e cicatrizes irregulares resultando em deformidade da área afetada.

A acne é uma condição de pele que pode afetar diretamente a autoestima das pessoas, principalmente, dos adolescentes. O fator psicológico é muito importante e deve ser olhado com carinho. Se você sofre com acne, é imprescindível procurar um dermatologista para saber qual o melhor tratamento é mais indicado para o seu tipo. Este profissional, aliás, pode te ajudar até a encontrar um tratamento psicológico, se for o caso.

A acne da mulher adulta

Aos 30, 40 e até 50 anos! Sim, tem muita gente por aí que segue enfrentando problemas com a acne após a adolescência, principalmente, entre as mulheres. Um estudo realizado na França com 4.000 mulheres adultas apontou que mais de 40% sofrem com acne. 

"Muitas vezes a acne da mulher adulta está relacionada a um quadro de ovário policístico ou em geral a alguma alteração dos hormônios masculinos, que podem ter aumentado", explica a Dra. Denise Steiner. "A acne da mulher adulta é caracterizada por começar mais tardiamente, comprometendo mais a área do pescoço e o terço inferior do rosto - a região da mandíbula, linha de transição do rosto pro pescoço. As lesões são mais inflamadas e doloridas e deixam mais sequelas de manchas", segue a dermatologista.

Por ter desdobramentos mais profundos, a acne adulta é mais difícil de se tratar com tratamentos tradicionais, mas nada disso é definitivo. "Você pode ter acne que persiste da adolescência para a fase adulta, pode ter acne da mulher adulta que melhora com os tratamentos tradicionais. É uma gama muito grande com muitas coisas a serem esclarecidas durante o diagnóstico. Muitas vezes essa acne da mulher adulta com essas características pode não apontar qualquer alteração hormonal", esclarece a dermatologista.

Algumas pessoas costumam atribuir o uso de cosméticos, como maquiagem, protetor solar e alguns hidratantes, como um fato de piora para a acne adulta. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo afirma que o tema é controverso, mas que várias pesquisas apontam que a retirada desses produtos da rotina dos pacientes não contribuiu para a melhora do quadro. O estudo aponta ainda que sempre que bem indicados e de boa qualidade, os cosméticos ajudam a melhorar o resultado do tratamento da acne.

Por que pode acontecer de nunca termos acne, mas quando acontece, vêm logo várias espinhas ao mesmo tempo?

Essa pergunta já surgiu lá no nosso Twitter: por que é que, mesmo não tendo acne com frequência, quando o quadro aparece, vem logo com várias espinhas, e geralmente grandes e doloridas?

Dra. Monalisa Nunes responde: "Quando você tem o estímulo para ter acne, como por exemplo alguma alteração hormonal, essas alterações não vão focalizar em apenas um folículo da glândula sebácea. Essas alterações atuam na sua pele como um todo. Então é muito comum que quando você tenha um quadro de acne, mesmo ele não sendo frequente, você tenha mais de uma espinha ao mesmo tempo", responde a dermatologista.

E quanto às espinhas dolorosas? Dra. Monalisa também tem a resposta: "Isso depende muito da pele da pessoa, da faixa etária... É o caso da acne da mulher adulta, por exemplo. Neste caso, são mesmo espinhas maiores, doloridas, internas e bem mais inflamadas", ela segue.

Estresse piora a acne?

A resposta é sim! O estresse é um fator que pode agravar o quadro se você já tem essa predisposição. Isso acontece porque durante um momento de ansiedade ou estresse, há um aumento na liberação dos hormônios adrenalina, insulina e cortisol, que fazem com que a produção das glândulas sebáceas aumente, aumentando a oleosidade da pele e contribuindo para o aparecimento de pústulas, decorrentes de poros entupidos. Uma prova dessa ligação está no aumento da acne adulta durante a quarentena.

Como cuidar da pele com acne

O cuidado da pele com acne começa por quatro etapas principais: limpeza, tratamento, hidratação e proteção solar. É importante manter sua pele limpa para que os poros estejam desobstruídos, evitando assim o surgimento de mais cravos e espinhas. O ideal, segundo dermatologistas, é lavar o rosto duas vezes por dia, evitando produtos adstringentes demais, que deixem a pele repuxando depois de lavar, já que isso pode causar o famoso efeito rebote, que é quando você tira todo o óleo da sua pele e ela o produz em excesso, como forma de defesa, para repor sua barreira cutânea.

O tratamento vem em seguida à limpeza, e pode ser feito com tônicos e séruns. Eles vão ajudar na desobstrução dos poros (o ácido salicílico, muito citado quando se pergunta o que é bom para espinha, ajuda muito com essa ação), renovação celular e com uma ação antiinflamatória, diminuindo a dor causada por espinhas e tratando a inflamação topicamente.

Depois, você pode seguir com a hidratação, importante para a pele acneica. Ela deve ser feita com produtos não comedogênicos, ou seja, que não entopem os poros. Uma pele hidratada é uma pele saudável e protegida. Se o seu hidratante for não comedogênico, ele não vai piorar sua acne - pelo contrário, viu?

Para terminar, o protetor solar é essencial. Para proteger sua pele da radiação solar e evitar o surgimento de manchas e cicatrizes. Opte, mais uma vez, por um protetor solar não comedogênico e lembre-se de reaplicá-lo a cada duas horas ou menos tempo, caso sue muito.

Tratamentos para acne

Existem muitos tratamentos para a condição, de acordo com o grau e tipo. Não existe regra para procurar um médico: se é algo que te incomoda, o melhor é buscar ajuda antes que o quadro se agrave. Quanto mais rápido o tratamento se inicia, melhores são os resultados obtidos, inclusive por causa das cicatrizes.

Um estudo canadense com cerca de 500 pacientes com acne, publicado no British Journal of Dermatology, apontou que mesmo a acne leve pode evocar sentimentos de baixa autoestima, depressão e pensamentos suicidas. Como aparece na adolescência, coincide com um período cheio de incertezas sobre a autoimagem, contribuindo para problemas psicológicos. Na idade adulta, o fato também não deve ser ignorado.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, na sua forma mais leve, o tratamento pode ser apenas local, com produtos encontrados em farmácias e lojas de cosméticos especializados. Em geral, com ingredientes como ácido salicílico, peróxido de benzoíla, retinóides e ácido azeláico. 

Quando o quadro evolui mal, há também o uso de antibióticos específicos por via oral, com duração estipulada por um médico. Para as mulheres, tratamentos hormonais com anticoncepcionais podem ser usados em determinados casos. Casos muito graves também são tratados com medicamentos, como a Isotretinoína, o famoso Roacutan.

Extração de cravos, drenagem de abscessos, peelings, aplicações de laser, esfoliações e limpezas de pele profundas podem ajudar o quadro, mas devem ser feitos por dermatologistas ou esteticistas.

Por que é tão ruim espremer espinhas?

Quem tem acne não deve, em nenhuma hipótese, cutucar ou espremer as espinhas: "Quando você espreme uma espinha você aumenta aquela inflamação, que é uma das bases da acne, e prolonga esse período de cura. Pode acontecer também de você aprofundar ainda mais essa inflamação, aumentando o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória (que são as manchinhas), e da formação de cicatrizes", explica Dra. Monalisa.

E, importantíssimo, jamais deixe de tratar: aceitar nossa pele é fundamental, mas exterminar suas espinhas é uma questão de saúde. 

"A gente tem que pensar sim no problema a longo prazo, como você desenvolver uma cicatriz. Quanto mais tarde você tratar dela, mais complicado é", diz a dermatologista. "Dá muito mais trabalho e custa muito mais caro", já nos explicou a Dra. Juliana Piquet. Não cuidar, segundo ela, é bem mais perigoso: "Especialmente no rosto, dependendo do ponto, há uma comunicação com os seios da face ou contato com meninge, por exemplo, e isso pode acarretar um quadro de infecção à distância".

acne

Mitos e verdades sobre acne

Você consegue pensar em um assunto que gere mais mitos do que a acne? Em meio a tantas informações, o que é mito e o que é verdade quando falamos em acne? Vamos lá:

A acne é contagiosa? Não.

A acne tem cura? Também não, mas tem controle com excelentes resultados.

Chocolate causa acne? Não é bem assim. Alimentos gordurosos, com altos índices de açúcar, podem estimular a produção de sebo, aumentando a oleosidade da pele. Comer com moderação e dar preferência aos amargos, pode ser uma boa.

Menstruação favorece o aparecimento da acne? Sim, por pura influência dos hormônios, que fazem as glândulas sebáceas trabalharem mais, aumentando a oleosidade da pele.

Sol é bom para as espinhas? Mito! O excesso de sol pode causar um aumento na produção de sebo, além de ressecar a pele e causar um efeito rebote e piorar as inflamações existentes. Portanto, cuidado!

Acne só acontece com quem tem pele oleosa? Não. São muitos os fatores que podem causar acne, mesmo em quem não tem a pele naturalmente oleosa, como alterações hormonais, fatores ambientais ou externos, agentes infecciosos e o uso de medicamentos. Até a máscara cirúrgica que todos usando durante a pandemia influencia no quadro e pode causar acne!

8 mitos sobre a acne: desvendando para aprender a tratar

Ingredientes para tratar a acne

Além do herói ácido salicílico, outros ingredientes são famosos no tratamento contra a acne, como ácido glicólico, hamamélis, ácido hialurônico, óleo de melaleuca, argila, niacinamida e vitamina C, entre outros. Nosso guia dos melhores ingredientes para quem sofre com cravos e espinhas te dá uma listinha bem completa!

Aliás, vitamina C pode dar acne?

Você já deve ter ouvido por aí que a vitamina C em cosméticos pode causar acne, mas é verdade? "Não. A vitamina C não causa acne. Não há qualquer comprovação de que o ativo ácido ascórbico [forma pura da vitamina C] seja comedogênico", diz a dermatologista. Ela explica que são os veículos da maior parte das fórmulas vitamina C em cosméticos que costumam ser comedogênicos, por serem mais oleosos, "para que ele fica com uma cosmética viável", segue. Por isso, é importante atentar-se se a fórmula dos cosméticos com vitamina C que você quer usar são não-comedogênicos.

A vitamina C pode inclusive ajudar no tratamento da acne: "Ela é antioxidante e anti-inflamatória, por isso é muito boa para tratar inflamações decorrentes da acne. Além disso, ela ajuda a tratar a hiperpigmentação da pele por ter ação uniformizadora de manchas", afirma.

Para completar? A vitamina C potencializa o efeito do protetor solar, "e isso ajuda ainda mais a prevenir o risco de hiperpigmentação e inflamação da pele", segue a dermatologista. "A vitamina C pode ser um ótimo aliado no tratamento da pele do paciente com acne. Você só precisa escolher o veículo adequado", encerra.

Linha Antiacne

Você já conhece a Linha Antiacne da Sallve? Ela é a primeira jornada especialista em pele acneica, pois trouxemos uma rotina completa de tratamento antiacne que inclui: Limpador Antiacne, Tônico Antiacne, Sérum Antiacne, Óleo Antiacne e Máscara Antiacne. Conheça cada um dos produtos:

linha antiacne

Limpador Antiacne

O Limpador Antiacne é um gel-espuma, livre de sulfatos, feito especialmente para o cuidado diário das peles acneicas. desenvolvido para o uso facial, incluindo área dos olhos, mas também pode ser usado no corpo, sua fórmula possui Ácido Salicílico, Melaleuca e Niacinamida, formando uma poderosa ação para tratar e evitar o aparecimento de cravos e espinhas.

Tônico Antiacne

O Tônico Antiacne é um tônico adstringente de limpeza, desenvolvido para peles acneicas - até as mais sensíveis. Ele limpa e controla a oleosidade da pele enquanto acalma e alivia a irritação da acne.

Sua fórmula com melaleuca, centella asiática, niacinamida e fermentados vegetais formam um poderoso aliado no tratamento e prevenção da pele acneica do rosto, mas também pode ser usado no corpo.

Sérum Antiacne

Você já conhece nosso Sérum Antiacne? Muito mais do que um secativo poderoso, ele é um sérum que ajuda a tratar e prevenir acne sem ressecar. Só ele contém o ácido salicílico - um BHA que desentope os poros - em sua concentração máxima de 2%, a melaleuca com o 4-terpineol que oferece todos os benefícios bactericidas e anti-inflamatórios sem irritar a pele, e a niacinamida e o extrato de buchu,que controlam a oleosidade e ajudam a minimizar poros dilatados

O sérum antiacne tem um efeito secativo de espinhas em até 24 horas sem ressecar. Ele também previne o aparecimento de espinhas e cravos, desobstrui e minimiza poros dilatados, controla a oleosidade e melhora cicatrizes e manchas de acne, reduz a presença das bactérias causadoras da acne, a inflamação e a vermelhidão, e ainda repara a barreira de proteção da pele.

Óleo Antiacne

O Óleo Antiacne é um sérum-óleo facial de tratamento e prevenção à acne. Com absorção leve e rápida, ele tem o poder de hidratar a pele, ao mesmo tempo que fortalece a barreira de proteção e reequilibra a oleosidade da pele.

Sua poderosa fórmula contém óleo de melaleuca, que oferece todos os benefícios bactericidas e calmantes, sem irritar a pele, e Ácido Salicílico, que desobstrui os poros, além de óleo de jojoba e óleo de cominho preto. E o acabamento? Suave, macio e sem qualquer aspecto de oleosidade excessiva.

Máscara Antiacne

A Máscara Antiacne é uma máscara de tratamento para efeito de alívio da acne. Ela controla oleosidade, reduz vermelhidão, acelera o processo de recuperação da pele com espinhas e amolece cravos.

Sua textura é super cremosa, não resseca e nem repuxa a pele, deixando um acabamento macio e hidratante. a fórmula possui Argila Verde, Ácido Salicílico, Centella Asiática, Alfa-Bisabolol e Alantoína, formando um poderoso aliado no cuidado semanal da pele acneica.

E aí que tal incluir os produtos da linha antiacne na sua rotina de cuidados?

Lembrando sempre: consultar um (a) dermatologista é sempre a opção mais correta e saudável para cuidar da melhor forma possível da sua pele, combinado? ;)

Alguns textos e referências consultados para este texto:

Acne - Association Canadienne de Dermatologie

Acne - Sociedade Brasileira de Dermatologia

Tratamento da acne - Sociedade Brasileira de Dermatologia

Acne: Diagnosis and Treatment - AAD

Acne - Ministério da Saúde

Adult acne - AAD

Adult Acne Versus Adolescent Acne

Adult-onset acne: prevalence, impact, and management challenges

Acne da mulher adulta: aspectos epidemiológicos, diagnósticos e terapêuticos

 

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