5 doenças de pele que podem aparecer ou piorar no inverno

O ressecamento da pele é característica ou parte dos sintomas

A estação mais fria do ano está entre nós, e com ela somamos um combo de fatores que pode deixar a nossa pele mais seca. Com isso, também é bastante comum que algumas doenças de pele apareçam com mais frequência no inverno, exatamente por conta desse ressecamento mais elevado.

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O que acontece com a nossa pele no inverno?

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a baixa umidade do ar e com a temperatura em queda há uma diminuição na nossa transpiração corporal. Com isso, nossa pele já fica naturalmente mais seca.

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Somando isso a alguns fatores comuns do inverno, como os banhos consideravelmente mais quentes, o ressecamento vira realidade. Quando tomamos banhos muito quentes, por exemplo, há uma remoção da oleosidade natural, que diminui o manto hidrolipídico, aquele que mantém a água na nossa pele. Oi, pele mais seca!

Doenças de pele no inverno

Exatamente por conta do ressecamento maior da pele, algumas doenças e condições de pele podem surgir ou até se agravar no inverno.

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“São aquelas que já são doenças que ressecam a pele ou que tem o ressecamento como característica ou parte dos sintomas. Como dermatite atópica, que é um clássico. Pacientes com dermatite atópica geralmente sofrem no inverno. Além disso, psoríase, ictiose, dermatite seborreica. Essas são as mais comuns”, aponta a Dra. Monalisa Nunes, dermatologista consultora da Sallve.

  • Dermatite Seborreica: é uma inflamação da pele e do couro cabeludo, que causa descamação e vermelhidão, principalmente, nas sobrancelhas, pálpebras, vincos do nariz, lábios, atrás das orelhas, couro cabeludo e no tórax. É uma doença crônica, que não tem causa totalmente conhecida. Pode ter origem genética ou ser desencadeada por fatores externos, como uma alergia, estresse ou excesso de oleosidade, por exemplo. A presença do fungo Pityrosporum ovale também pode provocar a doença. Não é contagiosa e não tem absolutamente nada a ver com falta de higiene, como muita gente pensa. Entre os sintomas estão oleosidade na pele e no couro cabeludo, escamas brancas que descamam, escamas amareladas que são oleosas e ardem, coceira, leve vermelhidão, possível perda de cabelo.
  • Dermatite atópica: é uma doença crônica, hereditária, não contagiosa, e de caráter reincidente, ou seja, há tempos de crises e melhora. Quem tem dermatite atópica tem a barreira de proteção deficiente. Ela tem uma disrupção, não tem todos os lipídeos e componentes que são essenciais para manter essa barreira intacta. O principal sintoma é uma pele muito seca, com coceira. Há também a presença de lesões na pele, que podem ser desde pequenas feridas até grandes placas que sangram. Em adultos, é comum acontecer em mãos e pés, mas também em dobras e quaisquer outras partes do corpo. Não tem cura, mas tem tratamento.
  • Psoríase: doença crônica e não contagiosa, que se apresenta de forma cíclica (sintomas desaparecem e reaparecem periodicamente). Segundo a SBD, os sintomas variam de paciente para paciente, mas costumam ser: manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas; pequenas manchas brancas ou escuras residuais pós-lesões; pele ressecada e rachada; coceira, queimação e dor; inchaço e rigidez nas articulações; unhas grossas, descolados e com depressões puntiformes. A causa é desconhecida, mas pode estar relacionada ao sistema imunológico, interações com meio ambiente e genética.
  • Ictiose: “é uma doença em que a pele é geneticamente bem ressecada”, explica a Dra. Monalisa Nunes. Segundo a SBD, costuma aparecer logo após o nascimento, geralmente no primeiro ano de vida. Pode apresentar ressecamento e descamação, podendo ser fina ou intensa. As áreas mais comuns são os membros, o rosto e o couro cabeludo.
  • Rosácea: doença vascular inflamatória, que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. É mais frequente em mulheres de pele branca - raramente aparece na pele negra, mas pode acontecer - e tem sua origem ainda desconhecida. Ou seja, não tem cura, mas tem tratamento.  Ela também se agrava no inverno, porque a pele fica mais seca e consequentemente mais sensível. "Dermatite atópica, psoríase, dermatite seborreica e rosácea são doenças que acontecem mais nas peles mais sensíveis, que reduzem o manto hidrolipídico ou que tem alguma inflamação associada, e que se exacerbam com o maior ressecamento da pele, causado pelo clima e pelos banhos com águas mais quentes", aponta ainda a Dra. Letícia Bertolini.
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Cuidados

Vamos lembrar que estamos falando aqui de doenças, algumas delas crônicas, e que podem precisar de tratamento com medicamentos. Portanto, o melhor cuidado é sempre procurar um dermatologista e tratar a sua pele da melhor maneira possível.

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Mas tem um fator que não muda quanto o assunto é cuidado para evitar piora de quadros dessas doenças ou condições de pele: hidratar a pele. “Além de alguns cuidados, como evitar banhos quentes, produtos que sejam alérgenos (com muita fragrância, corantes), que sejam irritativos no geral e manter a pele bem hidratada. Lembrando que, em alguns casos, é preciso tratar mesmo. Quem tem psoríase, ictiose e dermatite atópica algumas vezes entra em crise, e vamos precisar tratar com medicamento”, completa a Dra. Monalisa Nunes.

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Foliculite também aparece no inverno

A foliculite não é uma doença, mas sim uma infecção bacteriana ou fúngica dos folículos pilosos (onde nascem os pelos), que pode se apresentar com uma inflamação de pelos encravados. Apesar de se frequentemente associada ao verão, ela também pode se agravar no inverno.

"Ela pode ocorrer em qualquer região que tenha pelos. No inverno, é mais comum usarmos roupas mais justas e que provocam atrito nos pelos, então, podemos ter mais foliculite nas coxas, bumbum e até nos braços", afirma a Dra. Letícia Bortolini.

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A Dra. Monalisa Nunes ainda complementa: “A foliculite ainda pode aparecer mais no inverno por conta do outro mecanismo de ação dela, que é a obstrução do folículo por conta do ressecamento. Aumenta muito a queratina, obstrui o folículo piloso e predispõe a foliculite. Então, são dois mecanismos possível. No verão, é mais pela umidade, pela parte bacteriana. E, no inverno, pelo ressecamento e obstrução do folículo."

Quais os cuidados? Hidratação e uso de roupas mais largas. “Para evitar o caminho é também manter a pele hidratada, utilizar alguns produtos mais esfoliantes, mas bem gentis, sem ressecar demais por esfoliar em excesso. É para manter a pele hidratada e sem muita queratina, sem camada córnea muito espessa”, finaliza a Dra. Monalisa.

Hidratante Reparador

Quem tem pele seca sabe muito bem o que é sentí-la sensibilizada, descamando e até irritada ou avermelhada. E é aí que um membro da família Sallve, o Hidratante Reparador, pode ajudar - e muito!

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Testado em peles sensíveis, ele é um ótimo aliado tanto para as peles secas quanto as ressecadas e desidratadas. Ele é um creme múltiplo que nutre e repara, pensado para tratar tanto o rosto quanto áreas específicas do corpo que pedem um alto poder de hidratação, como como mãos, cotovelos e pés.

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Sua fórmula combina ativos poderosos com ação tripla: as Ceramidas Biomiméticas atuam como emoliente repondo os espaços entre as células da barreira da pele, o Pantenol e os Eletrólitos atuam como umectantes atraindo água para dentro das células e, por fim, a Manteiga de Karitê e o Alfa-Bisabol agem como uma barreira de proteção prevenindo a perda de água da pele. O resultado é a reparação e nutrição que você sente no toque macio da pele.

O Hidratante Reparador reduz a vermelhidão e acalma, deixa a pele luminosa e com toque macio, trata e previne acinzentamento e descamação e sua fórmula é vegana, sem silicone, sem óleo mineral e sem crueldade, que ajuda a reconstruir a barreira cutânea e deixar sua pele protegida das ações de agressores externos.

E aí: que tal inserí-lo na sua rotina de skincare?

Textos, artigos e referências usados para esse texto

Cuidados com a pele no inverno

Psoríase

Ictiose

Dermatite seborreica

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