Qual seria o antídoto para a gente parar de se comparar com os outros?

E aí, como você faz para evitar ficar se comparando com os outros? Aqui, nossa comunidade conversa sobre o assunto e dá boas dicas para fugir da armadilha!

Foto: Ian Dooley/ Unsplash 
O Instagram é, comprovadamente, a rede que mais aguça o sentimento de angústia e depressão em seus usuários, a que mais causa danos à nossa saúde mental. É lá que vivemos todos os nossos comportamentos de recreio da escola ou inseguranças de adolescência. Playground farto para muitas comparações absolutamente surreais e vidas que se aproximam muito mais de ficção do que vida real, a estética que impera é a da perfeição e o comportamento que domina é a comparação.

 

Essa comparação vai se infiltrando na gente muitas vezes sem a gente nem perceber - mas percebendo ou não, é ela que mais detona nossa relação com nós mesmos. Conversando com a nossa comunidade sobre como fazer para fugir dessa armadilha tão sem sentido que é se comparar, foi o Instagram que mais apareceu nas respostas:

"Estou seguindo pessoas mais parecidas comigo para a comparação fazer sentido pelo menos!"

"Sigo pessoas que se parecem comigo: corpo, cabelo, tons de pele".

"Desinstalo o Instagram".

"Dou unfollow ou silencio quem não me faz bem".

"Por enquanto tenho deixado de seguir pessoas com quem eu me compararia".

"Fico sem Instagram por um mês, depois volto".

"Parei de seguir muitas mulheres que tem uma estética padronizada".

"Evito seguir influencers e sigo perfis mais motivacionais / artistas" .

"Tento seguir perfis que me acrescentem algo e vez ou outra limpo minha lista para evitar excessos".

"Parar de seguir pessoas que não são reais, vidas que não são alcançáveis".

A gente já falou sobre isso por aqui: como nossas redes sociais podem refletir o que a gente quer ver e como a gente quer se sentir. Vale limpar a lista de quem você segue, silenciar, renovar os ares? Se funciona para você, vale sim.

Há quem consiga navegar pelo Instagram sem se deixar levar por filtros e vidas editadas:

"Ver Instagram é que nem ver novela. É ficção".

"Lembro que estou vendo só uma gota d'água no oceano que é a vida daquela pessoa".

"Eu sei que o que é mostrado, muitas vezes, não é real. Verniz de glamour e filtros não me seduzem".

"Penso que como eu, todos postam apenas os momentos felizes e bons".

E há quem, assim que detecta essa comparação brotando, vai cuidar de si mesmo:

"Tendo consciência de quem sou e amor próprio, aceitando minhas vulnerabilidades".

"Tento exercer a gratidão todo dia. Se aprender a ser ser grato pela vida que tem, você vai se comparar menos".

"Foco no que tenho, minhas qualidades e no fato de que o interessante é sermos diferentes".

"Olhando quem eu sou, anotando histórias sobre mim, tipo um diário".

"Faço terapia".

"Paro de seguir muitas pessoas e faço um ritual de autocuidado".

"Me dei conta de que é impossível ser o outro. Só posso ser eu mesma, e isso é uma coisa boa!"

"Agradecendo tudo o que eu tenho".

"Sinto uma profunda gratidão pela minha vida e por tudo a minha volta".

"Valorizando quem eu sou, minhas conquistas e minhas vitórias".

Nossa relação com a nossa rotina de skincare nos despertou para um campo que, até um tempo atrás estava adormecido: passamos tantos anos falando em maquiagem e em como esconder o que a gente não gostava e, de repente, embora maquiar seja divertido, skincare nos forçou a olharmos para nós mesmos e para quem nós realmente somos. O espelho deixou de ser inimigo e passou a ser ferramenta de autoconhecimento. 

A Lizzo - musa absoluta deste fim de década - já falou muito sobre isso: não acontece da noite para o dia você começar a gostar do que te dá insegurança quando você se compara com outra pessoa. Leva tempo, e você tem que encarar o que está ali, ver olho no olho.

Talvez, durante esse tempo, você tenha que se desligar das redes sociais, fazer uma terapia, mergulhar em bons discos e filmes, mas inevitavelmente, olhar para você mesmo é essencial.

E não adianta nem se enganar: não é todo dia que a gente acorda se amando. Tem dias que a pele tá ruim, o cabelo não está como a gente quer, nosso corpo não está ajudando. 

E aí, como diz um dos membros de nossa comunidade:

"Eu sou único, bonito para caramba. E quando não me acho top, faço uma máscara!"

Uma boa máscara, reconhecer quando não está rolando e se permitir ser humano: o resto é filtro ;)

 

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