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Meu ácido glicólico, minha vida

Como a introdução do ácido glicólico na minha rotina de beleza mudou completamente minha relação com a minha pele acnéica.

Como muita gente que já me acompanhava no Petiscos sabe bem, sempre sofri com a acne. Das crises severas durante toda a adolescência às temidas cicatrizes e uma textura sempre desagradável na pele, meu relacionamento com a minha pele acneica já passou por várias etapas. Em todas elas, invariavelmente, eu estava à caça de produtos não-comedogênicos e sempre, sempre mesmo, com ácido salicílico, também conhecido como o salvador de todo o planeta se você tem acne.

O ácido salicílico é um santo remédio, ele ajuda mesmo. E sim, se você tem pele acneica, ele tem que fazer parte da sua rotina, todo mundo sabe disso. Mas algo tão comum entre quem tem acne é sempre se preocupar muito mais em controlar espinhas do que qualquer outra coisa. Com isso, a textura da pele fica em segundo plano e, acredite, em alguma hora, ela vai te incomodar.

Foi o que aconteceu comigo: depois de tanto tempo numa batalha que parecia eterna contra espinhas e cravos, ambos deram um tempo, mas a textura seguia a mesma: áspera, desigual. Foi aí que entrou o ácido glicólico na minha rotina de cuidados com a pele - meio que por acaso, é verdade, quando comecei a usar dois produtos à base do ativo sem me ligar tanto em sua composição. De repente, depois de algumas semanas, ao sentir minha pele muito mais macia, me toquei: era o ácido glicólico estava fazendo toda a diferença. Até minhas cicatrizes de acne pareciam estar bem mais sutis, algo que nunca achei que pudesse acontecer usando produtos em casa.

Nesse caso de amor eterno instantâneo, fui conversar com a Dra. Carla Vidal sobre o ativo, e na mesma hora a dermatologista confirmou que meu relacionamento estável estava aprovado: "O ácido glicólico é ótimo para o tratamento das cicatrizes de acne e a aparência da pele, pois ele promove a renovação celular da pele, o que, por sua vez, melhora sua textura e suas manchas", explicou a Dra. Carla, que indica o uso do ácido glicólico também em peelings. A dermatologista, porém, adverte que o ácido glicólico é bastante irritante, então quem tem pele sensível precisa tomar cuidado com as concentrações do ativo nos cosméticos: de 6% a 10% no máximo: "No consultório usamos até 70%, mas no peeling, com orientação médica. Começamos com doses menores, de 6%, e vamos espaçando, para que o paciente consiga usar o ácido".

Para a Dra. Carla, outro fator é importante no cuidado da pele com acne: a associação. "Não gosto da monoterapia em se tratando de acne. Uma dessas associações é o ácido glicólico com o ácido salicílico, para melhorar as cicatrizes. Tudo depende, porém, do tom da pele do paciente", explica. "Gosto de ver a pele por dentro, com um aparelho em meu consultório, e formular uma associação específica para aquela pele. Mas há uma série de ácidos que podemos usar em associação para tratar cicatrizes de acne, com resultado visível em menos tempo, quando optamos por cosméticos com vários ativos".

Sobre o ácido glicólico, a Dra. Carla Vidal aponta ainda o rejuvenescimento da pele como um de seus efeitos positivos ao ser incorporado em um tratamento: "Mesmo em doses terapêuticas, em casa, o paciente vai sentir essa diferença", afirma.

A conclusão? A Dra. Carla indica usar o ácido glicólico em associações, como até mesmo outros tratamentos, como luz pulsada em consultórios dermatológicos: "Sem as associações, os efeitos do ácido glicólico não são tão gratificantes".

No meu caso, a associação com ácido salicílico mudou minha vida. A forma como cuido da minha pele, como me maquio, como me olho no espelho. E você, qual ativo mudou sua vida recentemente?

Foto: Sven Mieke.

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