Aplicar protetor solar de forma incorreta pode trazer riscos

A gente te ajuda a entender qual seria a quantidade ideal

Não é novidade nenhuma que aplicar protetor solar é um passo que não deve ser esquecido jamais – no corpo e no rosto! E não é só quando vai curtir aquele sol gostoso na praia ou na piscina, certo? Além disso, o quesito “como aplicar” deve ser levado em consideração para evitar se expor a riscos sérios, com o câncer de pele.

Crédito: Raw Pixel

Aplicamos corretamente?

Segundo um estudo britânico, publicado na revista médica Acta Dermato-Venereologica, nos testes de fabricantes, é aplicada uma camada de 2 miligramas de fotoprotetor por centímetro quadrado de pele para alcançar o fator de proteção solar indicado na embalagem. Porém, no dia a dia, muita gente não faz ideia de qual é exatamente essa quantidade.

“A grande maioria das pessoas aplica apenas 0,75 mg de fotoprotetor por cm² de pele. Ou seja, menos da metade da quantidade recomendada, o que diminui a eficiência do produto, nos deixando expostos aos danos da radiação UV, que incluem manchas, envelhecimento precoce e câncer de pele”, afirma Lucas Portilho, Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp, consultor e pesquisador em Cosmetologia.

O especialista ainda diz que um outro problema tem a ver com o tipo de protetor usado. “Que o consumidor não tem nem ideia da quantidade de protetor que deve ser aplicada, isso já sabíamos. Mas que as formas disponíveis no mercado variavam tanto na proteção contra radiação, isso é novidade”, explica.

Crédito: JD Mason/Unsplash

Em um estudo liderado pelo pesquisador brasileiro, foram avaliadas proteção de seis diferentes tipos de fotoprotetores faciais: pó compacto, fluido, bastão, mousse, loção e pancake. Mais de 100 voluntárias participaram da pesquisa.

“Primeiro foi avaliada a quantidade real usada pelas consumidoras e, posteriormente, identificamos que a proteção solar está diretamente relacionada com o tipo de produto. Com exceção da loção facial, todos os outros veículos (tipos) apresentaram menos de 50% da proteção original, chegando em valores alarmantes, como o pó compacto, que apresentou 90% a menos de proteção”, conta Lucas Portilho.

Se você está curioso para saber quais tiveram piores desempenho, já adiantamos: pancake e pó compacto. Segundo o estudo, não protegem nem contra raios UVB e nem contra raios UVA. Já as formas de bastão, mousse e fluido ficaram muito abaixo do valor declarado na rotulagem.

O estudo foi feito utilizando as mesmas metodologias usadas pelas empresas antes de colocar o produto no mercado. “O problema é que antes de lançar qualquer protetor solar, as empresas testam o nível de proteção UVB e UVA, que são obrigatórios, mas durante esses testes, as quantidades utilizadas estão bem longe da quantidade real aplicada no dia-a-dia pelos consumidores. E elas não informam a quantidade correta para aplicação, então o resultado é uma falsa sensação de proteção”, afirma o especialista.

Crédito: Raw Pixel

Por exemplo, usamos 0,15mg/cm² de um pó compacto com proteção solar, quando a recomendação de fotoproteção é de 2mg/cm². “E alguns produtos com FPS 30 proporcionaram na aplicação real um FPS 2. Ao aplicar de forma errada um protetor, o consumidor se acha apto para se expor ao sol; o que ele não sabe é que grande parte da radiação está passando e que o DNA da pele pode estar em risco, podendo levar ao desenvolvimento de câncer de pele”, alerta. 

Lucas Portilho aproveita ainda para dar um recado para quem usa pó ou pancake com proteção solar. “Nunca utilizar protetor solar (nesses tipos) como única forma de proteção. O protetor na forma de bastão, mousse e fluido somente se for com FPS acima de 50. O pó compacto e pancake podem ser usados apenas em conjunto a outros protetores, pois utilizados de forma isolada não protegem a pele”, diz. 

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