Do Antigo Egito à modernidade, os óleos sempre foram um sucesso

Que tal um papo sobre como começou essa história de usar óleos para cuidar da pele, hein?

E se a gente te contasse que o hábito de cuidar da pele com óleos vem de muito antes - muito mesmo! - do que você imagina? Aliás, quem pensa que o uso de cosméticos em si é algo relativamente "moderno", já pode começar a repensar a partir desse ponto.

óleos

Há mais ou menos 30 mil anos, povos pré-históricos usavam técnicas de camuflagem e de adorno feitas com seivas de folhas e cascas de árvores. Seja para intimidar ou impressionar, já era um embrião do que veríamos mais à frente.

Os óleos e antiguidade

Se vamos falar sobre óleos, temos que falar também sobre a história dos cosméticos – e aqui falamos do geral, de maquiagem a sabonete, passando por cremes que tratavam condições de pele, por exemplo. E não dá para falar em história dos cosméticos sem falar dos antigos egípcios.  

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Em "Cosméticos: a química da beleza", Fernando Galembeck e Yara Csoras contam: "Existem evidências arqueológicas do uso de cosméticos para embelezamento e higiene pessoal desde 4000 anos antes de Cristo. Os primeiros registros tratam dos egípcios, que pintavam os olhos com sais de antimônio (kohl) para evitar a contemplação direta do deus Ra, representado pelo sol."

"No início da civilização humana, gorduras animais produzidas a partir de leite de cavalos, cabras, ovelhas e gado eram usadas em vez de óleos vegetais. Inicialmente, seu uso era destinado a conservação e preparo de alimentos. Por volta de 2500 a.C, com a descoberta da prensagem de óleo e extração de azeitonas ou sementes posteriormente, iniciou-se o uso dos óleos vegetais no Egito, Mesopotâmia, Grécia e Roma. Nessa época os chineses também utilizavam os óleos vegetais infundidos com flores nos seus rituais budistas", nos explica Ana Carolina Ribeiro, diretora técnica da Associação Brasileira de Cosmetologia.

Os egípcios tomavam banho diariamente e tinham cuidados especiais com a pele. Esses cuidados atingiam homens e mulheres, e transcendiam o status econômico. Óleos corporais eram um suprimento básico, inclusive para trabalhadores, que podiam até recebê-los como pagamento.

Um óleo corporal da época egípcia podia contar com óleos de gergelim, rícino, zachum, moringa e azeite de oliva (Maniche, 2009). Cremes de limpeza da pele também contavam com óleos vegetais para evitar o ressecamento. Os egípcios ainda usavam óleos, como o de rícino, para proteção contra as altas temperaturas, o clima seco da região e até de insetos.

óleos

Uma história famosa é de que a rainha Cleópatra se banhava em leite de burra, mel e óleos. Além disso, ela hidratava os cabelos com óleo de rícino, entre vários outros segredos de beleza.

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A preocupação com os sinais de envelhecimento também existia e com o intuito de preservar a juventude, egípcios usavam óleos como de mamona, moringa e gergelim.

Quer mais uma curiosidade? Os óleos também eram muito usados na mumificação e também levados como um tesouro pelos faraós para outra vida. Um artigo da Universidade de Sevilla conta: "Na época de Ramsés IX, o óleo de moringa era considerado um produto de luxo que foi dado aos reis para incluí-lo em seus tesouros que eles deveriam carregar nos vasos das tumbas funerárias para a vida após a morte."

"Os usos cosméticos se misturam com os rituais religiosos. Nas cerimônias religiosas eram usados juntos às plantas aromáticas para dar odor, proteger de maus espíritos e ajudar a manter a integridade do corpo dos mortos. Já nos vivos, seu uso era para hidratar e proporcionar emoliência a pele", comenta ainda Ana Carolina Ribeiro.

E não era só no Egito: em "Cosméticos: a química da beleza", é possível ver que os óleos estavam presentes em muitas formulações de outras civilizações. "Os principais óleos dependem da região. Na Grécia era muito comum o óleo de oliva, já na China o de gergelim, os astecas usavam óleo de amendoim, enquanto na África o de palma é o mais antigo a ser utilizado. Como as técnicas de extração eram precárias, as oleaginosas eram os vegetais mais fáceis de se realizar a extração", emenda a farmacêutica e mestre em Cosmetologia.

Gregos e romanos foram os primeiros povos a produzir sabões, que eram preparados a partir de extratos vegetais, como o azeite de oliva e o óleo de pinho, e também a partir de minerais alcalinos obtidos a partir da moagem de rochas.

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O filósofo romano Plínio, o Velho (23 a 79 d.C), fala sobre óleos também em "História Natural". O óleo de amêndoas, por exemplo, era usado para "apagar as rugas da pele, melhorar a tez e, em combinação com o mel, remover manchas no rosto". Plínio também apontava o óleo de rícino como um excelente ativo para pele.

Cosmus, perfumista romano do século I, fabricava o "cosmianum", um ungüento (que tem como base gordura) para tratar rugas. O médico grego Galeno de Pérgamo (129 a 199 d.C.) usou azeite de oliva, cera de abelha e água de rosas para fazer um creme refrescante, que hoje chamamos de cold cream.

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Historicamente, o óleo de amêndoa foi usado nas escolas de medicina chinesa antiga, ayurvédica e greco-persa para tratar condições de pele seca, como psoríase e eczema. E, na Índia, por centenas de anos, alguns óleos vegetais, como o de gergelim são usados como alimento e óleos "curativos".

Se avançarmos no tempo, continuaremos vendo os óleos como ativos preciosos para cuidados para pele, mas de uma forma diferente. Só nos séculos 17 e 18 começamos a ter uma melhor compreensão de óleos essenciais e surgiram novos processos industriais para gorduras, tinturas e sabões. E, no final do século 19, os óleos que ganharam força foram os minerais.

"Com a entrada de derivados de petróleo no mercado cosmético, aliado a dificuldade de extração que conservasse as suas propriedades, os óleos vegetais tiveram seu uso deixado de lado", aponta Ana Carolina Ribeiro.

A diretora da ABC ainda aponta que eles voltaram a se popularizar no século 21. "quando se modernizaram os métodos de extração e iniciou-se o movimento de utilizar-se cosméticos verdes, oriundos, principalmente, de substâncias vegetais."

Ou seja, voltamos novamente nossos olhos para fontes vegetais e todos os seus benefícios de promover hidratação, manter fórmulas estáveis, acalmar a pele, fortalecer a barreira cutânea, entre muitos outros. No antigo Egito, todo mundo já sabia o quanto eles eram incríveis e em 2022 não dá para ter mais dúvida, né?

Óleos e a Sallve

Com tanta história envolvendo os óleos e todos os seus benefícios, é natural que a Sallve tenha decidido lançar uma família deles. Mas não de uma forma banal. Queríamos óleos que aliassem os benefícios clássicos à tecnologia e a inovação. E que até pudessem trazer praticidade, reunindo tratamento e hidratação em uma mesma etapa da rotina.

mito óleo

Óleos faciais

O primeiro foi o Óleo Antiacne. Um óleo seco, que reúne óleo de cominho preto e de jojoba, ao ácido salicílico e a melaleuca. Óleo na pele acneica, Sallve? A gente sabe que os óleos foram pintados como vilões e proibidos terminantemente pra quem tem pele oleosa e/ou com acne. Mas a verdade é que nem sempre é o caso de evitar seu uso: muitos óleos agem justamente ajudando quadros de acne ou poros dilatados, como é o caso. O Óleo Antiacne trata e previne a acne, hidrata e fortalece a barreira de proteção.

O segundo foi o Óleo Antioxidante. Reunimos poderosos antioxidantes ao óleo de semente de uva e ao phytoesqualano. Uma poderosa combinação que hidrata, previne e trata os sinais do tempo, uniformiza tom e textura e melhora a elasticidade, além deixar a pele radiante e viçosa. 

O terceiro e último foi justamente o Óleo Antissinais, que trouxe retinol 0.3% em uma combinação de óleos, como macadâmia e rosa mosqueta. Por ser em óleo, ajuda a controlar os efeitos sensibilizantes do retinol, apresentando uma hidratação intensa, que auxilia na recuperação da barreira cutânea. O resultado é um óleo poderoso de uso noturno, pensado e formulado para tratar linhas de expressão e rugas. 

Óleo Corporal

E não são só os egípcios que curtiam óleos corporais, tá? A gente também ama e tem um pra chamar de nosso. Olá, Óleo Antioxidante Corporal. Ele também entrega tratamento e uma hidratação potente, sem deixar a pele pegajosa. Sua fórmula reúne vitamina E, óleo de jojoba, óleo de café verde e óleo de semente de uva, promovendo uma poderosa ação antioxidante que hidrata, melhora elasticidade, ativa a microcirculação e deixa a pele radiante.

E aí, que tal incluir os óleos da Sallve na sua rotina de cuidados?

Referências e artigos usados para esse texto

Historia y actualidad de productos para la piel, cosméticos y fragancias. Especialmente los derivados de las plantas

History of cosmetics

Cosméticos: a química da beleza

A história dos cosméticos

História dos cosméticos da Antiguidade ao século XXI

COSMETICS AND SKIN CARE PRODUCTS: A Historical Perspective

História dos Cosméticos

Linha do tempo: a história da higiene e do embelezamento

Cosmetologia, Poliana Milreu

History Lesson: Centuries Of Anti-Aging Products

Trend-Mapping The Rise Of Face Oil

Cosmetics Europe

Pliny's Natural History

SESAMUM INDICUM (SESAME OR TIL): SEEDS & OIL — AN

The uses and properties of almond oil


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