#vivasuapele: Indyara e a liberdade de conversar sobre pele

Indyara Silveira fala sobre como foi seu processo de aceitar sua pele: "Falar sobre minha pele, para mim, foi libertador".

Ilustração: Duds Saldanha

A Indyara Silveira chegou aqui na nossa comunidade em um momento delicado: bem no começo da pandemia, no ano passado. Tudo porque, como aconteceu com tanta gente, sua pele "deu uma surtada", como ela conta, rindo. Com dificuldade em achar uma nova dermatologista que lhe indicasse produtos que realmente ajudassem sua pele após sua antiga profissional parar de atender por plano de saúde, ela começou a se sentir frustrada: "A minha sensação era que eu entrava no consultório e o dermatologista simplesmente me indicava produtos sem olhar para a minha pele a fundo", relembra.

Foi aí que, sozinha, ela resolveu começar a pesquisar e chegou na conversa sobre testes em animais: "Não tinha noção sobre isso antes. Então fui procurar uma empresa que não fosse só um produto, que fosse também uma causa. Pesquisando empresas veganas e cruelty free, cheguei na Sallve. A gente ficou muito acostumado a ir no dermatologista e ser indicada sempre as mesmas marcas de farmácia de sempre, né? Hoje esse leque está se abrindo".

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"A pandemia trouxe uma conscientização do que a gente usa, do que a gente consome, da demanda de lixo, então para mim trouxe muito isso. Quando compro um produto hoje, não quero saber só o que é o produto, mas o que aquela marca traz para a comunidade, para o meio ambiente, e a Sallve me atendeu nesses critérios todos".

Indyara

A pele e a pandemia

Nascida em Minas Gerais, a Indyara hoje mora em São Paulo, e sempre teve acne - acne esta que piorou com a pandemia: "Foi bem na época do lançamento do Sérum Antiacne. Eu me apaixonei, porque ele me ajudou muito. É a fórmula que mais mostra resultados na minha acne, e desde então não larguei mais, e aos poucos vou comprando os outros produtos".

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Hoje, sua acne evoluiu para a acne da mulher adulta - a dela muito engatilhada pelo emocional e hábitos alimentares. Com a pandemia e o psicológico abalado, sua pele logo reagiu: "Eu moro sozinha, e ficava pensando, se todo mundo ficar isolado eu vou ficar sozinha, e fiquei muito desesperada, instável. Mas como não queria preocupar meus pais, dizia que estava tudo bem, mas por dentro não estava. E minha pele acompanhou total, eu parecia uma adolescente. Vira um ciclo, vêm as manchas.... E se você não trata, não acaba nunca".

#jornadadapele

A acne da Indyara começou na adolescência, e desde então teve o acompanhamento dermatológico. Aos 20 anos, por indicação de sua médica, ela começou um tratamento com anticoncepcional, o que aliviou o quadro: "Mas depois dos 25 anos, a acne voltou e o anticoncepcional já não ajudava mais. E aí já era outro perfil de acne. Para mim sempre foi muito difícil".

Para lidar com a volta da acne, Indyara usava bases bem pesadas: "Eu nunca aceitei minha pele, e sempre usava base bem reboco, sabe? Até em casa, eu acordava e passava base, todo dia. Para me olhar no espelho, eu tinha que passar base porque não queria ver minhas manchas. Maquiagem era a solução", conta.

Além da maquiagem, Indyara começou a se privar de comer muitas coisas que gostava, para evitar crises de acne, mas pondera que o emocional, por sua vez, é mais difícil de controlar: "E como acne da mulher adulta tem muito a ver com o emocional, qualquer pico de estresse, trabalho, ou vida pessoal resultava em muitas espinhas"

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Aprender a gostar de cuidar da pele

Cansada desse ciclo, Indyara passou por um momento de verdadeira libertação, ao pensar que não poderia ficar refém desse ciclo para sempre. O ponto de partida? O conselho de sua então dermatologista: "Você precisa aprender a conviver com a sua pele, e precisa aprender a gostar de cuidar dela".

Pronto. Foi só esse conselho e os aprendizados foram vindo, junto com o entendimento de que nossa pele está sempre mudando e reagindo. E olha: todo esse cuidado com a pele veio ali, na pandemia! "Aprendi a gostar de cuidar da minha pele pesquisando", conta. Toda essa pesquisa - sobre pele, fórmulas, ativos e marcas, fez com que ela tivesse uma visão muito mais ampla de qualquer tratamento. Depois da frustração de não encontrar um dermatologista que a explicasse como cada coisa funcionaria na sua pele, ela decidiu se informar estudando. Mas mais do que qualquer ativo específico, o primeiro passo para cuidar da sua pele foi mais profundo: "Entendi que tinha que aceitar minha pele".

Conversar sobre pele é liberdade

Nesse ponto de tanta descoberta, entra o Instagram na jornada da pele da Indyara. Ela criou sua conta na rede social com um objetivo muito específico: ela queria falar sobre sua pele. E foi justamente abrir esse diálogo, e abordar sua pele sem qualquer vergonha, que fez com que Indyara se sentisse totalmente livre na própria pele: "Foi quando comecei a falar sobre ela que comecei a aceitar minha pele. Antes mesmo de começar a postar no Instagram, aliás, comecei a abrir essa conversa com meus familiares", ela relembra.

"Quando a gente não fala sobre uma coisa, ela se torna tabu. Então sempre que alguém faz algum comentário sobre minha pele, fica mais fácil de lidar, porque eu já abri esse diálogo antes e comecei a me libertar. Estou falando, OK, não é algo que me dói mais".

Indyara

Instagram e tanto diálogo foram libertando Indyara de qualquer problema que ela tivesse com a sua pele, mas não só isso: um belo dia, ela se viu livre de filtros do Instagram também: "Eu só gravava Stories usando filtro, até a hora em que pensei que não fazia sentido falar sobre pele e esconder minha pele. E nessa época continuava usando maquiagem. Mas eu precisava aceitar minha pele. Eu precisava tratar a acne, depois tratar a mancha, e se acontecesse alguma coisa, tinha que saber que a acne ia voltar, então assim, eu preciso enxergar minha pele como ela é e como ela funciona", reflete Indyara. Hoje, ela conta que parou de usar filtro quando vai falar sobre sua pele.

A gente teve isso com cabelo, que hoje tem uma aceitação maior, e com o corpo. Agora é a vez da pele. A sensação de liberdade é sensacional, porque se uma pessoa vira e fala "Nossa, o que aconteceu com a sua pele, você está cheia de acne", o que não deveria acontecer, hoje consigo dizer que sim, estou tratando, e isso é normal, ao invés de pensar 'Meu Deus, preciso correr e passar uma base'.

Indyara

Aprendizados da pele e da rede social

Hoje, Indyara conta que coleciona aprendizados, que vieram com o aprender a gostar de cuidar da própria pele, e com sua experiência nas redes sociais: "Aprendi o que minha pele precisa a cada momento. Sempre questiono, se a gente não está feliz, o que a gente faz para mudar? Eu aceitei e cuidei. E é um cuidado que é para a vida inteira, porque pode ser que um dia não vou ter mais acne, mas aí vou começar a envelhecer, e o cuidado vai mudar, mas vai continuar ali. E é isso: você se olhar e cuidar".

Com seu tratamento, Indyara diz que aprendeu que ele engloba uma série de fatores: "Mês passado minha pele estava muito surtada, mesmo com uma rotina certinha, mas a alimentação estava muito ruim. Aprendi que não adianta, tem que estar tudo nivelado - alimentação, sono, cuidado com a pele... Sua pele acompanha tudo".

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Já com as redes sociais, Indyara aprendeu que o ambiente é incrível para criar uma conexão profunda com outras pessoas e abrir esse diálogo tão importante sobre a pele real: "Quem me segue no Instagram acompanha realmente minha pele do jeito que ela é, e isso cria um vínculo diferente daquela realidade que não é real".

A trinca favorita da Sallve

Na jornada da pele da Indyara, três produtos da Sallve figuram como queridinhos: o Limpador Facial, o Tônico Renovador e o Sérum Antiacne, como ela já contou. "Tenho uma experiência engraçada com o Tônico Renovador. Eu o usei pela primeira vez junto com um primer que também nunca tinha usado, e que servia para controlar a oleosidade da pele. Passei o tônico e o primer, e a pele ficou sequinha o dia inteiro. No dia seguinte não usei o tônico e usei o primer, e a pele não ficou tão sequinha. Fiquei chocada que foi o Tônico Renovador que segurou a oleosidade, não o primer. Ele diminuiu a aparência dos meus poros e meus cravos, e hoje é meu produto favorito da marca, por todos os seus benefícios. Eu já usei ácido glicólico em outros produtos, mas no Tônico Renovador ele vem na medida - é um ácido potente mas que não é agressivo para a pele".

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O Limpador Facial veio para complementar essa jornada: "Eu gosto muito dele porque produtos antiacne ressecam muito a pele, e ela acaba ficando esturricada. Ele é uma opção ótima para quem não quer ter vários produtos - como um limpador para o inverno, outro para o verão. O Limpador Facial você pode usar o ano inteiro - porque ele limpa, não deixa a pele ressecada e controla a oleosidade".

A liberdade de se viver na própria pele

A conversa termina circulando a palavra que Indyara mais fala ao contar sua jornada da pele: liberdade. "Meu conselho para quem tem acne é que a gente precisa se libertar. Essa sensação de liberdade, de aceitar a acne, torna tudo muito mais fácil do que lutar contra ela. Eu lutava contra e cobria, então quando a gente aceita a gente se sente livre, porque é isso que me representa, essa sou eu. Minha dica é: não lute contra ela, lute com ela, porque aí tudo flui - sua pele, seu tratamento... E não se desespere quando sua pele piora".

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Para Indyara, se sentir livre em sua própria pele foi abrir um diálogo, se libertar dos filtros e se enxergar: "Lembro da primeira vez que tirei uma selfie sem filtro e me assustei ao me dar conta de que não me lembrava de como era meu rosto. Foi aí que pensei que precisava mudar isso, porque essa sou eu, e essa é a pessoa que quero que vejam. Quando comecei a trocar e falar sobre o assunto foi muito libertador, e isso me ajudou muito a me sentir livre na minha própria pele. Poros, linhas, manchinhas... tudo isso é real. E isso ajuda todo mundo a se sentir livre também".

Incrível, Indyara <3

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