#vivasuapele: Mariana Morello e o ato de se respeitar e fazer as pazes

Membro da nossa comunidade, a Mariana Morello participou da nossa colab Sallve + Hering Intimates e reflete sobre o processo de cocriar

Se tem uma palavra que marcou o papo que tivemos com a aquariana Mariana Morello, essa palavra é "respeito". Ela se encaixou em vários aspectos nessa conversa - seja no ato de cocriar, o respeito com própria pele, o próprio corpo, as fases da vida, enfim...em tudo!

"Tenho uma relação com pele e maquiagem desde pequenininha, porque era assim que eu me encontrava e conseguia ser carinhosa comigo mesma. Sabe quando a gente cresce ali no meio de todo mundo e tá acostumada a não se olhar no espelho, a não se tocar, não se cuidar? Não falo daquele cuidado genérico que as pessoas falam, mas o cuidar de ‘ter um cuidado consigo mesma’, essa autoestima, esse autocuidado. Eu me encontrei primeiro com o meu rosto, com esse cuidado de skincare, e também com a maquiagem", explica.

Mariana Morello

Mariana Morello <3 Sallve

A Mari (@mariana.morello) é membro da nossa comunidade desde o comecinho, lá no lançamento do Antioxidante Hidratante, em 2019. Ela é fã da Julia Petit, uma das cofundadoras da Sallve, há anos (“a primeira vez que eu vi um tutorial de maquiagem foi da Julia”). “Quando descobri que ela teria a marca, sabia que ruim não ia ser e que tinha que experimentar. Então, eu estou com a Sallve desde que ela nasceu. Provei o Antioxidante Hidratante e, quando você vê o resultado, diz: daqui eu não saio mais. Foi isso!”, se diverte lembrando.

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Desde então, a jornalista é super ativa na comunidade, participa de conversas, dá opiniões e sugere melhorias. Além de tudo isso, ela foi uma das pessoas que participou do nosso mais novo lançamento, a coleção Sallve + Hering. E não só da parte de cocriação: também é uma das modelos da campanha – e nesse papo a gente entra já já. Mas que tal conhecer mais a Mari?

Pele e corpo: respeitar e fazer as pazes

“A minha relação com a minha pele sempre foi tranquila, na medida do possível”, começa a Mari, que teve acne pontualmente na adolescência, foi vendo sua pele “amadurecer” e hoje diz que a pele alerta quando alguma coisa não vai bem.

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Ela explica: “Parece que a textura da minha pele, o jeito que ela parece no espelho, muda de acordo com a fase do mês e meu humor. Então, se tô me sentido muito bonita, eu olho pra mim no espelho e vejo de uma outra forma, me sinto mais radiante, com aquele glow. Eu acho que a minha percepção vem muito de dentro para fora e não de fora para dentro.”

Segundo a Mari, esse relacionamento de fases faz toda a diferença. “Minha pele me respeita e eu respeito a minha pele. A minha pele me alerta quando eu to precisando colocar um cropped e reagir. Então, tenho um carinho muito grande (não que eu nascido com esse carinho, isso surgiu depois de muito tapa e apanhar muito internamente e externamente), mas hoje em dia é isso. Gosto do ato de me tocar.”

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Se esse cuidado todo parece muito estabelecido quando ela fala do rosto, com o corpo a sensação é nova e ganhou novas nuances com o lançamento do Antioxidante Hidratante Corporal. “Antes eu usava a Sallve para ter essa conexão comigo, só que focada no rosto. E, agora, com o Corporal, eu consigo extravasar esse cuidado, que antes eu tinha só para não deixar minha pele seca, hidratar e tal, mas como eu me reconectei e me reconheci no produto”, aponta.

Com o corpo tudo ainda está em processo mais intenso, enquanto com o rosto ela já fez as pazes, sabe o que gosta, o que não gosta e o que acha muito bonito. A Mari enxerga que com o corpo, é sempre uma constante construção (“por ser muito diferente na questão estética, ainda mais com um corpo gordo”).

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“Já passei por várias fases, com o corpo magro dito "normal". Agora na pandemia fiquei mais sedentária e acredito que muita gente também. Então engordei, e aí o corpo começa a se modificar, ter outras marcas. A pele fica diferente, a relação que você tem fica diferente, o seu toque fica diferente. Você fica diferente dentro dos espaços que você ocupava. Então, eu tô me reconhecendo novamente em relação ao meu corpo”, diz.

A jornalista afirma que faz pouco tempo que começou a entender que a positividade excessiva, também conhecida como positividade tóxica, não faz bem para ninguém e que ninguém tem que amar tudo em si. “Comecei a entender que a gente não precisa amar, a gente precisa respeitar. Precisa respeitar e fazer as pazes com nosso corpo. Agora, nesse momento, é esse corpo que eu tenho para oferecer para mim mesma e para o mundo. É o que me faz enfrentar dificuldades, é o que me faz estar viva, é o que faz realizar coisas. Então, tô olhando com carinho”, afirma.

“Eu não gosto daquela estria que tem na minha barriga, mas não preciso odiar. Ela está lá, faz parte de mim e eu vou cuidar. Como eu cuido das partes que eu gosto, também cuido das que eu não gosto. É uma coisa que começou numa questão mental, de entender o meu jeito, de partes que eu não gosto do meu jeito. Depois, foi para minha pele e agora tá extravasando para o corpo. Eu tô gostando bastante.”

Mariana Morello

A Mari, inclusive, sabe que isso tudo faz parte de um processo e não é nada fácil chegar nessa etapa em que ela está. Construção constante, lembra? “Tenho tentado pensar em tudo em mim como uma grande coisa maravilhosa. Não gosto da estria, mas a estria faz parte da Mariana. A Mariana eu amo, mas a estria eu não preciso. Aquele conjunto da obra, que pode não ser perfeito (como nada é), ele precisa ser amado e cuidado”, finaliza.

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Sallve + Hering Intimates

E foi justamente no meio desse aprendizado, no meio de um processo de autoaceitação pós-pandemia, que surgiu a participação na coleção Sallve + Hering Intimates. “Pra mim, foi muito especial. Já participei de várias colabs, mas essa extrapolou um pouco. Além de ser uma colab com outra marca, fui chamada para ser uma das modelos da campanha. Participar de criação, receber amostra de tecido, de modelos, foi muito especial. Nunca participei de nada parecido”, conta.

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A Mari disse que o convite para ser modelo chegou dois dias antes da formatura dela, quando ela estava em um momento de muita insegurança consigo mesma, já que seu corpo tinha mudado na pandemia. “Eu tinha parado de querer tirar foto. Só gostava de tirar foto se fosse selfie, quando eu estava no controle da situação. E a formatura foi se aproximando e eu fiz o vestido dos meus sonhos. Ficava pensando: meu Deus do céu, não vou conseguir tirar uma foto do meu vestido. Não vou aparecer em nenhuma foto”, relembra.

“Dois dias antes da minha formatura, fui convidada para participar de uma sessão de fotos, que eu nunca tinha feito antes e eu fiquei de top e short. E foi muito libertador! Com isso, na formatura, consegui tirar todas as fotos que eu queria, assim como no meu aniversário. Então, além de ser interessante ter feito parte dessa novidade, de uma coisa tão grandiosa como a junção dessas duas marcas, foi muito importante pra mim mesma me olhar com outros olhos. São essas coincidências do mundo que fazem todo sentido e são super importantes, mas acontecem na hora que têm que acontecer.”

Mariana Morello

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A nossa modelo ainda diz que acha que a junção de Sallve e Hering fez muito sentido. “Acho que por mais que seja um meio completamente novo, foi um caminho muito natural pra Sallve. Conforto, por exemplo: existe conforto nas duas marcas. Não foi um choque quando eu soube que ia rolar esse feat”, brinca.

“Hoje em dia é muito importante a gente se sentir parte de algo tão grande. Tem tanta coisa no mercado, todos os mercados estão tão saturados, que na hora de você escolher um produto, isso tem que extrapolar. Não é só embalagem, não é só ingrediente, não é só marca. Você busca algo a mais, porque tem muita oferta. Então, acho que é muito importante por causa disso. A Sallve não é só uma marca, ela virou uma família. Você chega para aquela sua tia e diz que tá precisando de alguma coisa, aí no encontro seguinte, ela chega com aquele negócio que você precisava? Pra mim, faz muito sentido, porque conversa com quem eu sou, que é ouvir que estar ao meu redor e buscar sempre melhorar”, termina.

vamos conversar?

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