Esmaltes: há riscos reais em pintar as unhas?

Componentes escondidos nas fórmulas dos esmaltes já foram apontados como causa de câncer e até alterações hormonais. O que é realmente verdade nisso tudo?

Os esmaltes são queridinhos da indústria de cosméticos e também da maioria dos amantes de produtos de beleza. A gente sabe que é uma delícia circular por aí com as unhas multicoloridas, mas fica aqui um alerta para sempre dar uma olhada um pouco mais cuidadosa nos ingredientes do produto e saber direitinho o que estamos colocando no nosso tão precioso corpo!

Dibutilftalato (DBH), Formaldeído - o tão falado e já conhecido Formol -, Tolueno e Fosfato de Trifenil (TPHP) são os nomes de componentes presentes em muitas marcas de esmaltes e podem trazer, sim, alguns riscos à saúde, principalmente, para quem já tem alguma tendência a alergias e irritações na pele, por exemplo.

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“O formaldeído está associado ao surgimento de câncer, além de problemas respiratórios. O tolueno apresenta neurotoxicidade (dano ao cérebro ou ao sistema nervoso periférico) e o Dibutilftalato tem um poder irritante importante sobre a pele e mucosas”, explica o dermatologista Damiê De Villa. Vale ressaltar também que o DBH é uma substância proibida na Europa, apesar de não ter sido banida em terras brasileiras.

Um outro problema envolve o Fosfato de Trifenil. A luz de alerta acendeu por um motivo importante: o ingrediente pode gerar disfunção hormonal. Um estudo realizado em 2015 apontou que a substância é listada em 1.500 dos 3.000 esmaltes revistos pelo Environmental Working Group, uma organização não-governamental americana especializada em analisar e classificar componentes químicos em produtos que todos nós usamos diariamente.

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“Estudos recentes em animais mostraram que o composto é um disruptor endócrino, o que significa que pode imitar os hormônios naturais e embaralhar o desenvolvimento saudável das células. Além disso, o produto químico pode desencadear a obesidade, causando células ósseas imaturas para se transformar em gordura. Outra exposição está ligada a problemas de fertilidade”, afirma Mika Yamaguchi, farmacêutica e diretora científica da Biotec Dermocosméticos.

Mas calma que ninguém vai ter todos esses danos à saúde de uma vez só, simplesmente porque fez a unha esta semana. Os estudos são realizados com grandes quantidades dessas substâncias, o que não acontece na aplicação de esmaltes, que, por sinal, nem são os únicos vilões. O TPHP, por exemplo, está presente em plásticos, componentes eletrônicos, tintas, colas, entre outros. Mesmo que os danos não sejam imediatos, é fundamental saber o que colocamos no nosso corpo e quais resultados isso tudo pode trazer a médio e longo prazo.

Para olhar no rótulo!

O Fosfato de Trifenil pode aparecer também com as siglas de TPHP ou trifenilfosfato. Já o tolueno pode aparecer como metil-benzeno. Enquanto o formaldeído, apesar de quase sempre aparecer dessa forma, também pode ganhar o nome de metanal, aldeído metílico, formol e óxido de metileno. Por último, o Dibutilftalato aparece como DBP, Ftalato de Dibutila, Butilftalado ou Ácido Ftálico Dibutil Ester.

Esmaltes hipoalergênicos, geralmente, são bons investimentos para quem quer fugir desses compostos não recomendados por dermatologistas. Porém, alguns deles podem ainda conter um ou outro componente que citamos.

Para ajudar, também é possível notar se o esmalte tem os selos 3 Free, quando não possui Formaldeído, Tolueno e DBP, e 5 Free, que também não conta com resina ou cânfora. Algumas marcas já são 7 Free, não tendo listados petrolatos e conservantes. 

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