Câncer de pele: o que é, quais as causas e como se proteger

Reunimos tudo o que você queria saber sobre câncer de pele, lembrando sempre: a proteção solar é sua maior aliada!

Com a chegada do verão, é bastante comum ver um aumento de conversas sobre câncer de pele. O mês de dezembro, por exemplo, ganha a cor laranja, por conta de uma campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia para alertar sobre a doença. Tudo faz sentido, afinal, é no verão que as pessoas mais se expõem intencionalmente ao sol. Porém, a verdade é que esse é um assunto para o ano inteiro.

Porém, segundo a SBD divulgou em dezembro de 2021, ao menos 205 mil brasileiros receberam diagnóstico de câncer de pele nos últimos oito anos. Dentro dessa fatia, nesse mesmo período, os dados oficiais sugerem a morte de 32 mil pessoas pela doença. E tem mais: a análise da SBD sugere que os dados oficiais estejam subnotificados, já que o Painel Oncologia Brasil (criado a partir da Lei 12.732/12) só passou a exigir o registro de diagnóstico de câncer de pele a partir de 2018.

Se formos buscar informações do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de pele responde por 33% de todos os diagnósticos da doença no Brasil, sendo que a estimativa é de 185 mil novos casos a cada ano. Dados impactantes, né?

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Durante a pandemia de covid-19, que ainda está rolando no mundo, os diagnósticos de câncer de pele caíram drasticamente no Brasil.  Entre janeiro e setembro de 2020, o volume de pessoas que procuraram o Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer o diagnóstico caiu 48%, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o SBD. Ou seja, é cada vez mais importante falar sobre câncer de pele.

Pensando em tudo isso, resolvemos fazer um guia por aqui para tentar esclarecer alguns pontos sobre o câncer de pele.  Mas lembre-se: encontrou alguma pinta, mancha, lesão que não cicatriza e está com dúvida se pode ou não ser câncer de pele? Procure sempre e imediatamente um dermatologista, ok? Dito isso, seguimos.

O que é o câncer de pele?

O câncer de pele é uma doença que acontece por conta do desenvolvimento anormal das células da pele. Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer, afirma a SBD. Pode ser curado, principalmente se descoberto logo no início.

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Quais as causas e fatores de risco?

A principal causa é a exposição excessiva ao sol. Mas há também fatores de risco. Com a palavra, a Dra. Patrícia Mafra, dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD): “Pessoas de pele clara, sendo os mais acometidos os adultos com fototipo baixo, I ou II. Os pacientes de pele branca, olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, e os albinos apresentam risco aumentado”, aponta. Ela ainda elenca outros fatores:

  • Exposição prolongada e repetida ao sol, principalmente na infância e adolescência;
  • Exposição a câmeras de bronzeamento artificial, que também emitem radiação UV;
  • Histórico familiar ou pessoal positiva para o câncer de pele.

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Quais os tipos de câncer de pele?

Há tipo de câncer de pele não melanoma e melanoma. O primeiro tem baixa letalidade, mas seus números são altos.

Câncer de pele não melanoma:

Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares, responsáveis por cerca de 177 mil novos casos da doença por ano.

  • Carcinoma basocelular: o mais comum de todos os tipos. Surge nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (a camada superior da pele).  Aparece em regiões mais expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. Certas manifestações desse tipo podem parecer lesões de eczema e psoríase. Por isso a importância absoluta de consultar um dermatologista. Tem baixa letalidade e pode ser curado em caso de detecção precoce.
  • Carcinoma espinocelular: segundo tipo mais comum entre os tipos de câncer. Ele se manifesta nas células escamosas, na camada mais externa da epiderme. Aparece geralmente no rosto, orelhas, lábios, pescoço e dorso da mão. As lesões costumam ser avermelhadas, se apresentando como machucados ou feridas, que não cicatrizam e sangram. É duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres. Sua causa, assim como os demais tipos, tem a ver com a exposição excessiva ao sol, mas não é a única delas. Pode também surgir de cicatrizes antigas ou feridas crônicas da pele em qualquer parte do corpo.

Há outros tipos de câncer não melanoma, mas são bem mais raros, representando menos de 1% do total, segundo o A.C. Camargo.

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Câncer de pele melanoma

Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele e registra 8,4 mil casos anualmente.

  • Melanoma: é o tipo menos frequente, mas o que é mais maligno e tem maior índice de mortalidade. Porém, vale ressaltar que as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença. O melanoma tem origem nos melanócitos, as células que produzem melanina. Normalmente, surge nas áreas do corpo mais expostas à radiação solar. Tem aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados. Porém, essa “pinta” pode mudar de cor, formato, tamanho e pode sangrar.

    São mais comuns nas pernas, nas mulheres, e no tronco, nos homens. Também pode aparecer no pescoço e roso em ambos os sexos, mas pode aparecer em outras áreas também. Pessoas de pele clara, que se queimam com facilidade ao se expor ao sol, têm mais risco de desenvolver a doença. Apesar desse dado, pessoas de pele negra e com fototipos mais altos também podem desenvolver a doença.

    No início, o melanoma fica na camada mais superficial da pele, portanto é mais “fácil” a remoção cirúrgica e cura. Quando já está em um estágio mais avançado, aumenta a chance de se espalhar para outros órgãos (metástase), diminuindo as possibilidades de cura.

Há vários tipos e mais detalhes sobre o câncer de pele melanoma, por isso falamos sobre ele nesse outro post, que aborda mais profundamente o tema.

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Como identificar?

“O câncer de pele não causa sintomas sistêmicos, a menos que seja um tumor com grau avançado, ou um melanoma metastático com acometimento de outros órgãos”, aponta a Dra. Patrícia Mafra.

Então, a suspeita inicial se dá auto avaliação, pela presença de lesões na pele, como pintas, manchas ou feridas. No caso de um melanoma, por exemplo, há uma regra adotada internacionalmente que pode ajudar a identificar sinais de alerta, é a regra ABCDE:

  • A (Assimetria): quando a lesão não tem um formato regular, sendo uma metade diferente da outra;
  • B (Bordas irregulares): contorno mal definido;
  • C (Cor variável): presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul) ou escurecimento de uma mancha pré-existente;
  • D (Diâmetro): crescimento superior a 6 milímetros;
  • E (Evolução): quando a mancha apresenta alterações em suas características (tamanho, forma ou cor).

A especialista ainda diz: “Na maioria das vezes, essas alterações não são causadas pelo câncer, as manchas de sol por exemplo podem evoluir dessa forma. Porém é muito importante que lesões que apresentem esses sinais sejam investigadas por um médico especialista.”

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Como prevenir?

Aqui o papo é um só: a principal forma de prevenção é a proteção contra a radiação UV. Sim, é ele: já passou protetor solar hoje?

“Da mesma forma que os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido evitando-se a exposição solar excessiva, principalmente no horário das 10h às 16h, devido a maior incidência dos raios solares. Sempre que se expor ao sol procurar realizar uma proteção adequada. Aplicar um protetor solar em todas as áreas expostas, incluindo nos lábios, com FPS mínimo de 30 e (de preferência) 50 ou mais para pessoas de pele clara, com fototipos mais baixos. Ficar atento também para a proteção contra UVA. Também é recomendado o uso   roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas”, completa.

Crédito: Consenso Brasileiro de Fotoproteção

Relembrando que o protetor solar de ver aplicado na quantidade correta e sempre reaplicado. É importante que sua pele esteja seca e que a quantidade seja adequada: a quantidade certa de protetor solar varia de acordo com a parte do corpo, mas para facilitar: de uma a duas colheres de chá.

Dra. Monalisa Nunes dá a dica sem arriscar a proteção da pele, seguindo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que além da medida da colher de chá, dá outra alternativa: aplicar duas camadas.

"Na prática, indico que se passe duas camadas. Passe uma camada, assente, espere secar, e passe a segunda, usando o máximo de protetor que você conseguir tolerar na sua pele. Pode até se aproximar da colher de chá, mas se for difícil não se assuste - uma colher de chá é muito mesmo, e você pode não conseguir", ensina. Ah, e anota aí: a reaplicação deve ser feita a cada duas horas.

+ Manchas: para cada caso existe um tratamento específico

Quando procurar um médico?

Um bom adianto para a prevenção do câncer de pele é o check-up em um dermatologista - já até falamos que ninguém precisa ter medo de check-ups de pele por aqui, lembra?

“O check-up da pele deve ser realizado periodicamente, da mesma forma que o check-up de rotina. A periodicidade pode variar de acordo com os fatores de risco, principalmente a história familiar ou pessoal positiva. Porém, sempre que surgirem alterações na pele suspeitas, o ideal é procurar um especialista o mais rápido possível. O principal fator de bom prognóstico é o diagnóstico precoce. Quando o melanoma é detectado na fase inicial, antes de disseminar, o índice de cura é muito alto”, completa.

"O check-up de pele não é nem um pouco invasivo", afirma a dermatologista Dra. Juliana Piquet, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. "Na verdade, a maior arma do dermatologista neste caso é o olho, em um exame que fazemos com o auxílio do dermatoscópio [uma lente de aumento de até 400 vezes com luz específica]. Com ele, nós observamos alguns parâmetros que têm correlação com o que a gente vê quando faz uma biópsia. Com isso, evitamos tirar sinais desnecessariamente. Mas lógico, se ainda já temos dúvidas, a gente opta por retirar e fazer uma biópsia".

Check-ups de pele te dão medo? Dica: não precisa se assustar!

Como tratar?

O tratamento varia de acordo com o tipo de câncer, mas geralmente é realizada a retirada da lesão. Por isso, consulte seu dermatologista, pois os tratamentos são variados quando falamos em não melanomas.

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“O principal tratamento do melanoma é a retirada cirúrgica do tumor. Deve ser realizada a remoção da lesão, juntamente com as margens laterais do tecido saudável adjacente. Isso são as margens de segurança. Elas permitem avaliar através do exame anatomopatológico se elas estão livres de células neoplásicas. De acordo com o estágio do câncer, ou a presença de metástases, a radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas. Para um câncer em estágio avançando, a estratégia de tratamento deve ser orientará para retardar a evolução da doença, e assim aumentar a sobrevida dos pacientes”, finaliza a Dra. Patrícia Mafra.

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O Antioxidante Hidratante FPS 30 UVA/UVB é uma loção cremosa que também oferece um toque seco e controla a oleosidade sem tirar o viço da pele, prevenindo e reduzindo a aparência de linhas finas e sinais do tempo. Ele também protege a degradação do colágeno e aumenta sua síntese, uniformiza o tom suavizando manchas, diminui o inchaço e as olheiras de cansaço, hidrata controlando a oleosidade, reduz a aparência dos poros, devolve a luminosidade e o viço da pele, oferece ação multi defesa contra danos da luz azul, visível, infravermelho e poluição e proteção solar FPS 30 UVA/UVB PA+++.

Protetor Solar Facial FPS 60

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É importante lembrar: consulte sempre seu dermatologista 😊

Referências usadas para este texto

Câncer da pele - SBD

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Câncer de pele

Pele Não Melanoma

Sobre o Câncer de Pele Melanoma

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Sobre o Câncer de Pele Basocelular e Espinocelular

Câncer de pele não melanoma - INCA

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Entendendo o melanoma, o tipo de câncer de pele mais perigoso

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