Alergia na pele: quais são as causas, tipos e como cuidar

Entenda o que são as alergias na pele, as substâncias que mais geram essas reações e como fazer para detectá-las ou evitá-las.

Alergia na pele é um assunto que rende muito papo: se você não tem, fatalmente conhece alguém que tem, em nível mais leve ou mais grave. Afinal, alguns tipos são muito mais comuns do que muita gente imagina. Aqui, vamos mergulhar no tema para você conhecer um pouco mais a fundo o que causam as alergias na pele, quais são os tipos e como tratar.

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O que é alergia na pele?

De forma geral, a alergia é uma reação inflamatória a um determinado estímulo. Por exemplo, após a pele entrar em contato com uma substância específica, o organismo tem uma resposta inflamatória a ela, gerando vermelhidão, coceira, inchaço, entre outras reações.

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Quais as principais causas de alergia na pele?

Quem responde essa pergunta é a Dra. Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia: "Tantos agentes ingeridos como os agentes aplicados na pele podem causar alergias. São exemplos comuns as fragrâncias, cosméticos, remédios, esmaltes, picadas de insetos, etc."

Quais os principais sintomas?

Os principais sintomas de alergia na pele são vermelhidão, coceira, Manchas, pápulas vermelhas, sensibilidade e Ressecamento da pele. "Esses sintomas podem aparecer na pele em minutos ou até horas depois do contato e persistir por dias a meses", afirma a Dra. Monalisa Nunes, dermatologista consultora da Sallve.

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Vale lembrar que em casos graves, pode haver inchaço dos olhos, região da boca e até dificuldade de respirar. Nesses casos, é importante procurar ajuda médica imediatamente.

O que fazer e não fazer quando sintomas surgirem?

Bem, o primeiro passo é sempre afastar possíveis fatores que causaram a alergia e lavar a pele com água abundante. Procurar um dermatologista e/ou um alergista também é bastante importante em alguns casos.

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Aqui a Dra. Monalisa ainda dá mais dicas: "O que é ideal é hidratar a pele, evitar manipular e coçar, afastar possíveis fatores causadores, evitar exposição solar e, em muitos casos, procurar ajuda médica."

Tem como prevenir?

Tem como prevenir, é claro! E você já deve imaginar que a melhor forma é evitando a exposição ao seu agente causador. Nada óbvio né?! "Além disso, peles irritadas, feridas e em estados de suor excessivo podem se tornar mais susceptíveis a alergias e nesses casos, deve-se evitar o contato com substâncias como bijuterias e cremes e perfumes", diz a Dra. Kédima Nassif.

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Como descobrir se é alergia na pele?

Se você acha que mais de um agente pode estar desencadeando uma alergia ou simplesmente não faz ideia do que causou a alergia na pele, o ideal é procurar um dermatologista ou alergista para que você faça um exame específico, como o patch test. "Existe um teste que ajuda a descobrir o 'vilão', o teste de contato. E sabendo o componente que precipita a reação, não se deve usá-lo mais", diz a Dra. Kedima.

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Quais são os tipos de alergia na pele mais comuns?

Aqui vamos dividir em duas etapas. De acordo com a Dra. Kédima Nassif, as alergias de pele mais comuns que sempre aparecem nos consultórios, são a esmalte, medicamentos, perfumes e ao níquel. Todas atingem a pele de diversas maneiras.

  •  Alergia a esmalte: "É manifestada por edema de pálpebras. Pode se dever ao formol, ao tolueno e aos corantes usados na fabricação."
  • Alergia a medicamentos: "Nesse campo, se destacam os antibióticos."

  • Alergia a perfumes: "Até produtos sem cheiro podem conter fragrâncias em sua composição."

  • Alergia a níquel: "Presente em cimento e bijuterias, causam quadros comuns em trabalhadores da construção civil ou pessoas que usam bijuterias. Ah, até o botão da calça pode precipitar a alergia."

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Os 5 quadros mais comuns de alergia na pele

Abaixo, Dra. Monalisa Nunes lista os cinco quadros mais comuns de alergia na pele:

  • Urticária: irritação cutânea caracterizada por lesões avermelhadas. Ela é desencadeada por diversas causas, como alimentos, medicamentos, etc. Pode desaparecer sem tratamento, mas o uso medicamentos antialérgicos, por via oral, costumam ser receitados. Caso seja um caso crônico, pode ser controlada com medicamentos. O ideal é procurar um dermatologista.
  • Angioedema: inchaço de áreas de tecido subcutâneo. Pode ser agudo ou crônico, e ocorre frequentemente com a urticária, causando coceira. Os fatores desencadeantes são alergias a alimentos, medicamentos, pólen, etc. Para tratamento, o ideal é procurar auxílio médico. Em geral, é feito com medicamentos, como anti-histamínicos e corticosteroides.
  • Dermatite de contato: também conhecida como eczema de contato, é uma reação inflamatória da pele causada por um agente alérgeno/irritativo. O sintoma principal é a coceira, mas pode ardor e queimação também podem acontecer. O tratamento é feito por um médico e varia de acordo com a gravidade do quadro. O principal passo é afastar o que causou a dermatite.
  • Dermatite atópica: é a 11ª doença dermatológica mais comum na população brasileira, atingido 2,4% das pessoas, considerando todas as faixas etárias. é uma doença crônica, hereditária, não contagiosa, e de caráter reincidente, ou seja, há tempos de crises e melhora. Qualquer pessoa pode desenvolver esta doença de pele, inclusive bebês, mas o mais comum é acometer quem tem histórico familiar de doenças como asma e rinite alérgica. O principal sintoma é uma pele muito seca, com coceira. Há também a presença de lesões na pele, que podem ser desde pequenas feridas até grandes placas que sangram. Em adultos, é comum acontecer em mãos e pés, mas também em dobras e quaisquer outras partes do corpo. Infelizmente, a dermatite atópica não tem cura, mas sim tratamento, que deve ser feito com dermatologista.
  • Dermatite seborreica: é uma inflamação da pele, assim como as outras dermatites, mas é caracterizada por descamação e vermelhidão em algumas áreas do rosto, como sobrancelhas, cantos do nariz, couro cabeludo e orelhas. É uma doença crônica, com períodos de melhora e piora, e não contagiosa. A causa não é conhecida, mas se sabe que a inflamação pode ter origem genética ou ser desencadeada por alergias, estresse emocional, baixa temperatura, excesso de oleosidade, entre outros. Os sintomas são: escamas brancas que descamam (caspa), escamas amareladas oleosas e que ardem, coceira, vermelhidão leve, possível perda de cabelo. Um dermatologista vai indicar o melhor tratamento para os tempos de crise. Mas o tratamento precoce também é importante e pode envolver lavagens mais frequentes, uso de xampus com ácido salicílico, alcatrão, enxofre, zinco e antifúngicos, uso de cremes e pomadas, interrupção do uso de alguns produtos para cabelo, entre outros.

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Quais os tratamentos para alergia na pele?

Como você deve ter notado, quando falamos sobre os principais tipos de alergia, os tratamentos dependem do que está acontecendo com a sua pele e também a gravidade do caso. Por isso, o melhor caminho é sempre buscar um dermatologista ou alergologista.

Porém, segundo a Dra. Monalisa Nunes, os tratamentos principais incluem antialérgicos orais e pomadas a base de corticoide, que são prescritos por médicos.

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A Dra. Kédima Nassif ainda emenda: compressas frias, cremes hidratantes específicos para quem sofre com alergias e também a água termal podem ajudar a aliviar.

Referências usadas para este texto

Urticária

Angioedema

Dermatite de Contato

Dermatite de contato - SBD

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