#grandes gostosas: "Sou gostosa mesmo!" - Bruna Pinheiro entrou na sala

Ela é uma grande gostosa das mais bem humoradas que há. Nesse papo incrível, Bruna Pinheiro vai te fazer olhar no espelho e mandar: gostosa!

Eita, rapaz, ela chegou: com seu shot de whey em punho, Bruna Pinheiro entrou na sala das #grandesgostosas da Sallve. Se é faísca que você procura, Bruna tem de sobra: "a boneca é ariana com ascendente em escorpião e lua em sagitário", ela já avisou em um de seus Stories.

bruna pinheiro

Apaixonada por treinar, Bruna não passa nenhum dia sem incentivar seus seguidores no Instagram a ficarem "chapadinhos de endorfina" como ela. Mas sem imposição nem radicalismo. Bruna tem um humor tão afiado que até mesmo os mais avessos a exercícios físicos podem se questionar se tamanha leveza e diversão também vêm junto com uma vida mais regrada na academia. Dá até vontade, mesmo quando você não tem nenhuma. Mas Bruna tem de sobra. "Quando faço esses vídeos no meu Instagram, eu estou me motivando", ela conta, colocando ênfase no "me". "Eu tô conversando comigo mesma". Se ela fala assim com ela mesma, mesmo? "Eu sou assim o dia inteiro", manda.

Tanto bom humor ao falar sobre corpo e se sentir uma grande gostosa resultam em vídeos como o abaixo, que já virou áudio dublado por tantas outras grandes gostosas no Instagram. Não... que isso!!!

"A gente sempre tá em contato consigo mesma, mas a gente só para pra refletir sobre si quando isso é acionado"

Mas a jornada de Bruna até ela chegar onde está hoje vem de muito tempo. Ela conta que um ponto crucial no seu relacionamento com seu corpo aconteceu mais ou menos em 2019, quando ela foi fazer intercâmbio no Canadá: "Geralmente dizem que quem viaja para fazer intercâmbio acaba voltando com muitos quilos a mais, e foi isso que aconteceu comigo", relembra. "Eu moro na comunidade de Salgadinho, e nunca tive muito de nada. Quando cheguei lá, pude ver que o básico para eles era o muito pra gente. Com tanto acesso a tudo, acabei ganhando peso", ela continua, contando que nesse ponto, sua família interferiu, preocupada com o histórico genético de sobrepeso: "Sempre ficavam sempre no meu pé, falando 'Olha, cuidado pra você não ficar assim', como se isso fosse algo ruim, então eu cresci com essa noia".

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Com isso, a relação da Bruna com seu corpo acabou ficando focada em perder peso, o que a empurrou para um "ciclo doentio de ansiedade e depressão", como ela mesma define. "Eu ainda não falo sobre isso no meu Instagram, mas vou falar, porque sei que muitas pessoas que me seguem por lá que passam por esse processo. A ansiedade e a depressão me fizeram lidar com tudo isso de maneira nada saudável", reflete.

Em seguida, Bruna decidiu procurar ajuda médica, e deu sorte: encontrou um profissional que, ao invés de remédios, trabalhou com suplementos multivitamínicos e sugeriu que ela tentasse fazer atividades físicas. Foi aí que ela começou a treinar. Mas quem a vê hoje, animadíssima a cada novo treino, nem imagina que o começo foi dureza: "Os primeiros meses foram terríveis, porque era algo novo. Você está tirando seu corpo da zona de conforto".

O que Bruna começou a aprender treinando foi muito além de músculos: "Comecei a entender que quando você precisa ter noção do seu corpo pra fazer os movimentos de treino, você comeca a se perceber. Eu percebia que no meu corpo não existia só aquilo que me incomodava. Meu corpo tem partes que me permitem me movimentar. Então eu passei a agradecer por aquilo que eu não gostava nele. Foi ali que comecei esse processo de comunicação comigo mesma, em 2019".

Desde então, Bruna vem lidando com seu corpo de uma forma muito melhor: "Hoje ficou mais fácil fazer isso porque cheguei num corpo em que olho pra mim e digo, 'grande gostosa'". Chegar nesse lugar, aliás, não é só treino: Bruna conta que a terapia também a ajudou, assim como tantas outras ferramentas importantes para se conhecer melhor: "E esse é um dos maiores medos que eu tenho, além de passar fome - me perder, não me reconhecer. Que era o que acontecia naquele meu outro período".

Mas rola preguiça de treinar também? Rola. Não é todo dia que Bruna acorda animada, e ela faz questão de respeitar esses momentos de preguiça, ou de cansaço mesmo: "Nem sempre é uma relação de flores. Em enjôo de whey, tenho épocas em que não aguento mais comer ovo... Mas é importante lidar com isso de uma maneira respeitosa com você mesma, senão você vai fugir da curva, e essa relação não vai mais ser saudável. Ter uma relação saudável com seu corpo vai muito além da alimentação - é muito de cabeça, de rotina, de como você se comunica com as pessoas, como você lida com você mesmo. Ser saudavel vai muito alem de você sentar ali e comer uma fruta".

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"Não precisa iniciar esse processo de treino pelo emagrecimento"

Um fio condutor em toda a conversa com Bruna, aliás, é essa ideia de que a modificação do corpo é consequência de uma vida mais saudável, e não o contrário. Ela mesma não pratica dietas restritivas: "Não precisa transformar esse processo em algo absurdo, nem iniciar o treino pelo emagrecimento para modificar seu corpo - isso é consequência. E aí você vai gostando mais de si, porque vai liberando hormônios no seu corpo que vão fazer você se sentir bem, chapadinha de endorfina mesmo, é muito bom. Quando eu fico dois dias sem malhar, eu mando parar tudo e abro espaço na agenda pra ir, porque é assim que eu me reconheço".

"Não me incomoda estar dentro ou fora de um padrão porque eu nem paro pra pensar nisso. Se fosse parar, enlouqueceria, porque era justamente não estar me encaixando num padrão que me fazia ficar pensando de forma tão doentia. Eu hoje tenho em mim aquilo que eu quero ser e tenho muito orgulho da mulher que estou me tornando."

Bruna Pinheiro

Leveza e bom humor, sempre!

Se você se sente motivado com o conteúdo sempre hilário da Bruna, saiba que ela faz isso, no final das contas, para motivar a si mesma. Aliás, é essa a mola propulsora por trás do seu tom sempre bem humorado: "Foi a forma que encontrei pra me motivar também. Porque eu olhava muito em volta, procurando muito corpos de outras mulheres pra querer ter um igual e não encontrava. Eu tentava encontrar em outras mulheres o que eu queria ser, mas poxa, meu corpo é o meu corpo, ninguém vai ter igual. Eu posso me inspirar na trajetória de outras mulheres pra chegar onde eu quero, mas o meu ideal vai ser o meu corpo. Quando comecei a pensar assim, encontrei o meu caminho".

"Quando comecei a ter uma evolução dentro da musculação, comecei a ver que essa é a grande gostosa que eu quero ser, essa pessoa que tá no espelho é quem eu quero ser. Então eu comecei a jogar isso pro mundo da forma como eu me sentiria inspirada. É o tipo de conteúdo leve que eu gosto, e foi assim que eu me encontrei"

Bruna Pinheiro

Falar de forma tão leve sobre treinos, corpo e auto-estima - entre tantos outros temas que aparecem na sua caixinha de perguntas - surtem exatamente o efeito que ela almeja: "Outro dia recebi uma mensagem de uma mãe de três filhos, 43 anos, divorciada, que me disse que encontrou no meu conteúdo a força que precisava para gostar de si novamente. Eu passei dois dias pra poder responder, porque aquilo me impactou tanto!"

Outro elemento fundamental de comunicação da Bruna? Seu corpo, que ela coloca pra jogo no seu grid, sempre deixando a temperatura lá em cima. Para ela, essa exposição é só mais uma forma de comunicação. "Eu tento me comunicar através de quem eu sou hoje e de como eu me porto no mundo pra poder comunicar a outras pessoas a importância delas fazerem a mesma coisa. Não para que elas repitam quem eu sou, mas para que elas possam ver em mim uma oportunidade de se libertar". 

Bruna faz parte de uma turma de influenciadoras do Instagram que não têm qualquer vergonha em mostrar seu corpo nem colher elogios a cada clique de biquini. E será que seu conteúdo incomoda? Até pode, mas ela tem logo a resposta: "Rapaz, as pessoas não estão acostumadas a lidar com mulheres confiantes demais. Acredito que as pessoas têm medo do corpo feminino sim, e do que ele representa, do que ele causa, porque as pessoas estão acostumadas a ver mulheres se cobrindo pra se proteger quando a gente não precisa se cobrir pra isso. A gente tem que poder se mostrar e o respeito e essa proteção precisam existir além do que a gente mostra".

"Pode chamar de gostosa, sou mesmo"

Mas vem cá, e os elogios que inevitavelmente surgem a cada biscoitada no grid, hein, Bruna? Pode chamar de gostosa? "Pode, sou mesmo! Sou pra cacete, se tem uma coisa que eu sou é gostosa - eu nem respiro pra falar. Ela é tudo isso sim e mais, onde poucos tem a oportunidade de conhecer, gostasse dessa frase?", manda, às gargalhadas.

Ela revela que se sente mais #grandegostosa quando acorda e depois do treino, com o corpo todo suado e o cabelo bagunçado, a respiração ofegante: "Ali eu to me sentindo maravilhosa". E, afinal, o que é ser uma grande gostosa? "Hoje em dia, é ter a coragem de ser quem eu sou. Por muito tempo eu me escondi, me omiti e não me aceitei. Hoje me aceito e tenho coragem de dizer que existo. Isso é o auge de ser uma grande gostosa. Trabalhar meu corpo é só consequência de me sentir assim. Não sou uma grande gostosa por causa do meu corpo, mas meu corpo me ajuda a me sentir uma grande gostosa".

Para terminar a conversa, Bruna se despede com uma mensagem pra todas: "Ocupem as academias, mulheres! Não aguento mais só ver homem na academia", ri, depois de contar alguns episódios em que recebeu olhares tortos de homens ao pegar o mesmo peso que eles. Se ela se importa? "Eu não! Não estou ali pra provar nada pra ninguém e não perco meu tempo com isso. Meu tempo eu gasto é sendo gostosa".

Tempo bom esse, visse?

vamos conversar?

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