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Na ilha deserta nem com superpoder, por Camila Fremder

Camila Fremder, autora de "Adulta sim, madura nem sempre: Fraldas, boletos e pouco colágeno", te conta o que levaria para uma ilha deserta!

Eu adoro aquelas entrevistas onde perguntam coisas do tipo: qual livro você levaria para uma ilha deserta? Eu parto do princípio que eu não quero ir para uma ilha deserta. Nunca. Mas, ok, vamos supor que eu tenha que responder alguma coisa só pra não fazer a chata. Qual linha de pensamento eu devo seguir? Escolho um livro enorme já que não te dizem quanto tempo você vai ficar por lá? Escolho um de humor pra não ficar deprimida com a solidão? Ou quem sabe um bem chato, que eu jamais teria lido em nenhuma outra situação?

Na real eu só consigo pensar em levar um protetor solar e um hidratante. Existe algum livro que as páginas tenham proteção UV e eu consiga depois brincar um pouco de origami, transformá-lo em uma viseira? Será que só eu fico preocupada pensando na pele ardida sem um bom pós sol, no nariz descascando, nas manchas de pele. Porque por mais que eu me deite na sombra de um coqueiro, tem o tal do mormaço...

 Crédito: Divulgação

Também tem aquela pergunta sobre os superpoderes: se você pudesse escolher um superpoder, qual seria? E o povo quer ficar invisível, ou sair voando, ou atravessar paredes. Agora, por exemplo, eu estou sentada na cama escrevendo, com o computador no colo, e minhas mãos estão muito secas. O hidratante está ao lado da TV, numa distância de uns quatro metros de onde estou. E, de repente, um superpoder de esticar o meu braço até o hidratante seria perfeito.

Ficar hidratada e protegida do sol é tudo que eu penso depois que passei dos 35 anos...

vamos conversar?