Melanoma: conheça melhor esse tipo de câncer de pele

O melanoma é mais raro, mas é o mais agressivo dos tipos

Muita gente conhece o câncer de pele como melanoma, porém esse é apenas um dos tipos deste tipo de câncer (como já te contamos neste outro post aqui). Apesar disso, uma coisa é certa: mesmo super conhecido, ele é bem mais raro e letal que os carcinomas. Ele também é o tipo mais agressivo de câncer da pele e registra 8,4 mil casos anualmente.

melanoma

O que é o melanoma?

De uma forma simples, ele é um tipo de câncer de pele que se origina nos melanócitos, as células que produzem melanina. Como explica a American Cancer Society, um câncer começa quando as células do corpo começam a crescer fora de controle. Neste caso, são os melanócitos.

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“A maioria das células de melanoma ainda produz melanina, então, por isso os tumores de melanoma geralmente são marrons ou pretos. Mas alguns melanomas não produzem melanina e podem aparecer em tons de rosa ou até branco”, afirma ainda a instituição em um artigo.

Pode aparecer em qualquer lugar da pele, mas costuma ser mais frequente em áreas do corpo mais expostas à radiação solar, como tronco (peito e costas) nos homens e região das pernas nas mulheres. Pescoço e rosto são locais comuns a ambos os sexos. A principal causa do câncer de pele é a exposição solar excessiva.

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De forma mais rara e muito menos comum do que na pele, pode surgir em outras partes do corpo, como nos olhos, boca, região genital e anal

É mais comum em pessoas de pele clara?

A Sociedade Brasileira de Dermatologia indica que pessoas de pele clara e que se queimam com facilidade ao tomarem sol, geralmente fototipos I e II, têm mais risco de desenvolver a doença.

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Isso significa que pessoas de pele negra não podem ter câncer de pele do tipo melanoma? Não, não significa. É mais raro, mas fototipos mais altos podem manifestar a doença.

“Ter a pele com pigmentação escura reduz o risco de melanoma nesses locais mais comuns, mas qualquer pessoa pode ter melanoma nas palmas das mãos, solas dos pés ou sob as unhas. Melanomas nessas áreas compõem uma porção muito maior de melanomas em afro-americanos do que em brancos”, explica a American Cancer Society.

Por que é mais perigoso?

No começo da doença, o melanoma vai se desenvolver apenas na camada mais superficial da pele, facilitando uma remoção do tumor e cura. Nos estágios mais avançados, a lesão fica mais profunda. E o que isso significa? É mais provável que se espalhe para outras partes do corpo, se não for detectado previamente.

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Em geral as pessoas ficam apreensivas e com medo ao descobrir o diagnóstico, porque de fato ele é apontado com o maior índice de mortalidade entre os tipos de câncer de pele. Mas aqui vai um dado importante: as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença.

E a SBD ainda explica: “O diagnóstico precoce do melanoma é fundamental. Embora apresente pior prognóstico, avanços na medicina e o recente entendimento das mutações genéticas, que levam ao desenvolvimento dos melanomas, possibilitaram que pessoas com melanoma avançado hoje tenham aumento na sobrevida e na qualidade de vida.”

Quais os sintomas?

“O câncer de pele não causa sintomas sistêmicos, a menos que seja um tumor com grau avançado, ou um melanoma metastático com acometimento de outros órgãos”, aponta a Dra. Patrícia Mafra, dermatologista e membro titular da SBD.

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Então, a suspeita inicial se dá autoavaliação, pela presença de lesões na pele, como pintas, manchas ou feridas. No caso de um melanoma, por exemplo, há uma regra adotada internacionalmente que pode ajudar a identificar sinais de alerta:

Regra ABCDE

  • A (Assimetria): quando a lesão não tem um formato regular, sendo uma metade diferente da outra;
  • B (Bordas irregulares): contorno mal definido;
  • C (Cor variável): presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul) ou escurecimento de uma mancha pré-existente;
  • D (Diâmetro): crescimento superior a 6 milímetros;
  • E (Evolução): quando a mancha apresenta alterações em suas características (tamanho, forma ou cor).

+ Manchas: para cada caso existe um tratamento específico

A especialista ainda diz: “Na maioria das vezes, essas alterações não são causadas pelo câncer, as manchas de sol por exemplo podem evoluir dessa forma. Porém é muito importante que lesões que apresentem esses sinais sejam investigadas por um médico especialista.”

Há vários tipos de melanoma?

Sim, há quatro tipos principais de melanoma: extensivo superficial, nodular, lentigo maligno e acral-lentiginoso. Aqui mais detalhes sobre eles:

  • Melanoma extensivo superficial: é o tipo mais comum e representa cerca de 70% dos casos, segundo o Grupo Brasileiro de Melanoma. Ele é mais observado em pacientes jovens e mais comum em pessoas com muitas pintas ou que tenham histórico familiar positiva. Pessoas com fototipos mais baixos, de pele clara, loiras ou ruivas e com olhos claros são mais propensas. “A exposição solar intermitente e história de queimadura solar aumentam o risco. Esse tipo de melanoma se manifesta como uma mancha de bordas irregulares, assimétrica e com cores que variam entre marrom claro, marrom escuro, preto, branco, vermelho e azul. A mancha pode se desenvolver a partir de uma pinta/mancha preexistente ou surgir sem presença de lesão prévia. Ele pode ocorrer em qualquer parte do corpo, porém é mais observado no tronco em homens, enquanto nas mulheres é mais observado nas pernas. As lesões no dorso superior são frequentes em ambos os sexos”, afirma a médica Dra. Patrícia Mafra.
  • Nodular: ele é o segundo tipo mais frequente, respondendo por 10 a 15% dos casos, segundo o GBM. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, inclusive na infância. “Esse tipo de melanoma é o mais agressivo de todos”, afirma a Dra. Patricia. O tipo nodular tem acometimento superficial ou profundo, tendo crescimento rápido. A coloração geralmente é escura, mas eventualmente pode se apresentar em cor azulada, acinzentada, marrom, vermelha e até da cor da pele ou rósea (o tipo amelanótico, sem melanina). Pode aparecer em qualquer parte do corpo, inclusive em áreas não expostas ao sol, como mucosas orais e genitais.
  • Lentigo maligno: é parecido com o tipo extensivo superfical e costuma permanecer por um certo tempo na camada superficial da pele. Porém, depois acomete também as camadas mais profundas. Dos quatro tipos, é o mais raro, representando cerca de 5 a 10% de todos os casos, segundo o GBM. Está diretamente relacionado com a exposição solar contínua.
  • Acral Lentiginoso:  diferente dos outros tipos, ele aparece como manchas marrons ou pretas nas regiões das palmas das mãos, plantas dos pés e abaixo das unhas. É o tipo de melanoma mais frequente em pessoas de pele negra e também em asiáticos. Tem menor incidência em pessoas de pele branca.  Segundo o GBM, na população brasileira, esse tipo de melanoma ocorre com maior frequência em regiões de grande mistura racial. O grupo ainda diz que, em Salvador, a frequência do tumor é de 19% e, em Manaus, de 30%. Na região Sul, onde há predomínio da população de pele branca, essa frequência é bem menor, cerca de 5%.

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Qual a diferença para os tipos não-melanomas?

Com a palavra, a Dra. Patrícia Mafra: “O melanoma, na grande maioria dos casos, é uma mancha de pele escura e que apresenta os sinais descritos no ABCDE. Já outros tipos de neoplasias cutâneas, como o carcinoma basocelular, por exemplo, na maior parte das vezes se manifesta como uma ferida que não cicatriza.”, explica.

Porém, é sempre importante lembrar que o câncer de pele pode ter diferentes formas de apresentação. “Existe, por exemplo, o melanoma amelanótico, que é uma mancha cor da pele ou rosada. Da mesma forma que existe o carcinoma basocelular, se apresentando como uma mancha irregular ao invés de uma ferida. Por isso, qualquer mudança que ocorra em uma mancha/pinta pré-existente, ou uma ferida de pele que não cicatriza, deve ser avaliada por um dermatologista. E, independente desses sinais, o check up da pele também é importante, assim como fazemos os exames de rotina”, completa a especialista.

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Como prevenir?

Seu melhor amigo na prevenção ao câncer de pele, inclusive o tipo melanoma, é o protetor solar. “Da mesma forma que os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido evitando-se a exposição solar excessiva, principalmente no horário das 10h às 16h, devido a maior incidência dos raios solares. Sempre que se expor ao sol procurar realizar uma proteção adequada. Aplicar um protetor solar em todas as áreas expostas, incluindo nos lábios, com FPS mínimo de 30 e (de preferência) 50 ou mais para pessoas de pele clara, com fototipos mais baixos. Ficar atento também para a proteção contra UVA. Também é recomendado o uso   roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas”, diz a Dra. Patrícia Mafra.

Relembrando que o protetor solar de ver aplicado na quantidade correta e sempre reaplicado. É importante que sua pele esteja seca e que a quantidade seja adequada: a quantidade certa de protetor solar varia de acordo com a parte do corpo, mas para facilitar: de uma a duas colheres de chá.

Dra. Monalisa Nunes dá a dica sem arriscar a proteção da pele, seguindo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que além da medida da colher de chá, dá outra alternativa: aplicar duas camadas.

Manchas: para cada caso existe um tratamento específico

"Na prática, indico que se passe duas camadas. Passe uma camada, assente, espere secar, e passe a segunda, usando o máximo de protetor que você conseguir tolerar na sua pele. Pode até se aproximar da colher de chá, mas se for difícil não se assuste - uma colher de chá é muito mesmo, e você pode não conseguir", ensina. Ah, e anota aí: a reaplicação deve ser feita a cada duas horas.

Aqui uma indicação de quantidade, para ninguém esquecer:

Quando procurar um médico?

Um bom adianto para a prevenção do câncer de pele é o check-up em um dermatologista - já até falamos que ninguém precisa ter medo de check-ups de pele por aqui, lembra?

“O check-up da pele deve ser realizado periodicamente, da mesma forma que o check-up de rotina. A periodicidade pode variar de acordo com os fatores de risco, principalmente a história familiar ou pessoal positiva. Porém, sempre que surgirem alterações na pele suspeitas, o ideal é procurar um especialista o mais rápido possível. O principal fator de bom prognóstico é o diagnóstico precoce. Quando o melanoma é detectado na fase inicial, antes de disseminar, o índice de cura é muito alto”, completa.

Qual o tratamento?

“O principal tratamento do melanoma é a retirada cirúrgica do tumor. Deve ser realizada a remoção da lesão, juntamente com as margens laterais do tecido saudável adjacente. Isso são as margens de segurança. Elas permitem avaliar através do exame anatomopatológico se elas estão livres de células neoplásicas. De acordo com o estágio do câncer, ou a presença de metástases, a radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas. Para um câncer em estágio avançando, a estratégia de tratamento deve ser orientará para retardar a evolução da doença, e assim aumentar a sobrevida dos pacientes”, finaliza a Dra. Patrícia Mafra.

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É importante lembrar: consulte sempre seu dermatologista 😊

Referências usadas para este texto

What Is Melanoma Skin Cancer?

Informações gerais sobre o melanoma

Câncer da pele - SBD

Fique atento aos possíveis sinais do câncer de pele

Sobre o Câncer de Pele Melanoma

Câncer de pele melanoma - INCA

Entendendo o melanoma, o tipo de câncer de pele mais perigoso

vamos conversar?

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