Manchas Brancas: o que pode ser, quais os tipos e qual o tratamento

Lembrando que manchas são assunto sério: procure sempre um dermatologista 😉

Manchas não são todas iguais. Há tipos, cores, causas e tratamentos diferentes para cada uma delas. Quando surge uma mancha amarronzada, rosada, muita gente já tem alguns diagnósticos na cabeça. Mas e as manchas brancas? O papo é o mesmo: elas não são todas iguais e podem ter diversos diagnósticos.

Ou seja, a decisão mais acertada é sempre procurar um dermatologista, como não cansamos de falar por aqui. Mas, para ajudar e te dar mais informações, hoje vamos nos aprofundar um pouco mais no universo das manchas brancas. Vem com a gente!

manchas brancas na pele

O que são manchas brancas na pele?

Manchas brancas podem ter diversas causas e podem indicar diversas condições de pele, que vão desde vitiligo até uma micose. Com a palavra, a Dra. Patrícia Mafra, dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD):

“As manchas brancas, chamadas na dermatologia de leucodermias, podem ser separadas em dois grupos. O grupo das manchas congênitas, de origem genética ou hereditárias; e existem àquelas que são adquiridas”, aponta a especialista.

+ Afinal, como as manchas se formam?

Dentro do primeiro grupo, a principal seria o albinismo, por exemplo. “Mas existe ainda o nevus acrômico, a hipomelanose de Ito e a fenilcetonuria”, afirma a doutora.

Já no segundo grupo entram outras também muito conhecidas: o vitiligo, a pitiríase alba, a pitiríase versicolor (pano branco), e a leucodermia solar, hipomelanose macular progressiva. etc. “Dentro desse grupo ainda podemos diagnosticar leucodermias associadas a outras condições dermatológicas, como as caudadas por sífilis ou hanseníase, ou a condições sistêmicas, como a desnutrição, por exemplo”, completa ainda a médica.

Quais as principais causas de manchas brancas?

As causas das manchas dependem de cada tipo e como já repetimos aqui, a variedade é enorme. Porém, quase todas têm um detalhe em comum: se agravam com a exposição ao sol. Então, faça sua parte no quesito protetor solar! Afinal, se o maior estímulo causador de manchas é a radiação solar, então não deve adiantar muita coisa fazer um tratamento de manchas sem "barrar" essa radiação, não é mesmo?

+ Por que o tratamento para manchas não funciona sem proteção solar?

Falando especialmente de manchas brancas, a Dra. Patrícia Mafra diz: “No grupo de leucodermias genéticas/ hereditárias as causas são alterações genéticos nas células que produzem a melanina ou em alguma etapa da sua produção. O vitiligo ainda não tem uma causa completamente bem definida, pode ser imunológica, pode surgir após traumas ou queimaduras de sol. As outras são por desidratação da pele, infeção por fungos, efeito da exposição prolongada e crônica ao sol.”

Micoses causam manchas brancas?

Sim, podem. A pitiríase versicolor, também conhecida como pano branco, é um tipo de micose, ou seja, uma infeção de pele causada por um fungo. Mais precisamente os do gênero Malassezia, leveduras que ficam no folículo piloso e não causam a doença. Porém, quando há condições para que esse fungo cresça, ele “invade” a pele e causa as manchas brancas que conhecemos.

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“A pitiríase versicolor é uma micose de pele, que pode causar manchas brancas, castanhas ou de cor variável. As manchas são descamativas e ocorrem mais em áreas onde a pele é mais oleosa e/ou próxima dos cabelos. É uma infeção relativamente comum”, explica a Dra. Patrícia.

A SBD ainda alerta que fatores externos facilitam a infecção pelos fungos, são eles: o calor e a umidade. Desnutrição, sudorese excessiva e uso de alguns medicamentos também podem favorecer.

O pano branco pode atingir todas as faixas etárias. “Pessoas de pele oleosa têm mais predisposição, da mesma forma que essa infecção é mais comum nos períodos de clima quente, por causa da umidade e do calor. Os fungos se proliferam em áreas de pele com maior quantidade de ácidos graxos”, aponta ainda a dermatologista.

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E o tratamento? “O tratamento deve ser realizado com medicamentos antifúngicos, tópico ou oral dependendo da extensão do quadro. Alguns outros cuidados também são necessários e devem ser orientado por um dermatologista, como cuidados com os cabelos e com a limpeza da pele”, indica.

Deficiências nutricionais também podem causar manchas brancas?

Podem sim. Segundo a Dra. Patrícia, a carência proteica pode causar hipocromia por alteração na produção da melanina. Portanto, é essencial manter uma alimentação saudável, rica em proteínas e minerais, como vitamina D e E, por exemplo.

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Principais tipos de manchas brancas

Como dissemos algumas vezes por aqui, há vários tipos de manchas brancas, com diferentes causas e tratamentos. Aqui vamos falar de algumas delas:

Leucodermia solar ou sardas brancas

Bastante frequentes na população, as sardas brancas (lecodermia solar ou gotada) se manifestam por manchas brancas principalmente nos antebraços e pernas. “Elas são causadas pela ação prolongada e acumulativa da luz solar. O principal cuidado é manter uma proteção solar adequada. São caracterizadas por manchas acrônicas em gotas, de 2-5mm de diâmetro, com uma atrofia discreta”, alerta a Dra. Patrícia Mafra.

Além de fotoproteção adequada, é possível fazer tratamentos dermatológicos para tentar suavizar as manchas.  

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Dá para confundir com vitiligo? Na verdade, não. Segundo a dermatologista, “o vitiligo é caracterizado por manchas de limites nítidos, geralmente com bordas hiperpigmentadas, de forma e extensão variáveis. São manchas clinicamente distintas.”

Pitiríase versicolor ou pano branco

Já te contamos mais sobre o pano branco ali em cima. Mas não custa repetir: éum tipo de micose, uma infecção de pele causada por um fungo do gênero Malassezia. Atinge pessoas de todas as faixas etárias. O tratamento deve ser realizado com medicamentos antifúngicos, tópico ou oral.

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Pitiríase alba

“É um quadro comum, caracterizado por manchas brancas, que ocorre mais em crianças e adolescentes, particularmente em pessoas de pele morena e negra. Ela ocorre por uma alteração na transferência da melanina para as células mais superficiais. Isso é desencadeado pela exposição solar, banhos quentes e prolongados, que desidratam a pele”, já afirma a Dra. Patrícia.

Segundo a especialista, a melhor prevenção é manter a pele sempre bem hidratada e protegida do sol. “Elas regridem com o tempo e o principal cuidado e a hidratação adequada da pele.”

Costuma aparecer mais na face, pescoço e tronco superior.

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Vitiligo

O vitiligo é caracterizado pela perda da cor da pele. Inicialmente são manchas hipercromicas, que evoluem para acrônicas, ou seja, sem cor. As manchas têm limites nítidos, com bordas hiperpigmentadas e com forma e extensão variável. Ainda não há cura, mas há tratamento.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologista, as causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas. Porém, “fenômenos autoimunes” parecem estar associados a condição, além de traumas emocionais podem estar entre os fatores que desencadeiam ou agravam a doença.

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“Alguns cuidados são fundamentais, principalmente, a fotoproteção. Existe mais de uma opção de tratamento, desde o uso de corticoides tópicos até o uso de medicações orais ou aplicação de lasers/luz. A indicação do tratamento deve ser sempre orientada por um médico dermatologista”, finaliza.

Hipomelanose

A SBD explica que a hipomelanose é uma condição adquirida, que afeta principalmente pessoas que tem a pele em fototipos mais altos. As lesões são manchas brancas, arredondadas, que aparecem nas extremidades, em áreas expostas.

Há três principais tipos, entre elas a macular progressiva e a de Ito. A Dra. Patrícia Mafra explica mais sobre cada uma delas:

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Macular progressiva: “A hipomelanose macular progressiva provoca um tipo característico de leucodermia na pele. Atinge principalmente mulheres. Ela afeta, em maior parte, adolescentes e adultos jovens, principalmente do sexo feminino, e pode ocorrer em todos os tons de pele, sendo mais comum em indivíduos de fototipos mais altos de pele. A causa é incerta, mas pode estar relacionada a uma infeção bacteriana. O tratamento é feito por fototerapia associada a medição tópica. Mas deve ser sempre orientado por dermatologista.”

De Ito: “A hipomelanose de Ito, também conhecida por incontinência pigmentar, é uma leucodermia de origem hereditária genética. Além das manchas brancas na pele, pode haver associação com retardo mental, convulsões, alterações cranianas, alterações músculo esqueléticas e neurológicas.”

Proteção solar, sua melhor amiga!

A causa mais comum das manchas na pele, seja do rosto ou do corpo, é o excesso de sol. Portanto, a principal prevenção envolve sempre ela: a proteção solar.

Se o maior estímulo causador de manchas é a radiação solar, então não deve adiantar muita coisa fazer um tratamento de manchas sem “barrar” essa radiação, não é mesmo? Quem explica melhor é a Dra. Monalisa Nunes, dermatologista consultora da Sallve.

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“A exposição solar é um fator desencadeante da produção de melanina de maneira desequilibrada. Não faz sentido tratar manchas e não passar protetor. Na verdade, o primeiro tratamento para mancha é o protetor solar, porque só de você proteger a pele do sol, você já ajuda a uniformizar o tom da pele. Você está tirando o principal estímulo causador de manchas, que é a radiação solar. Por isso, não faz sentido fazer um tratamento para manchas sem protetor solar”, aponta a especialista.

E o que acontece se não usarmos protetor solar? Falando sobre quadros de manchas, se você não proteger sua pele há alguns cenários possíveis, mas o tratamento não funciona de fato. As manchas podem piorar e até aumentar, em alguns dos casos. “Se você não se proteger do sol, as manchas podem piorar, que é o mais comum. Elas também podem aumentar, e o tratamento sozinho não vai funcionar. Tudo depende da pele da pessoa e da intensidade que ela pega sol, etc”, aponta ainda a Dra. Monalisa Nunes.

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Referências usadas para esse texto

Cores e tipos de manchas na pele apontam para diferentes problemas

Discromias

Pitiríase Versicolor-(Pano Branco)

Pitiríase Alba

Leucodermia Gutata – (sarda branca)

Vitiligo

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