Por que é tão difícil cumprirmos nossas resoluções de Ano Novo?

Quem aí nunca falhou em suas resoluções de ano novo? Mas sem pressão: a culpa não é sua, nem delas. Talvez seja só o método!

Todo fim de ano é assim: a gente senta, faz aquela retrospectiva de tudo o que aconteceu nos últimos 12 meses e consegue, rapidinho, com uma clareza de pensamento sem qualquer precedente, traçar tudo o que precisa fazer no ano que vem para que nossa vida seja perfeita.

Vamos fazer exercício físico! Vamos ler mais livros! Vamos ver mais filmes! Vamos economizar mais, ver mais os amigos, beber mais água! Daí que cá estamos nós, nos aproximando do fim de janeiro (depois de 90 dias, risos!) e a pergunta nua e crua é: e aí, já está rolando aquela reeducação alimentar? Já implementou aquele plano de diminuir suas compras? Ah, mas é liquidação, né?

Não precisa se culpar: é muito mais normal a gente não estar arrasando nos nossos planos do que o contrário. Mas por quê?

Não é porque cortar doce é dificílimo, ou por que você realmente tem zero paciência para academia, ou porque falta tempo para fazer com mais calma sua rotina de cuidados com a pele. É porque talvez a forma como a gente vem traçando nossos planos seja muito mais irreal do que eles em si.

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Outro dia, conversando com uma amiga, ela disse que estava traçando suas metas para o novo ano mês a mês. Ela sentou, fez uma lista, de janeiro a dezembro, e tudo o que queria tentar mudar em seus hábitos até o fim de 2020. E sabe que eu achei bem incrível?

Tirando o fato óbvio de que pensar em nossas metas mês a mês é muito menos intimidador do que pensar em 365 dias, traçar planos mês a mês te obriga a mastigar e digerir direitinho o que você precisa fazer.

Por exemplo, uma meta tão comum: emagrecer. "Vou emagrecer tantos quilos em 2020! Dieta o ano inteiro!" Vai rolar? Pensa e responde com sinceridade. Pois é. Agora se você sentar e programar um plano mês a mês, olha como você vai pensar em tudo de bacana que pode fazer para conquistar essa meta: "Em janeiro eu vou me dedicar a cuidar da minha saúde, começando pela minha alimentação. Daí quando chegar em fevereiro é hora de começar a rever esse pavor de academia, e em março, quando o calor começa a dar uma trégua, vou começar a fazer mais coisas a pé".

Viu como rola? Passinhos de bebê. E o legal é que depois de traçar os primeiros passos, os outros vão se tornando bons complementos. 

Vale para tudo. E não precisa ser uma meta só dividida em 12 passos, claro. Você pode ir dividindo pequenas metas ao longo desse período também. Se a ideia de ficar um ano sem comprar pode ser a visão do inferno para você, que tal dar alguns períodos de descanso para a sua carteira (e para o planeta?).

Resoluções de ano novo não precisam ser apenas mais uma pressão que colocamos sobre nós mesmos. Elas podem ser um bom manual de instruções para você crescer no próximo ano. Ela tem que trabalhar a seu favor, afinal de contas.

Você já conseguiu colocar as suas em prática? Conta pra gente como?

vamos conversar?