Clube do Livro da Sallve - parte 2

Em busca de indicações de livro pra ler? O time Sallve tem várias pra você, ó!

Sabia que hoje, 29 de outubro, é comemorado o dia nacional do livro? A data não é à toa: foi neste dia, em 1810, que foi fundada a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Aproveitando a data, a gente aproveita para ampliar a corrente de indicações de títulos: aqui no time Sallve, tem de ficção científica ao humor de Nora Ephron, passando por clássicos como "Mulheres que Correm com os Lobos" e edições incríveis recém-lançadas (e bem trevosas, né, Julia Petit?).

Abaixo, você confere a nossa lista. Deixa sua indicação nos comentários?

"Os Sete Maridos de Evelyn Hugo" é a leitura indicada pela Carol Lopes: "Até hoje eu me pergunto como pode a Evelyn não ser uma personagem real, juro que até pesquisa fui fazer pra ver se achava alguma pista e nada. Esse livro é um acontecimento, suspira.

Tem mais romance na escolha de Lucas Laurindo: "'Fique Comigo' é um lindo romance com excelentes reviravoltas. Uma história sobre amor - materno, familiar, afetivo". Mudando de gênero, a Vall Serra indica "Conversas Corajosas", de Elisama Santos: "Esse livro é às vezes uma terapia, às vezes um tapa na cara, às vezes um acalento no coração. Nunca mais enxerguei uma conversa da mesma forma depois de o ler. Elisama explica como ninguém os conceitos de Comunicação Não Violenta, como estabelecer limites nos nossos relacionamentos e, no fim das contas, como ser uma pessoa melhor. Acho que todo mundo deveria ler esse livro, pelo menos, uma vez na vida".

+ Clube do Livro da Sallve

Yasmin de Moura Amaral leu e amou "Querida Konbini", de Sayaka Murata: "Neste premiado best-seller internacional, Sayaka Murata cria, no interior de uma konbini — uma das onipresentes lojas de conveniência japonesas —, um espelho da sociedade contemporânea, questionando os moldes em que temos de nos encaixar para poder fazer parte dela. A protagonista e narradora é Keiko Furukura. Aos 36 anos, Keiko nunca se envolveu romanticamente e, desde os 18, trabalha numa konbini — todos insistem que ela arranje um trabalho sério ou, pior ainda, um marido. Keiko, no entanto, está satisfeita consigo mesma. Deslocada desde a infância, é na loja,com regras estritas para os funcionários e dinâmica precisa de funcionamento, que ela consegue pela primeira vez se sentir uma peça no mecanismo do mundo. O livro é ganhador do prêmio Akutagawa e Sayaka Murata vem sendo louvada como uma das vozes mais originais e talentosas da ficção de seu pais".

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O protagonismo feminino também costura "Redemoinho em Dia Quente", de Jarid Araes, escolha de Larissa Nogueira: "É uma antologia de contos, em sua maioria, protagonizados por mulheres, no Cariri, e suas memórias/vivências".

A Mariana Inbar também está mergulhada no feminino - em uma versão mais divertida: "Meu Pescoço é um Horror (e outros papos de mulher)" tem lhe feito companhia nos últimos dias: "Amo a Nora Ephron, a diretora de filmes como 'Sintonia de Amor' e 'Harry e Sally - Feitos Um Para o Outro'. Ela era terrivelmente divertida e sarcástica. Eu já tinha lido esse livro bem mais nova - é uma série de ensaios sobre diversos temas -, mas agora, depois dos 40, quis ler de novo. Dei ainda mais gargalhadas, é delicioso de ler, bem levinho - exatamente o que ando buscando agora".

É clássico que você quer? Tem três na nossa lista, começando por "Drácula", de Bram Stoker, em sua Dark Edition belíssima, que a Julia Petit está lendo agora: "Comprei essa edição porque está muito linda, e agora estou lendo. É muito legal reler esses clássicos. Depois quero pegar 'Frankenstein' e 'O Retrato de Dorian Gray'". "Mulheres Que Correm com os Lobos estava na lista da Camila Rodrigues Neves há anos: "Agora finalmente estou lendo a versão linda, de capa dura".

Fechando a trinca de clássicos, o João Calixto está lendo "Cem Anos de Solidão": "Acompanhar a estória da família Buendia é uma jornada de conhecimento. Além de personagens incríveis, conseguimos acompanhar o desenvolvimento de Macondo, que se assemelha a história de tantas cidades sulamericanas".

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A Trilogia Napolitana, de Elena Ferrante, é a dica da Clara Amore: "Tendo como pano de fundo uma Nápoles que é tão sedutora quanto perigosa e um mundo em mudança histórica, Elena Ferrante conta a história de uma amizade de sessenta anos entre a brilhante e estudiosa Elena e a impetuosa e rebelde Lila com incomparável honestidade e brilho. É uma história que traça um mapa da vida, que mostra caminhos invisíveis a olho nu. Captura a essência da existência de uma forma única. Mais do que tratar-se de amizade, trata-se de vínculos inexplicáveis ​​com lugares e rostos. É sobre como nossos pais vivem dentro de nós e como nossos filhos vivem fora de nós. É sobre o dispositivo complexo que é um ser humano e a massa fugaz que todos os seres humanos são. Trata do significado de cada pequena coisa no grande esquema da futilidade. Há quem diz que as palavras são nossa ferramenta mais poderosa, e este romance é a prova disso. A HBO está produzindo uma série quase tão obra prima quanto os livros. Já tem duas temporadas estreadas e estão filmando a terceira".

Em busca de uma biografia? Ismael Melo indica "Malcolm X - Uma Vida de Reinvenções", de Manning Marable: "A biografia foca bastante nas diferentes personalidades que ele incorporou ao longo da vida, detalha bem o caminho que ele percorreu até se tornar uma lenda como porta-voz dos descendentes de escravizados pelo mundo e traz um contexto que ajuda a entender os posicionamentos que ele assumiu ao longo do tempo. Além da qualidade do conteúdo em si, a narrativa é extramente cativante, e mesmo o livro sendo bastante extenso a leitura é super fluida".

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Mas se a sua onda for ficção científica, a dica de Léo Hackin é para você: "'Neuromancer', de Willian Gibson, é o primeiro de uma trilogia de ficção científica que praticamente cunhou o conceito de 'Matrix' e teve muitas das tecnologias copiadas pro mundo real, como o Hyper espaço (que virou depois inspiração pra criação da internet). A trilogia ('Neuromancer', 'Count Zero' e 'Monalisa Overdrive') é um dos maiores clássicos do estilo chamado Cyberpunk, explorando muito um ambiente distópico com muita tecnologia, implantes biônicos e um ritmo de leitura em prosa que prende o leitor tanto pela vivacidade das cenas quanto na abertura deixada pela interpretação do leitor".

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