"O mais importante na unidade é que a marca seja reconhecida até quando o logo não está lá"

Conheça a Antonella Vanoni, a Design Lead da Sallve

Talvez você já conheça a Antonella Vanoni, Design Lead e responsável pelas nossas embalagens maravilhosas e coloridas, como já te contamos aqui no blog. Porém, nunca é demais conhecer melhor as pessoas que fazem a Sallve acontecer, né?!

A Antonella – pode chamar de Toni ou a Anto! - tem 24 anos e é gaúcha, mas mora em São Paulo há dois anos e meio com um parceiro super especial: seu gato, o Rodolfo. Sou uma pessoa muito, muito comunicativa e sociável. Além disso, sempre fui multitask, sabe? Acho que a junção disso tudo me torna a pessoa e, consequentemente, a profissional que sou”, aposta.

Além do trabalho aqui na Sallve, a Toni tem uma newsletter chamada Respiro, faz conteúdos para o Instagram e tem o podcast Meio Fio, com outras três integrantes a Julia Ribeiro de Lima, a Stephanie Noelle e a Stella Spinola.

“Amo a possibilidade de aprender coisas novas e foi assim que meus projetos pessoais surgiram, seja a newsletter (sou designer mas queria desenvolver skills de escrita) ou o podcast (achar uma forma de comunicar sem ser visualmente, visto que sou designer). Acho que essas experiências me agregam muito e inclusive me ajudam a desenvolver meu trabalho na Sallve! Sinto que, mesmo que algumas coisas não sejam parte da minha atuação de fato, eu consigo entender e auxiliar”, explica.

Conheça um pouco mais sobre a Antonella:

O que você faz na Sallve?

Eu trabalho como Design Lead na Sallve! Entrei logo no início da empresa (fui a décima funcionária) e fui a única designer por muito tempo! Já fui responsável pelos conteúdos, e-mails, cara do site, embalagens, caixas e tudo o mais que vocês possam imaginar! Hoje em dia, meu foco é no desenvolvimento de produtos e embalagens, na experiência offline com a comunidade e na manutenção da identidade visual da marca. 

Como chegou por aqui?

Cheguei na Sallve depois de um contato com a Laís (Bemerguy, Head Of Brand Marketing da Sallve), fazendo orçamento de um freelancer comigo. Lembro até hoje de ela dizer: “Anto, também queria falar sobre outro projeto contigo, a Sallve, uma marca de cosméticos nova, não sei se você já ouviu falar….”. E eu, que não sou boba nem nada, já estava super por dentro e ansiosa para ver a marca lançada! Na mesma semana, recebo uma mensagem de ninguém mais, ninguém menos que Julia Petit me chamando para bater um papo. 

Você é responsável por todo visual da marca. Como chegamos no visual que temos hoje?

Quando entrei na Sallve, tínhamos mais ou menos um padrão de embalagem, fontes, paleta de cores e o logo. Apesar de ser bastante coisa, ainda não se entendia ou tinha previsto como seria a aplicação disso tudo de fato. É meio que colocar em prática a teoria e ver se funciona, sabe? Fizemos muitos e muitos testes, desde como animar um texto em Story, estrutura de imagens para usar nos e-mails, diagramação de embalagens, funcionalidade das caixas de envio, enfim. Foi um super desafio e segue sendo, visto que o mundo digital é muito volátil. 

O que é mais importante na hora de construir uma unidade de visual para uma marca? Ouvir a comunidade também conta?

O mais importante na unidade é que a marca seja reconhecida mesmo quando o logo não está presente e independente do canal de comunicação que esteja sendo usado. É aquela coisa de bater o olho e reconhecer que é Sallve, sabe? E sim, ouvir a comunidade é valioso demais!
Nossa melhoria contínua depende do que as pessoas falam.

Você é responsável por criar as embalagens da Sallve. No que você acha que inovamos nesse quesito?

Inova e muito! Acho que conseguimos quebrar uma barreira forte no mercado em relação à estrutura de informações dos nossos produtos. Muitas marcas criam nomes fictícios para seus produtos e escolhem suas cores pela percepção já existente. Nós, ao contrário, prezamos pela clareza das informações, então os nomes dos nossos produtos sempre se referem a sua função. Além de trazer claims reais e relacionados de fato a nossa fórmula, além de irmos contra a maré de percepção visual de cores de categoria. 

As embalagens e, principalmente, as cores, fazem muito sucesso com a comunidade. Como impacta diretamente na experiência do consumidor final?

A semiótica é muito importante na percepção do consumidor ao visualizar um produto. Sabe a ideia de comprar um livro pela capa? Pois bem. A cor certa no produto certo pode ser sucesso, como a escolha errada pode trazer uma percepção equivocada sobre a funcionalidade do produto.

Nesse sentido, a gente preza muito por isso! Por exemplo, produtos de limpeza facial precisam dar a sensação de efetividade e, para isso, temos que usar cores que comuniquem isso. Normalmente, são cores mais frias, como azul, verde, amarelo, porque passam a sensação de refrescância, limpeza.

Além disso, por termos um portfólio bem colorido, também cuidamos para que não role ruído de cores e funções entre os produtos e não confunda a comunidade. A repetição de cores, por exemplo, é bastante planejada.

vamos conversar?

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