#vivasuapele: Nick Nagari, o afeto e as mudanças com uma rotina de cuidados

Criador de conteúdo bate um papo com a Sallve e conta como a rotina ajudou a deixar a pele mais viçosa, uniformizada e saudável

Nick Nagari descobriu não faz muito tempo o quanto cuidar da própria pele pode ser afetuoso. E quando falamos que não faz muito tempo, foi mais precisamente em 2021. "Na minha cabeça, cuidar da pele era coisa de gente rica. Minhas amigas que tinham dinheiro é que tinham creminho, isso e aquilo", conta.

"Passei a vida inteira sem cuidar da minha pele, ter um sabonete só para pele do rosto, lavava com o que tinha no banho. E, com isso, eu tinha muitas marcas no rosto. Até hoje eu tenho marca de espinhas, por causa da adolescência, ou manchas de sol. Mas eu achava natural. Todo mundo tem, não vou me preocupar com isso. Isso até ano passado", relembra.

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Mas antes de te contar como essa história virou, é bom a gente te apresentar quem é o Nick, que é daquelas pessoas que se você ainda não conhece, precisa muito conhecer.

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Carioca, modéstia à parte

Nick Nagari tem 24 anos e nasceu no Rio de Janeiro, onde vive. "Sou carioca, modéstia à parte", se diverte. "Sou trans não-binário, bissexual e crio conteúdo para internet tem mais ou menos uns 6 ou 7 anos", emenda o influenciador, que ainda é escritor e palestrante sobre transgeneridade e bissexualidade.

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"Ano passado isso virou meu trabalho (em tempo integral). Passei a falar mais profissionalmente sobre esses temas, estudar mais academicamente sobre esses assuntos e a ler artigos para conseguir falar mais das pessoas como eu. Meu foco sempre foi trazer referências que eu não tive na adolescência. São coisas que são pouco faladas até hoje. Se pensarmos, há oito, nove anos mais ainda. Então, quis vir para internet para discutir as nossas pautas em comum", explica.

E é exatamente isso que ele faz no Instagram e no Twitter também, em que já cria conteúdo faz muitos anos.

Nick e a Sallve

Como te dissemos, não foi só a vida profissional do Nick que mudou nos últimos anos: a relação com a pele também mudou. Em 2021, a mãe do escritor ficou doente e ele passou uma semana com ela, 24h de máscara, em uma situação muito estressante.

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Quando voltou para casa, viu que a pele estava ferida. Mais do que ressecada, estava com marcas. "Pensei que agora eu realmente precisava dar uma atenção especial, porque passou do limite que eu tinha. Comentei sobre isso na internet, só que eu não sabia nem por onde começar, porque muitas amigas minhas já tem esse cuidado faz muito tempo. Eu não sabia o que tinha que comprar. E elas falavam que eu tinha que pelo menos ter um sabonete para o rosto. E foi aí que a Sallve me mandou os produtos", lembra.

O Nick sempre teve acne na adolescência, mas na pandemia ele sente que começou a ter mais espinhas do que antes. E tem mais: ele era do time que espremia espinha e, com isso, mais manchas surgiam. "Quando acontece coisas que me deixam mal, a minha pele reage de alguma forma. E a mania de espremer também, que é muito da ansiedade."

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Em setembro de 2021, ele até resolver filmar e fotografar a própria pele para acompanhar de perto as mudanças que teria. “Minha pele tinha muitos tons diferentes, acho que é isso que mais me chama atenção. E eu não percebia. Também não sabia que existia outras possibilidades. Tanto é que com duas semanas usando, já senti uma diferença muito grande, porque minha pele estava hidratada. Eu ainda tinha muitas manchas, mas estava bem no início desse processo. Eu conseguia ver a diferença, minha pele estava macia. Até hoje é assim. É uma das coisas mais positivas, é realmente sentir a minha pele respirando”, completa.

"Vendo fotos, logo na primeira semana, nos primeiro dez dias, já dá para ver a diferença. Mas desde a primeira vez que eu passei eu senti meu rosto mais hidratado, com certeza. Foi o efeito imediato. E aí, em uma semana, dez dias, a minha pele foi ficando mais uniforme, foi começando a regularizar o tom da pele como um todo. Foi a primeira mudança que eu vi. Ainda tenho manchas, mas o comportamento delas mudou muito. A pele tem um viço mesmo com as manchas, muito diferente de antes.", lembra.

A rotina de milhões em 3 passos

O Nick falou logo no começo do papo que achava que ter uma rotina de skincare não cabia para ele, mas não só no sentido de ser caro ou não ter dinheiro, mas também no sentido de afeto e acesso.

"Hoje em dia eu teria condições de comprar, mas como eu cresci sem dinheiro, fica essa imagem de que essas coisas não são para pessoas como eu. Essa é a questão. Não é só de dinheiro, é de acesso, uma questão cultural. Ainda mais eu, que venho de uma família negra e tem muita essa questão de: a gente não precisa cuidar. Cresci vendo meus amigos brancos passando protetor toda hora, porque se não ficavam muito vermelhos e eu pensando que não precisava. Então a gente tem que reverter um pouco disso também. A minha pele merece cuidados, não é porque eu não vou ficar muito vermelha, ou que não vai me machucar, que eu também vou agredir meu corpo a longo prazo", opina.

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A rotina de cuidados veio e ela tem três passos diurnos e três passos noturnos. No começo, de manhã, usava o Limpador Facial, o Antioxidante Hidratante e o Protetor Solar. "Mas agora uso o Antioxidante Hidratante FPS 30", conta. E, de noite, o escritor usa o Limpador Facial, o Tônico Renovador e o Sérum Antimanchas.

Nick até achou que ia ter dificuldade de estabelecer uma rotina, mas isso nunca aconteceu. "Primeiro porque eu vi os resultados muito rápido, não foi aquela coisa de ficar fazendo e esperar um mês até ter o primeiro resultado. Segundo porque eu entendi isso como essa relação de afeto e amor próprio. Tô fazendo isso aqui por mim. A gente passa tanto tempo do nosso dia fazendo coisas para os outros, trabalhando, fazendo coisas para outras pessoas, que tirar esse tempo para mim quando eu acordo e quando eu vou dormir, é a parte de uma lógica de eu estou me priorizando neste momento."

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Dividir, cuidar e mudar

O que ajudou o Nick na rotina, foi também dividir tudo com seus seguidores do Instagram. Aliás, fazer conteúdo sobre skincare e pele foi uma grande surpresa pra ele, que nunca se imaginou nesse lugar. "Tem muita gente que consome esse nicho, mas não é algo que eu pessoalmente consumo muito. E também aquilo: eu não vivia nesse lugar de poder falar sobre isso. Então, quando comecei a dividir meu processo, foi uma coisa muito mais sincerona. Eu chegava a falar, 'gente, eu não sei o que eu estou fazendo. Não estudei sobre isso'. Eu faço o que eu vejo que dá certo no meu rosto. Eu favoritei uma mensagem da minha amiga no Whatsapp, falando a ordem das coisas, e era isso", se diverte.

Segundo o escritor, o encontro com a Sallve veio no momento certo. "Foi o momento em que eu comecei a olhar mais para mim, pensar mais em como eu me apresento, muito por trabalhar com a internet. Acho que deu uma impactada. Quando você trabalha com a sua imagem, de fato tem uma preocupação muito maior. Como é que as pessoas vão me ver no vídeo? Dependendo de como eu tô me apresentando, ou do meu fundo, a pessoa vai ficar no vídeo ou não vai. Foi algo que influenciou também. Eu virei produtor de conteúdo e tive que pensar mais na minha imagem, principalmente na pandemia, quando eu não estava saindo de casa."

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Maquiagem e skincare: de mãos dadas

O Nick conta que assim como aconteceu com a maquiagem em sua vida, ele entendeu que cuidar da pele não é uma questão de querer mudar ou de esconder o próprio rosto, as próprias marcas: "Para mim, a maquiagem é muito esse processo de poder, de querer saber do que eu gosto, o que eu acho bonito, ressaltar partes do meu rosto que eu não podia antes. Por exemplo, minhas maçãs do rosto são muito marcadas, e eu gosto de ressaltar elas com maquiagem."

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"Eu sinto que eu parei de usar maquiagem nessa mentalidade de não querer esconder o meu rosto. Eu acho que eu tinha um pouco da revolta. Por que agora todo mundo manda a gente esconder as nossas peles? Todo mundo tem espinha, por que eu vou esconder? Acho que o processo com skincare foi muito para entender que não era para esconder. É uma coisa muito mais a ver com saúde do que com estética. Minhas manchas não sumiram completamente ainda, mas o que eu estou satisfeita é entender que meu rosto está saudável. Uma pele sem marcas não conta história."

Nick Nagari

Nick <3 Hidratante Antiatrito

Enquanto a rotina do rosto vai se estabelecendo, a rotina de cuidado com o corpo ainda não se firmou, mas vai caminhando, e um primeiro membro já é parte dela: o Hidratante Antiatrito. "Mudou minha vida, de verdade", diz. "Até em relação às roupas que me permite usar, com a tranquilidade de que não vou voltar para casa com incômodo de ter assado as pernas. Eu já usava outras coisas antes, como óleo, já tinha conseguido minimizar um pouco com uso de shorts por baixo de tudo, mas é muito diferente. Porque o óleo gruda e todas as minhas roupas ficavam com esse cheiro. É um tapa buraco".

"Quando a Sallve lançou o Hidratante Antiatrito e me mandou, era exatamente o que eu precisava. É realmente algo que eu uso no meu dia a dia, que eu saio de casa e sei que posso ficar o dia inteiro fora, que não vai ser um problema. Pra gente que tem coxas grossas, é uma liberdade muito grande. É importante fazer produtos para pessoas de verdade, para as pessoas poderem curtir, andar com tranquilidade, se sentindo bem com o próprio corpo", finaliza.

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