Por que você precisa proteger sua pele da luz azul

Sabia que expor sua pele à luz azul sem proteção pode causar danos como envelhecimento precoce? Vem que a gente te explica.

Foto: Rob Hampson/ Unsplash

Você está aí, há algumas semanas em casa, sem sair na rua (se tem este privilégio de poder fazer home office!) e, muito possivelmente, não tem se preocupado em proteger sua pele. Você limpa, tonifica, hidrata, não esquece o sérum, faz aquela massagem facial... Tudo ótimo. Mas pra que proteger se a gente não está saindo na rua, né?

Pois bem: este é o momento perfeito para a gente ampliar esse raciocínio e pensar em um inimigo muito do visível, a luz azul. O sol emite luz azul? Óbvio. Mas nós já estamos tão informados sobre o risco de não usar protetor solar ao nos expor à luz solar que acabamos nem falando muito sobre isso.

O perigo maior parece estar em outros emissores de luz azul: celulares, tablets, computadores. Todas estas telinhas que já se tornaram parte integral da nossa sobrevivência (mesmo que a gente não queira admitir). 60% das pessoas passa mais de seis horas por dia coladas numa tela e isto corresponde a três meses por ano!

Como a luz azul prejudica a pele?

Já falamos aqui sobre como estas telas mexeram profundamente com nossos hábitos mais primordiais, como o sono. Somos oficialmente a geração que menos dorme na história da humanidade. Mas a luz azul é nociva para a nossa pele também. Quer uma comparação? Segundo dermatologistas, 48 horas de exposição à uma tela de computador correspondem a quase o mesmo nível de exposição de 20 minutos sob o sol do meio-dia. Aqui, a gente te explica como ela é bem ruim para nossa pele:

Ela pode causar manchas

A luz azul pode desencadear alterações diretas nas células da nossa pele que são responsáveis por sua pigmentação. O resultado? Hiperpigmentação da pele e melasma são consequências comuns entre quem se expõe por tanto tempo à luz azul, especialmente sem proteção. E para quem tem a pele mais escura, o risco é ainda maior. Se você já tem manchas de pele, elas podem piorar, e se não tem... Elas podem aparecer.

Ela contribui para o envelhecimento precoce da pele

A luz azul penetra profundamente em todas as camadas da nossa pele, atravessando a epiderme, a derme e chegando até o subcutâneo, provocando a oxidação dos lipídios - o que, por sua vez, acelera a produção de radicais livres, que danificam as células da pele. E nem é só isso: ela também degrada as enzimas da pele, destruindo as fibras de colágeno e a redução de sua produção.

Ela prejudica a regeneração da pele

Segundo um estudo conduzido pela Estée Lauder, a luz azul prejudica ainda - e em grande escala - o ciclo natural de reparação da pele durante a noite. Lembra do nosso papo sobre como ela afeta nosso sono? Pois bem: se é durante o sono que nossa pele se dedica a recuperar-se e regenerar-se (o famoso sono da beleza!), se o ciclo circadiano está irregular, nossa pele não consegue cumprir a tarefa com todo seu potencial.

E como a gente protege a pele da luz azul?

A melhor forma de proteger sua pele dos danos da luz azul é usando filtros solares físicos, ou seja: com óxido de ferro em sua composição. São os filtros com cor, que formam uma barreira física (daí seu nome) contra a luz visível. Quer reforçar a proteção? Você pode conversar com seu dermatologista sobre o uso de antioxidantes tópicos e orais.

Diminuindo a luz azul

Sabe outra coisa que ajuda? Lançar mão daqueles recursos dos seus gadgets que ajustam as cores da luz da tela dependendo do horário, como o Night Shift no iPhone. Há vários aplicativos, aliás, que você pode baixar para transformar a luz dos seus eletrônicos do azul para o amarelo / alaranjado.

É praticamente impossível hoje em dia, mas pense em diminuir o uso de celular, gadget e computador perto da hora de dormir, para que seu ciclo circadiano não se desregule. Seu sono é importante!

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