Esfoliação com ferramentas: como usar a seu favor sem exageros

Será mesmo que você precisa de tanta esfoliação assim? Acredite: o processo é mais benéfico quando vem aliado ao equilíbrio.

Atualmente, esfoliar é a maior onda das aficcionadas por beleza, que não resistem às tantas (e tão populares!) ferramentas que prometem deixar sua pele lisinha, tipo bundinha de bebê, esfoliando com cada vez mais frequência. Mas antes que você saia investindo em diversas escovinhas e outras ferramentas, é preciso olhar para a própria pele, a própria bancada e escolher seu caminho.

"Temos que lembrar que a pele é um órgão de defesa, considerada basicamente a barreira cutânea do nosso organismo em relação ao meio ambiente. A pele é muito poderosa e completa - e complexa também", explica a Dra. Denise Steiner. Ela explica que a nossa pele é capaz, sozinha, de fazer esse processo de renovação celular: "Por isso mesmo, é preciso levar em conta o tipo de pele e idade da pessoa, além de certos tipos de sensibilidade", afirma. Quem tem a pele muito seca, por exemplo, deve ter cuidado extra na esfoliação com ferramentas, para não machucar a pele e com isso deixá-la suscetível a inflamações ou lesões, optando por métodos ou cosméticos suaves.

As ferramentas esfoliantes são essenciais?

Segundo a Dra. Denise, não. Você pode usar suas mãos com produtos específicos (ou até toalhinhas!), o que diminui a chance de exagerar na dose. Se você tem a pele sensível ou seca, redobre seu cuidado com ferramentas e comece bem devagarinho, caso queira experimentar.

Qual é a frequência ideal com a ferramenta?

Para a dermatologista, depende de cada caso: "Às vezes a pele está mais grudada, mais ressecada, mais oleosa, com comedões, ou a paciente tem a pele mais envelhecida e precisa provocar um pouco a troca celular. Em épocas mais frias, uma vez por semana no máximo é o suficiente, ou nem isso. A esfoliação não deve ser muito frequente, e sempre feita com muita delicadeza, de forma suave, ajudando sua pele”.

Leve em conta sua rotina de skincare

Outro fator importante a se levar em conta segundo a Dra. Denise é o que você já passa na sua pele. Se você já usa cosméticos à base de ativos como ácido glicólico, salicílico ou retinóico, por exemplo, já está promovendo a esfoliação na sua pele "mesmo que de forma menos visível", diz a Dra. Denise. Usando sua própria rotina como ponto de partida, fica fácil de definir a frequência com a qual vai esfoliar a pele do rosto. "Você tem que saber direitinho tudo o que tem nos seus cosméticos antes de mais nada. Se você usar ácido retinóico no rosto por dois dias seguidos e seguir com uma esfoliação, pode irritar sua pele, rompendo a barreira cutânea", explica a Dra. Denise. Por isso, comece pelo que você já tem e alterne da forma mais suave e harmônica possível.

O fenômeno do diagnóstico de peles sensíveis

Segundo a Dra. Denise, o desequilíbrio na hora de esfoliar aliado a cada vez mais ferramentas de esfoliação no mercado pode estar por trás até do crescente diagnóstico de peles sensíveis. Esfoliar a pele em excesso, sem escolher o produto que melhor se encaixe na sua rotina ou passar do ponto com ferramentas como escovinhas pode acabar dando margem à sensibilidade cutânea.

A conclusão? Equilíbrio!

Como tudo quando se fala de skincare, a conclusão é que o equilíbrio é fundamental. A esfoliação em excesso pode acabar dando o efeito contrário ao que você busca, mas não deve (nem precisa!) ser descartada. Afinal de contas, o procedimento ajuda na renovação celular.

A esfoliação melhora a textura da pele e ainda confere aquele viço de pele fresca, saudável e bem cuidada, contribuindo ainda para que os cosméticos que você usa diariamente penetrem melhor na pele.

Analise o que você já faz, sinta sua pele e escolha seu caminho, sempre primando pela delicadeza. E a esfoliação vai ser uma das melhores amigas da sua pele! 

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