Por que a pele sensível e a rosácea se acentuam com o cansaço?

Está sentindo o efeito do cansaço na pele sensível? "O fator emocional interfere diretamente na pele", aponta a Dra Monalisa Nunes.

Contamos aqui no blog, em meados de 2019, sobre o crescente fenômeno da pele sensível. Há dois anos, o Google registrou um grande aumento do quadro dermatológico em suas buscas. E nem sabíamos o que ainda estava por vir... Afinal, a pandemia (que gera estresse e mexe tanto também com o nosso emocional) chegou como um forte gatilho para as doenças da pele.

Nos últimos 12 meses, como já poderíamos deduzir, a busca continuou em crescimento. A busca por pele sensível aumentou no Google Trends (liderados por Ceará, Rio de Janeiro e Minas Gerais), assim como também: rosácea (que teve o seu pico nas buscas em setembro 2020, com mais procuras nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Cataria, Distrito Federal e Paraná); e pele dolorida e sensível ao toque (liderado por São Paulo).

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O que é a pele sensível?

Ao contrário do que podemos pensar, a pele sensível não é um tipo de pele, mas um estado da pele, ou seja, ela pode variar por conta da agressão na sua barreira protetora (quando equilibrada, a barreira tem a função de proteção contra inflamações, irritações, infecções, e de manter a hidratação).

A pele pode ser diagnosticada sensível desde a infância até a velhice e com diferentes tipos de sensibilidade:

  • atópica: relacionada a quadros alérgicos;
  • naturalmente sensível: por conta de fatores genéticos, com doenças de pele como eczema, rosácea e psoríase;
  • sensível por reação ao ambiente: irritação por conta de fatores externos, por exemplo exposição solar, poluição e até fumaça de cigarro;
  • reativa: pele sensível por reação a cosméticos;
  • fina:  com o passar dos anos, nossa pele vai ficando mais fina, o que a torna mais frágil e suscetível a inflamações e irritações;
  • sensível durante a gravidez: quadro de sensibilidade desencadeado por alterações hormonais durante a gestação.

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O que é a rosácea?

A rosácea é uma doença inflamatória de pele que acontece, principalmente, com mulheres na meia-idade e de rosto muito claro. Segundo a SBD - Sociedade Brasileira de Dermatologia - "as características fisiopatológicas responsáveis pelas manifestações típicas da rosácea (inflamação, vasodilatação e angiogênese) são basicamente três: a ruptura da barreira física da pele, a anormalidade da resposta imune nata e a desregulação vascular e dos neuromoduladores”. A rosácea é diagnosticada por um dermatologista e pode ser controlada, mas não curada.

+ Dra Denise Steiner responde tudo o que você sempre quis saber sobre rosácea

A base do cuidado mora na nossa rotina diária com a pele: limpeza facial + hidratação + fotoproteção. Além dos cuidados, "é necessário fazer o diagnóstico, ver em que grau está (porque existem vários graus de rosácea) e então estabelecer o tratamento, que vai ajudar a vermelhidão", explicou a Dra Denise Steiner.

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O efeito do cansaço e do estresse sentidos na pele

Quem sofre com a pele sensível, com a rosácea ou com outros quadros dermatológicos já deve ter sentido na pele que a emoção comanda muito em como está a nossa pele.

A Dra Monalisa Nunes, dermatologista consultora da Sallve confirma que o que estamos sentindo se reflete diretamente no nosso rosto. "A rosácea é uma doença que tem muita interferência emocional, assim como a maioria das doenças de pele. Isso porque a pele tem resposta neuronal, a gente tem muitas terminações nervosas na pele. Muito do que a gente está sentindo é refletido na pele. E a rosácea é um desses exemplos".

Essa resposta na pele, explica a dermatologista, não é exclusiva da rosácea e da pele sensível. "Quando você não dorme bem, você não dá o tempo da pele fazer as trocas que ela tem que fazer, se regenerar, fazer o detox que ela tem que fazer, então essa barreira de proteção fica pior, fica mais instável e isso gera uma piora geral na pele. Quem tem tendência a sensibilidade vai ficar com a pele mais sensível, quem tem tendência a oleosidade vai ficar com a pele mais oleosa, quem tem tendência a dermatite vai ficar com a pele com mais dermatite e quem tem tendência a acne, vai pior a pele. Então depende também dessa tendência natural de cada pessoa. O fator emocional interfere diretamente na pele", aponta a especialista.

E a Dra Denise Steiner complementa que "aquelas pessoas que têm uma rosácea muito importante devem também paralelamente abordar o lado emocional como for possível, talvez com uma terapia ou algo semelhante".

Sentiu a pele esquentar mais? Encher de bolinhas e ficar mais vermelha? Antes de experimentar soluções por conta própria, é imprescindível uma consulta com um médico dermatologista, combinado?

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