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Manchas na pele: um alerta para procurar um dermatologista?

As manchas que aparecem na pele devem ser encaradas como assunto sério e podem indicar de um melasma até um grave câncer de pele.

Ninguém deveria sequer pensar duas vezes em não procurar um médico especialista quando encontrar uma mancha na pele. Alterações são assunto sério: sejam as tão famosas sardas ou uma pinta irregular que você nunca tinha visto antes. É o seu corpo te dando um alô de que algo pode não estar indo tão bem como você imaginava.

Algumas pessoas não se incomodam, mas outras chegam a odiar as marcas, que têm cores, tamanhos e formatos variados. Podem indicar melasma, câncer de pele, rosácea, sardas e várias outras condições - sim, a variedade é enorme! As causas também dependem de cada tipo. Porém, todas têm um detalhe em comum: se agravam com a exposição ao sol. Então, faça sua parte no quesito protetor solar, ok?

Crédito: Unsplash/Prince Akachi

Limão, exposição ao sol e melasma

Manchas marrons na pele indicam alguns problemas, que podem ter tratamento e até desaparecerem com o tempo, como é o caso da Fitofotodermatose. Esse nome complicado aí é super simples de entender: é a mancha do limão! É, na verdade, uma queimadura causada por reação de um componente químico da fruta com o sol.  Com o tempo, costuma desaparecer.

Nessa categoria de cor, também entra a melanose, que está diretamente ligada ao sol. Costuma aparecer no dorso das mãos, colo e costas. É causada por conta do acúmulo de melanina, após a exposição excessiva ao sol. É frequentemente confundida com as manchas senis, que são amarronzadas e surgem após os 40 anos. Esse tipo pode ter a ver com a exposição excessiva a raios UV, mas também pode surgir por fatores hormonais.

Outra "estrela" entre as manchas amarronzadas é o melasma, doença crônica que causa hiperpigmentação em áreas da pele expostas ao sol. Um estudo feito pela Universidade Federal de Santa Catarina afirma que 90% dos pacientes com essa condição são mulheres. Outro ponto curioso é que ocorre, principalmente, em hispânicos, asiáticos e latino-americanos, populações que estão mais expostas a radiação UV. Só na América Latina, 10% da população sofre com o melasma.

Crédito: Pexels/mentatdgt

As causas ainda não são claras, mas pesquisas apontam fatores que podem desencadear o aparecimento de manchas, como radiação ultravioleta, terapia hormonal, genética, disfunções na tireoide, cosméticos e a gravidez. No Brasil, por exemplo, o melasma atinge 10,7% das mulheres grávidas.

As manchas não causam nenhum risco sério para a saúde do corpo, mas são incomodas e mexem com a autoestima de muita gente. Há tratamento, mas não há cura. Proteção solar pelo menos fator 50 FPS; cremes à base de ácido glicólico, retinóico ou ácido azeláico; peelings e sessões de laser e luz pulsada podem ajudar bastante. Nada de sair por aí testando milagres sem conversar com um dermatologista - sim, estamos repetindo para ninguém esquecer!

Pintas escuras ou pretas

As famosas pintinhas pretas, conhecidas pelo nome distinto de Nevo, em sua grande maioria são benignas. Porém, não podem aumentar de tamanho ou mudar de forma. Já quando o assunto é o Nevo Congênito, a coisa muda completamente de figura. As pintas aparecem no nascimento ou até dois anos depois, e podem chegar a tomar até 80% da superfície corporal do indivíduo, já que cresce junto com a pessoa. O importante é consultar um médico para removê-lo o mais rápido possível.

Crédito: Pexels/Daria Shevtsova

Câncer de pele

Não estamos aqui para fazer alarde sem necessidade. Mas se você tem uma pinta que muda de cor, tamanho e formato, o melhor é ficar alerta e procurar um dermatologista. Não dá para bobear, pessoal, estamos falando de câncer de pele.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o Brasil registra 180 mil novos casos da doença a cada ano, representando 30% de todos os casos de câncer no país. A boa notícia é que só 3% deles são melanoma, o tipo mais agressivo, que causa cerca de 1.500 mortes ao ano.

Os outros tipos têm baixa letalidade e são conhecidos como não melanoma. Muitas lesões cancerosas podem se assemelhar a pintas, manchas ou machucados. Os dermatologistas criaram até uma regrinha para facilitar a identificação: a "ABCDE". A de assimetria. B de bordas irregulares. C de cor, pois pintas com mais de uma cor ou pretas podem ser melanoma. D de diâmetro, já que lesões com mais de cinco milímetros são sinal de perigo. E de evolução, já que é isso que chama a atenção para a pinta ser investigada.

As manchas e pintas podem surgir em áreas menos visíveis, porém são mais comuns nas pernas, tronco, pescoço e cabeça. Nos estágios iniciais, afeta apenas a camada mais superficial da pele, mas pode avançar para as mais profundas e alcançar outros órgãos. Portanto, atenção!

Crédito: Pexels/Daniel Xavier

Manchas brancas 

Encontrou marcas brancas na sua pele? Podem ser Pitiríase versicolo (Pano Branco)! É causado por um fungo e atinge mais as pessoas que têm pele oleosa. Outra possível causa para suas manchas nessa coloração é a Leucodermia (Sardas Brancas), que costumam aparecer após os 40 anos e ocorrem por conta do dano cumulativo dos raios ultravioleta.

Essas duas condições são frequentemente confundidas com Vitiligo, doença caracterizada pela perda da coloração da pele. As lesões se formam por conta da diminuição ou ausência de melanócitos, as células responsáveis pela formação da melanina.

Rosácea e outras manifestações avermelhadas

Quando o assunto são manchas vermelhas e até descamativas, duas doenças crônicas costumam vir a cabeça. A rosácea é uma doença vascular inflamatória crônica, que atinge milhões de pessoas em todo o mundo. É mais frequente em mulheres de pele branca – raramente aparece na pele negra. Tem sua origem ainda desconhecida e não tem cura. A doença costuma surgir após os 40 anos, gera lesões inflamadas na região central da face (nariz, testa, bochechas e queixo), e pode ser, algumas vezes, confundida com a acne.

A Psoríase também pode apresentar manchas vermelhas, mas geralmente surgem com escamas secas e esbranquiçadas. A doença crônica é cíclica, com sintomas que aparecem e desaparecem. A causa é desconhecida, mas pode estar relacionada ao sistema imunológico, interações com meio ambiente e genética.

Uma causa comum para suas manchas vermelhas escamosas pode ser uma Dermatite, seja seborreica, tópica ou de contato. Outra condição é o Nevo Rubi, pintinhas que aparecem na pele e sangram quando são coçadas. Não causa problema algum e sua retirada é puramente estética.

Sardas

Crédito: Pexels

Conhecidas como efélides, elas não causam risco à saúde e costumam surgir em peles claras ou ruivas. Ninguém nasce com sardas, mas a partir dos dois ou três anos de vida podem começar a aparecer, devido ao estímulo solar. Pessoas que têm sardas apresentam um aumento no processo de formação da melanina, em regiões que são expostas ao sol com frequência, como rosto, colo e ombros. Assim, a pigmentação aumenta e causa as famosas manchinhas.

Ingredientes

Bom, você viu que as manchas podem significar uma infinidade de doenças, condições e alertas. E olha que só citamos algumas principais mesmo!

Apesar disso, se você já procurou seu dermatologista e checou tudinho sobre a origem das suas manchas ou pintas, saiba que já contamos por aqui alguns ingredientes que podem ajudar a suavizar a aparência das suas marcas.

Alguns estudos e referências usados para este texto

Crédito: Giphy

Melasma: as causas, como prevenir e disfarçar manchas e os novos tratamentos

Cores e tipos de manchas na pele apontam para diferentes problemas

Melasma: O que é? - Sociedade Brasileira de Dermatologia

Evidence-Based Treatment for Melasma: Expert Opinion and a Review

Melasma and assessment of the quality of life in Brazilian women

Leucodermia Gutata - SBD

Vitiligo - SBD

Psoríase - SBD

Câncer da pele: pintas que mudam de cor, tamanho e formato são alerta

National Rosacea Society

Melasma: a clinical and epidemiological review

Melasma - AAD

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