Dermatite atópica afeta a pele, mas também a qualidade de vida

Segundo especialista, rotina de skincare pode e deve acontecer!

Coceiras incontroláveis, vermelhidão, feridas, descamações. Esses são alguns sinais da dermatite atópica, doença que, segundo o Censo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é a 11ª doença dermatológica mais comum na população brasileira, atingido 2,4% das pessoas, considerando todas as faixas etárias.

Muita gente nem conhece, mas a doença acaba acarretando problemas que vão além de lesões da pele, afetando diretamente a qualidade de vida dos portadores.

Crédito: Shifaaz Shamoon/Unsplash

O que é?

A dermatite atópica é uma doença crônica, hereditária, não contagiosa, e de caráter reincidente, ou seja, há tempos de crises e melhora. “O predomínio da doença ocorre no público infantil, e tende a melhorar na adolescência. Em uma frequência menor, ocorre também em adultos e, neste caso, a gravidade acaba sendo maior”, aponta a Dra. Lívia Lavagnoli, dermatologista e portadora da doença. 

Qualquer pessoa pode desenvolver esta doença, mas o mais comum é acometer quem tem histórico familiar de doenças como asma e rinite alérgica. O principal sintoma é uma pele muito seca, com coceira. Há também a presença de lesões na pele, que podem ser desde pequenas feridas, até grandes placas que sangram. Em adultos, é comum acontecer em mãos e pés, mas também em dobras e quaisquer outras partes do corpo.


Tem cura?

Infelizmente, a dermatite atópica não tem cura, mas tem tratamento. Por isso, a importância de procurar um dermatologista. “A boa notícia é que existe tratamento e com excelentes resultados. Esta doença é minha fonte de inspiração para eu estudar a fundo a dermatologia e me tornar dermatologista!”, contou a Dra. Lívia. 

Crédito: Jurien Huggins/Unsplash

Mexe com o psicológico? 

Sim e muito! Uma das queixas mais comuns de quem convive com a doença é o impacto na vida social e na qualidade de vida nos tempos de crise, que podem ser longos. 

“Quando a doença não é tratada da forma correta, o paciente acaba se afastando das pessoas e criando um isolamento social. O Transtorno Depressivo também é mais comum neste tipo de paciente, por isso a importância de um diagnóstico e tratamento corretos”, alerta a dermatologista.

Quais os cuidados? 

Crédito: Toa Heftiba/ Unsplash

Quem tem a doença, deve tomar alguns cuidados extras quando assunto é hidratação. “Tanto via oral quanto tópica! Ou seja, beba muita água e use cremes hidratantes recomendados pelo seu dermatologista”, alerta a especialista.

“Prefira lavar roupas, roupa de cama e banho, com sabão de côco, por ser mais neutro. Além disso, dê preferência para roupas de algodão. Evite sintéticos e roupas de lã. Banhos devem ser rápidos e em água morna. E mais e mais hidratação!”, completa. 

E dá para ter uma rotina de skincare? 

 

Ô se dá! Mas por se tratar de uma doença crônica, ninguém aqui vai ficar dando dicas do que é melhor ou pior. O ideal é procurar um dermatologista de confiança para entender as particularidades da sua pele. 

“Não só dá pra ter uma rotina de skincare, como DEVEMOS ter! Eu mesma sou a prova viva disso! Sou médica dermatologista e portadora da dermatite atópica desde minha infância, e posso garantir que bons hábitos melhoram a qualidade de vida! Basta ter disciplina que o hábito vira rotina! Assim como escovar os dentes”, afirma a Dra. Lívia. 

“O mais adequado é ser orientado pelo seu dermatologista para a melhor escolha de produtos! Não gaste tempo e dinheiro ‘testando’ produtos milagrosos! De todo jeito, evite cremes hidratantes a base de ureia”, dá a dica. 

Apesar de ser um ativo muito hidratante, a ureia pode acabar causado desconforto na pele de pacientes com dermatite atópica que apresentam lesões inflamatórias e peles sensibilizadas. 

Vale lembrar! Consultar um (a) dermatologista, é sempre a opção mais correta e saudável para cuidar da melhor forma possível da sua pele! ;) 

Tem dúvidas, quer saber mais ou quer sugerir um tema? Fale com a Sallve. A gente adora trocar experiências!

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