O mapa das espinhas

Você sabia que a localização de uma espinha pode dizer muito sobre suas causas? Aqui você confere o mapa do seu rosto com todas elas explicadinhas!

Foto: Audrey Jackson/ Unsplash

Espinhas: todos odiamos. Muitos de nós, mesmo que esporadicamente, porém, precisamos conviver com elas. Mas não é preciso perder a cabeça: essa semana mesmo, nossa musa Riri deu mais uma prova disso, ao postar uma foto sem maquiagem e ouvir de um seguidor 'Opa, posso espremer sua espinha?". Sua resposta foi afiada como sempre: "Não. Deixa ela brilhar também".

Foto: Instagram Rihanna

A melhor maneira de lidar com espinhas é a) ter paciência (não esprema jamais!) e b) se informar sobre essas malditas. Você sabia que a localização das espinhas também diz muito sobre sua causa?

É aí que entra o mapa das espinhas: originado na medicina antiga chinesa e aiurvédica (que acredita que a nossa pele reflete o que está acontecendo dentro do nosso corpo), o mapa das espinhas te ajuda a desvendar o que está por trás de cada uma delas segundo sua localização. Segundo o jornal Medical News Today, há estudos atuais, inclusive, que comprovam que há sim fatores que influenciam na localização das espinhas. 

O bacana é que, conhecendo ele assim, mais a fundo e na ponta da língua, a gente se policia para evitar as espinhas e também a tratá-las da forma correta. Aqui, misturamos as duas linhas: estudos atuais e medicina aiurvédica. Analisados juntos, eles desenham um quadro mais amplo sobre nossa pele.

Vamos a ele? 

Zona T

Essa todo mundo sabe de cor, né? A zona T - que consiste em testa, nariz e queixo, é a parte do rosto com maior concentração de glândulas sebáceas, ou seja: é a área mais oleosa do nosso rosto. A produção em excesso de óleo por estas glândulas pode entupir os poros e resultar em cravos e espinhas.

Mas tem mais: segundo experts em medicina aiurvédica, nossa testa está diretamente ligada a nossos sistemas nervoso e digestivo. Ou seja: se você tiver estressado ou com algum problema digestivo (como prisão de ventre), é bem capaz que vá sentir os efeitos nesta região. Já espinhas no nariz podem indicar problemas de circulação. 

Ou seja: se estiver com espinhas nestas regiões, controle a produção de óleo de sua pele com mais afinco (mas sem ressecá-la!). As indicações se estendem ainda a beber muita água, prestar atenção na sua alimentação, e fazer mais exercícios.

Linha do cabelo e têmporas

Se você está com espinha na região do seu rosto perto dos seus cabelos, pode ser a hora de repensar os produtos que está usando nos fios. Talvez aquele condicionador ou leave-in podem estar entupindo os poros do seu rosto, resultando em espinhas (eles podem ter excesso de silicone e pantenol, por exemplo). 

Bochechas

Acne nas bochechas é diretamente relacionada a fricção na região ou obstrução dos poros. Aqui, o grande vilão é você mesmo e seus hábitos mais cotidianos: ficar muito tempo com a mão no rosto, com o celular encostado na bochecha em conversas telefônicas... Aliás, lembra que smartphones são dez vezes mais sujos que um vaso sanitário, carregando mais de 20 mil fungos e bactérias? Agora pense em tudo isso encostado no seu rosto, entrando por seus poros. Pois é. Por isso que é bacana limpar sempre seu celular e trocar com frequência a fronha do seu travesseiro.

Já na medicina aiurvédica, as bochechas refletem também a saúde do nosso pulmão e sistema respiratório, portanto quem fuma pode ter espinhas nesta região.

Maxilar e pescoço

É bem nesta região que você vai sentir os efeitos da acne da mulher adulta"Muitas vezes ela está relacionada a um quadro de ovário policístico ou em geral a alguma alteração dos hormônios masculinos, que podem ter aumentado", já nos explicou a Dra. Denise Steiner.

"A acne da mulher adulta é caracterizada por começar mais tardiamente, comprometendo mais a área do pescoço e o terço inferior do rosto - a região da mandíbula, linha de transição do rosto pro pescoço. As lesões são mais inflamadas e doloridas e deixam mais sequelas de manchas", explica a dermatologista.

O tratamento para espinhas nesta região pode incluir pílulas anticoncepcionais, espironolactona (usada normalmente para controlar a pressão arterial), isotretinoína sistêmica e um tratamento tópico - que pode incluir até antibióticos. Por isso, é muito importante que você consulte um dermatologista antes de se automedicar. Além da análise tópica, você vai precisar fazer uma série de exames para checar alterações hormonais e um possível quadro de ovários policísticos.

Para ajudar, há médicos que receitam ainda o corte de açúcar, laticínios e comidas muito gordurosas ou processadas. Afinal de contas, a saúde da nossa pele caminha de mãos dadas com a nossa alimentação.

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