Palmitato de ascorbila: o que é e qual o motivo dele ser incrível

Sim, esse é um dos ingredientes do nosso primogênito Antioxidante Hidratante

Prazer, palmitato de ascorbila! Talvez você não esteja ligando o nome à pessoa – ou melhor, ao ingrediente! -, mas vamos te ajudar: vitamina C te lembra alguma coisa? Pois bem, ele é um dos ativos presentes no nosso primeiro produto, o Antioxidante Hidratante, que é um favorito de muita gente.

Mas antes de qualquer coisa, talvez seja bacana relembrar um pouquinho. O que é vitamina C? É um nutriente hidrossolúvel, que apesar de ser essencial para o nosso organismo, não é produzido naturalmente pelo corpo. É um poderoso antioxidante, que auxilia na despigmentação, combate a presença de radicais livres que causam envelhecimento da pele, melhora a síntese de colágeno e muito mais.

ácido l-ascórbico é a forma pura e mais potente dessa vitamina. Mas vale saber que é uma estrutura molecular que oxida facilmente, perdendo as suas propriedades incríveis, ao entrar em contato com água, luz e ar. E é aí que nosso papo chega no palmitato de ascorbila e a nossa escolha de usá-lo em nossa fórmula.

“A vitamina C no seu formato de L-ácido ascórbico é a forma mais próxima que a gente encontra nos derivados naturais de frutas. Qual o principal problema dela? Ela é altamente instável. Esse é o grande desafio de usar essa matéria-prima, seja nas mais diversas indústrias que ela tem aplicação, e o que fez com que ao longo dos anos, as empresas fossem desenvolvendo fórmulas para estabilizá-la. Como foi conduzido isso? Foram sendo introduzidos grupamentos na estrutura dessa vitamina C, na molécula do ácido ascórbico, a fim de melhorar a estabilidade dessa molécula. Então, nós temos, o entendimento científico discutido e provado que, quanto maior o número de radicais que substituem essa molécula original, tendemos a ter menor atividade dessa vitamina C. Porém, quando a gente pensa no ganho de estabilidade que esses derivados têm, isso em termos de benefício na pele, é perfeitamente justificado”, aponta Betina Zanetti Ramos, doutora em Nanotecnologia e VP/CTO da Nanovetores, a empresa responsável pelo derivado de vitamina C encapsulado que usamos aqui na Sallve.

Crédito: Unsplash/ Apostolos Vamvouras

O Palmitato de Ascorbila é uma das versões da Vitamina C e é a mais estável delas.  Tá, mas talvez você esteja se perguntando por que escolhemos esse derivado e nenhuma outro? “Dentro das moléculas de derivados em vitamina C, é daquelas mais interessantes em termos de entrega de benefícios. Ela só tem uma cadeia de ramificação nessa molécula. Então, naquele entendimento científico de quanto maior número de substituições tem a cadeia, menor é a atividade dessa molécula, o palmitato tem somente uma substituição. Enquanto, o tetrahydro palmitato tem quatro, por exemplo. Portanto, quando a gente faz esse tipo de comparação, o palmitato de ascorbila é uma fórmula muito ativa, que vem logo na sequência do ácido ascórbico. Ele é uma forma estabilizada, mas muito efetiva por possuir apenas uma única ramificação nessa estrutura”, explica ainda a especialista.

Bom, dito isso, tem mais um detalhe no palmitato de ascorbila que usamos aqui na Sallve, que ajuda a garantir a eficácia e a penetração desse ativo na pele, sem perder qualquer benefício para a forma pura da vitamina C: a nanotecnologia. A nossa vitamina C é nanoencapsulada, ou seja, fica protegida em uma cápsula e vai agindo ao longo do dia. Ela só é liberada, inclusive, ao entrar em contato com a pele, chegando ao lugar certo sem oxidar e com toda a sua eficácia. Além disso, garante a estabilidade do ativo, mesmo em embalagens transparentes.

“O fato de nós encapsularmos o palmitato faz com que nós consigamos ter um controle no nível de permeação e no nível de entrega desse ativo. Nós sabemos exatamente qual é o nível, qual a camada da pele que nós precisamos entregar esse ativo. E, por isso, que ele se torna tão efetivo, por causa desse controle no processo de liberação e na sinergia de melhor estabilidade”, explica a Dra. Betina. “As principais diferenças que a gente poderia citar aqui entre o ácido ascórbico e o palmitato de arcorbila é que o palmitato, por ser um derivado de maior estabilidade e nesse formato encapsulado, ele dá mais liberdade ao formulador, para que a gente possa desenvolver fórmulas com espectro maior de PH. Já na forma de ácido ascórbico, temos um requisito maior, porque temos que trabalhar com PH mais ácido, o que limita um pouco a aplicação”, aponta ainda.

Então, vamos repetir, porque não custa nada! Têm todos os benefícios que vitamina C promete? “Sim, de fato, o palmitato traz todos os benefícios. E pela questão de estar encapsulado, conseguimos modular o nível de permeação, o tempo de liberação desse ativo, o que de fato faz com que ele seja muito efetivo. Em termos de atividade, ele é um ativo muito potente, muito importante nesse combate ao envelhecimento cutâneo”, responde a VP da Nanovetores.

“É um desafio incrível trabalhar, fazer esses processos de encapsulação, mas nós conseguimos misturar isso de maneira robusta nos testes de eficácia, onde nós conseguimos mostrar que produtos no seu formato livre demorariam 30 dias ou 60 dias a começar a desempenhar um benefício. Enquanto, em seu formato encapsulado, nós conseguimos mensurar benefícios de uma maneira muito rápida. Esses encapsulados que nós desenvolvemos na Nanovetores, dentro os quesitos principais, nós temos: melhoria de estabilidade de ativo e o controle e melhoria de permeação. Isso faz com que talvez produtos convencionais, que grande parte do ativo quando aplicado na face e ficava mais restrita a ação no estrato córneo, agora conseguimos permear mais, fazendo com que tenhamos a entrada dessas partículas até junção derme e epiderme, onde fazemos a entrega desse ativo em seus alvos de ação. Isso faz com que os cosméticos, além de serem mais eficazes, tenham eficácias comprovadas em menores períodos de tempo”, finaliza.

Crédito: Pexels

Biocompatíveis e biodegradáveis

Meio ambiente é coisa série e sempre foi uma preocupação da Sallve. Portanto, é mais do que natural e coerente que nossos ingredientes também sejam amigos da natureza. “É importante ressaltar que nós trabalhamos com encapsulados biocompatíveis, biodegradáveis. As nossas capsulas, que englobam essa vitamina C, são oriundas de lipídeos. Em alguns sistemas, nós usamos biopolímeros. Mas, em específico no nanovetor vitamina C, trabalhamos com lipídeos. Eles têm alta afinidade com a pele. Ou seja, além da proposta de proteger a vitamina C, vão ter a proposta de, quando em contato com a pele e esse ativo liberado, esses lipídeos que formaram essa nanopartícula, também vão ter propriedades ativas no quesito hidratação, de cuidar com a nutrição da pele”, aponta a Dra. Betina Zanetti Ramos.

“Outro ponto bastante importante, é a questão de sustentabilidade. Toda a nossa plataforma tecnológica, é feita com as nanopartículas dispersas em meios aquosos. Toda ela está baseada em uma base aquosa. Isso é muito importante pelo quesito de segurança”, completa.

Tem alguma dica, dúvida ou sugestão? Fale com a Sallve. A gente adora trocar experiências!

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