10 coisas que aprendi com minha pele ao longo da minha vida

Mari Inbar está a um ano de entrar nos 40, e relembra aqui 10 coisas que aprendeu em sua jornada com sua pele.

Outro dia vi Tracee Ellis Ross falando sobre a relação tão intrínseca que ela tem com seu cabelo. "Poderia traçar minha jornada de amor próprio e autoaceitação pela minha jornada com meus cabelos", disse, em um tutorial de beleza para a Vogue americana.

Sinto exatamente a mesma coisa quanto a minha pele. Passamos por muitos altos e baixos (poderia apostar que muito mais baixos do que altos, mas os altos foram muito significativos). E é tão engraçado: eu não consigo me lembrar de quando minha pele não era coberta de espinhas e cravos, ali na adolescência. A acne é uma constante tão forte na minha vida que sinto que ela estava presente mesmo quando não era o caso.

Faz tempo que deixei de vê-la como adversária cruel e sim como uma parceira que eu só precisava entender melhor. Desde que nos demos as mãos, ficou tudo bem mais fácil. 

Em pleno 2019, encerrando mais uma década e preparando-me para meus 40 anos, quando muito possivelmente minha pele vai começar a mudar para valer, compartilho aqui tudo o que aprendi sobre ela (e com ela).

1- Queria ter espremido menos... E cuidado mais. Mas a vida segue.

Passei minha adolescência ouvindo minha mãe me dando bronca porque eu cismava de espremer minhas espinhas e porque eu não cuidava da minha pele como deveria. Ela estava tão certa. Como todo adolescente, vivi inconsequentemente estes tão intensos anos achando que não haveria amanhã. Mas que bom, houve. Há.

Falhei em preparar minha pele para o resto da minha vida, mas nem tudo é drama: aprendi que nunca é tarde para começar e que sim, preciso pensar a longo prazo e agora prepará-la para o que vem pela frente.

2- Eu vejo minhas cicatrizes muito piores do que todo mundo vê. 

E quer saber mais? Quando estou de boaça com a minha pele, nem as percebo. Conversando com amigos muito próximos sobre o quanto minhas cicatrizes me incomodam, sempre escuto: "Mas Mari, elas não são isso tudo que você está falando".

Quer saber? Aprendi que não são mesmo. Só as percebo gritando quando minha autoestima está baixa, quando bate uma melancolia, ansiedade... O que comprova: a pele que a gente vê é muito influenciada pelo que estamos sentindo por dentro.

3- Nem sempre vai ser lindo. Tem dias que acordo detestando o que vejo no espelho.

E tudo bem também. Respira fundo, foca em outra coisa, dá uma apelada para uma maquiagem mais pesada (se quiser) e vai.

4- CALMA, RESPIRA! Quando a pele se rebelar (e ela vai se rebelar!!!) não adianta sair mudando tudo.

Da penúltima vez que minha pele ficou um horror, saí, comprei um monte de produtos novos e passei que nem uma louca. Não adiantou nada. Até porque eu fiquei super ansiosa querendo que a pele ficasse boa de novo da noite para o dia. 

Da última vez que minha pele ficou um horror, decidi ficar calma e pensar com paciência em como poderia controlar o quadro. Não inseri nada novo, apenas fui equilibrando o que já fazia, tentando pensar em como estava me sentindo psicologicamente. Estava num momento bem complicado. Matei a charada. Tem horas que a pele não precisa de mil passos de rotina de skincare. Tem horas que ela só precisa de carinho e atenção mesmo.

5- Aceitar a textura da minha pele foi das maiores revoluções pessoais que já vivi.

Minha pele é minha pele, a dos outros é a dos outros. A textura da minha pele é problemática, é meio histérica e se rebela volta e meia (embora cada vez menos), mas ela é minha. Aprendi a trabalhar com ela como ela é, sem me comparar com ninguém. Hoje ela está tão melhor! Acho que é porque sou menos severa com ela, sabia?

6- Cuidado com álcool e adstringentes pesados demais.

Há trocentos anos eu amava minha pele repuxando, seeeeca. Era sinal de sucesso, de limpeza. Erradíssimo, claro. Aprendi que pele oleosa só precisa ser equilibrada, não ressecada ou limpa de toda e qualquer gotícula de óleo. Hoje quando ela repuxa sei na hora que alguma coisa não deu certo. Gosto dela na medida. 

7- Pele viçosa SIM!

Não passo perto de pele mate, sem brilho nenhum, há anos. Gosto de viço. Gosto dela brilhando. Pele viçosa te deixa com a aparência mais jovem, mais bem tratada, mais descansada, mais leve.

8- Não saia passando nada sem saber minimamente se vai funcionar para você.

É o clássico: não é porque funcionou para a vizinha que funciona na sua pele. De tanto errar (e eu já errei demais!), tem produtos que só de sentir a textura já sei se rola comigo ou não. Já sei os ativos que rolam para mim e daí por diante. Errar é uó mas, xavão de novo: é errando que você vai aprender e conhecer ainda mais sua pele.

9- Minha rotina de skincare é muito mais importante do que apenas um cuidado com a pele. E ela deve ser feita todo dia.
PS: se eu não cuidar, ela desanda.

É um cuidado comigo, é um momento meu comigo, tão importante. De respiro, de cuidado, de carinho. Não tem absolutamente na-da a ver com futilidade, frivolidade. É essencial. 
Essencial também é ser consistente e não ficar um dia sem fazê-la. Porque se eu não cuidar, minha pele desanda e volto à estaca zero. Se quero ela legal, tenho cuidar, sem vacilo, todos os dias.

10- Produtos de verão são totalmente diferentes de produtos de inverno.

Lembro uma vez que entrei no inverno e minha pele ressecou tanto. Daí parei para ver o que estava usando e saquei na hora que não estava hidratando minha pele o suficiente, e que ela muda de acordo com as estações. Meus hidratantes mudam completamente dependendo da época do ano. 

E você? O que tem aprendido com a tua pele? A Sallve adora ouvir e conhecer as tuas experiências com a pele.

vamos conversar?