Turnê Sallve Paraná

Alô paranaenses! A Turnê Sallve desembarcou virtualmente no Paraná

Depois da nossa última parada virtual da Turnê Sallve em Alagoas, no Nordeste, atravessamos o Brasil até o sul do país e chegamos no Paraná!

A embaixadora do nosso encontro sobre no Paraná é a Thais Fujarra e a nossa conversa contou ainda com a participação dos convidados: o Arthur, o Jean Gemeli, a Josi Helena, a Laura Garcia e a Thamyres Pedroso.

O cuidado com a pele: do Japão ao Paraná

A Thais contou que o seu primeiro contato com o skincare foi enquanto morou no Japão, onde encontrou uma série de produtos que aqui, no Brasil, não tinha acesso. "Sempre tive uma pele boa e não tive um problema pra cuidar, sempre usei muita maquiagem quando nova, tinha cuidado zero, dormia com a maquiagem, acordava com a maquiagem. E você não vê muita consequência disso quando você é adolescente, né? Não pesa, você lava o rosto com o sabonete (corporal) e acorda linda. Eu moro num lugar quente (em Londrina, no Norte do Paraná) e isso ajudou sempre a minha pele a ser oleosa. Morei um tempo no Japão e lá tive acesso a váaarios cremes incríveis que no Brasil era impossível comprar, era muito caro. A minha primeira máscara, por exemplo, foi nessa minha época de Japão. Voltando pro Brasil, eu estava numa época de bastante maquiagem e meio que ia escondendo o que ia aparecendo com o andar dos anos".

Ela conta que acabou recorrendo ao Botox, que resolvia instantaneamente o que a incomodava: as primeiras linhas de expressão. E, claro, não existe nenhum problema em recorrer a uma ajuda extra, né? Mas o que a Thais percebeu, é que no caso dela, repensar o tratamento estético, despertou a sua atenção ao cuidado com a pele.

"Aos meus 29 anos, com Botox super acessível, pra quê cuidar da pele se você pode fazer um Botox e resolve o seu problema, né? Que o único problema era uma expressãozinha aqui e ali. Fui na dermato e ela passou uma lista de coisas tão inacessível que não parecia um cuidado, parecia remédio. Engravidei e tive que parar de usar tudo, porque o que a dermato receitou era ácido ou outro (ativo) que não pode. E ai você volta pra aquele 100% in natura, mas eu tinha 34 anos e a minha pele não era mais aquela dos 14 anos, nem dos meus 24. E ai percebi o que era a minha pele sem o Botox, sem os ácidos, sem a maquiagem. A minha jornada de amor com a minha pele, de assumir as minhas linhas, as minhas manchas e melasma da gravidez, surgiu numa idade mais madura e junto com uma paixão pela pele. Eu até brinco que antes eu usava muita maquiagem e pouco demaquilante e hoje eu uso mais demaquilante do que maquiagem. Eu tenho muito mais prazer em cuidar da minha pele, ter uma viçosa e bonita do que uma maquiagem bem feita".

A transição sentida na pele

Arthur se apresenta como super fã entusiasta do Paraná desde o começo. "A Sallve veio bem no momento da minha transição, sou homem trans e foi muito legal porque estava em um momento de começar a descobrir várias coisas sobre mim, como a minha pele, que mudou completamente. Nos primeiros seis meses foi a coisa de aparecer espinha, continuou com os pelos e o Esfoliante Enzimático está salvando muito a minha vida, a minha pele está outra coisa. Tenho um grupo pra falar de skincare com as minhas amigas e a gente ama.
Eu não cuidava da minha pele, mal passava sabonete. Comecei a aplicar hormônio em setembro de 2018 e comecei a ter pelo e acne no rosto e no ombro. Eu já ia na dermatologista pela perda de cabelo e falei: vou ter que cuidar. Era difícil com o hidratante, passava um dia no outro esquecia. O ano passado comecei a sentir o rosto muito seco e comecei a cuidar e ver melhorando. Comprei uma Bonibox agora, li tudo, comecei a testar um por vez e estou colocando na rotina: faço a limpeza, hidratante e o tratamento para o sonho da barba".

O que é pele boa?

Levanta a mão quem é petisquete das antigas aqui! <3 O Jean faz parte desse time no Paraná, viu? Ele seguia a Julia Petit desde a época do Petiscos e passou a se dedicar mais tempo de cuidados com o rosto quando decidiu abandonar os cabelos longos e raspar a cabeça. "As pessoas me falavam: cuide da pele porque agora a sua 'tela' é maior, você não vai ter o cabelo pra emoldurar". E foi assim que ele passou da limpeza + hidratação, a uma rotina com mais passos".

"Ao contrário da Thais e do Arthur eu não via que a minha pele era boa. E o que é pele boa também, né? Na adolescência tinha muita espinha, não era doídas, mas eram várias pelo rosto. Usava aquele tônico adstringente que a esfregava com a toalhinha e eu via que dava aquela limpada, que puxava a pele" - o que a gente aprendeu, que a sensação de pele repuxando não é o melhor sinal.

"O meu início de skincare foi mais ou menos assim, não ia no dermato, era muito inacessível, só limpava e usava o hidratante mais barato da farmácia. Passava, esperava um pouco e tirava, como uma máscara, ou no outro dia era banha pura. Passei de no início querer aquela pele lisa, perfeitinha, a aceitar mais as minhas marcas do tempo. Passar a pensar mais nessas marquinhas, de cutucar espinhas, e trabalho muito na terapia a minha autoestima, o skincare entrou junto nessa onda de uma coisa que eu faço pra mim mesmo. Agora que eu sei os caminhos: limpar + hidratar + proteger, passei a ter tratamento com ácidos. Passei da perfeição pra aceitação de como está a minha pele. Eu usava muito corretivo, muito pó, agora o pó é só pra matificar um protetor oleoso".

"Com a pele tem que ter paciência e tolerância. A gente tem que se tolerar e ter um pouco de paciência, ainda com o cuidado da pele, que demora. Demora pra gente descobrir o que a gente gosta e o que funciona. Quando a gente descobre, demora pra fazer efeito. Não dá pra ficar enlouquecido. E enquanto isso, é bom ter paciência e tolerância. Tá tudo bem: a espinha parece uma sirene vermelha na minha cara, mas tá tudo bem", completou a Julia Petit.

Buscando entender os produtos para a pele negra

A Josi é estetacosmetóloga no Paraná e dedicou muito da sua pesquisa em entender por quê a indústria da beleza tem tanta dificuldade em fazer produtos para a pele negra. "Ninguém me respondia isso de maneira convincente. Me deparei com muitos problemas na faculdade e comecei a entender porque a gente, realmente não é contemplado nesse mercado.
Me atentei muito nova aos cuidados com a pele, não sabia como fazer as coisas, fazia algumas bem erradas, com receitinhas caseiras, que ainda bem não deu ruim grave. Com 20 anos eu já passava protetor solar, o que não era uma ideia tão difundida, ainda mais pra pele negra. Hoje ainda não é tão simples achar protetor pra pele negra, imagina então 20 anos atrás! Eu quis entender porque alguns produtos me davam problema, me causavam hipercromia (mancha escura). Hoje eu tenho uma rotina disciplinada, cheguei a aplicar Botox e detestei e entendi o poder dos ativos cosméticos quando você usa disciplinada. Eu gosto de praticidade e eficiência, sou fã de Vitamina C, que já trata várias coisas".

Entre NY e o Paraná

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A Laura é de Londrina, Paraná, mas trabalha em Nova York e se considera a típica nova-iorquina que trabalha loucamente e vive sem tempo pra skincare. "Sou muito preocupada com a minha pele e tenho os mesmos desafios que vocês todos têm. Mas eu gosto de usar produtos locais brasileiros porque lá fora eles compram todos os nossos insumos, então a gente tem que produzir aqui mesmo e ter mais acessibilidade a isso. O Covid me ensinou a me concentrar em mim, na pele. Essa fase de pandemia fez com a minha pele tivesse mais desafios. Senti que cansou um pouco". E não é por menos que nos vemos prestando mais atenção com nós mesmo, nos olhando mais nos espelhos. A Thamyres também contou que sentiu uma grande mudança na sua pele, que está mais seca e propensa à acne e a Julia completou: "acho que tá todo mundo com a pele esquisita na quarentena e acho que ainda vai ter muita pesquisa falando sobre a pele sensibilizada na quarentena, que é puro estresse emocional. As vezes a gente não está nem percebendo que a gente tá ansiosa e preocupada".

"A gente nasce com a pele boa e dai a gente desandada ao longo do tempo. A minha história com o cuidado com a pele ela vem das memórias que eu tenho com a minha mãe. Uma coisa que me veio e que se mantém comigo é essa memória da minha mãe na frente do espelho, lembro ela de manhã, passando os cremes na cara. Acho que o skincare daquela época tinha estratégias bem diferentes e o nosso estilo também é diferente, a gente não tem mais tempo. O filtro solar foi o meu primeiro passo dentro do skincare mas eu achava que ou eu colocava o filtro solar ou me maquiava, porque as duas coisas juntas não funcionavam. Ficava tudo oleoso, as duas fases não se conversavam".

Lembra quando a gente conversou, na Turnê Espírito Santo, sobre envelhecer com qualidade? A Laura também levantou essa questão no encontro no Paraná: "Eu quero envelhecer com qualidade, que dure o máximo que pode ser durada. Tenho uma pele super sensível e tudo o que eu ouvia era maravilhoso, nunca dava certo. Eu comecei a ser a louca da skincare também, e pesquisar coisas que funcionavam pra mim. E de repente acabei virando uma referência dentro dos meus grupinhos no whatsapp com relação aos cuidados com a pele. Porque eu fui a fundo a pesquisar o que funcionava pra mim, a começar a entender o papel do skincare, como é feito, quais testes em animais foram feitos pra produzir aquele produto, quais os químicos, quais as posições éticas da empresa. Quanto melhor o produto era, mais preocupados com sustentabilidade e ética em produzir o produto, eles estavam. Eu comecei a atrelar as duas coisas e que também eram fáceis, pra já fazer um (passo) no banho ou seguir com um dois três (passos). A indústria da beleza no geral faz com a que a gente se torne muito inseguro, a gente vê pelas modelos, além de ser super sexista e machista, ela age na tua insegurança pra poder te convencer de que você tem que desembolsar toda a sua economia naquele produtinho que 'vai salvar a tua pele' mas que no fim não vai. Então, eu procuro olhar como as empresas se posicionam nesse sentido e a Sallve está fazendo um trabalho fenomenal".

A louca do skincare

Tava sentindo falta de uma louca do skincare aqui nesse grupo do Paraná? Te apresento a Thamyres! "Minhas amigas falam que eu sou a louca do skincare. Vivo testando coisa, vivo dando errado também. Compro um produto, acho que vai ser maravilhoso e dá acne. As minhas amigas sempre me procuram quando querem experimentar alguma coisa.
Esse negócio de jornada de amor a pele, eu ainda estou construindo isso. Sempre tive pele acneica e por eu ter a pele preta, sempre tive muitas e muitas manchas de acne e numa fase da minha vida em que eu tinha zero recursos financeiros. Lembro muito da minha vó sempre com aqueles creminhos de alface e ela falava que era pra não ter ruga e me passou essa questão de cuidado com a pele".

"O meu primeiro skincare foi um kit de tônico adstringente que como Jean falou, tirava tudo da nossa pele, ficava quase no osso e com um sabonete e hidratante extremamente pesados. E fora isso, sempre passava tester de farmácia. Por volta de uns 25 anos, tive um surto de acne muito grande - tenho endometriose e ela causa muito desequilíbrio hormonal. Procurei um dermatologista que disse que eu tinha que tomar Roacutan porque disse que isso nunca mais iria curar, só com a medicação. Eu comecei a pesquisar os efeitos colaterais, ainda mais pra minha doença hormonal e entrei em pânico. Não é possível que vou ter a pele pra sempre assim, até os meus 60 anos com acne e pele manchada. Procurei uma outra dermatologista e ela disse: não, tratamento pra acne é uma escada. Primeiro vamos testar algumas coisas e se isso não funcionar você decide se quer a medicação. Comecei a usar e começou a dar certo. Quando tinham aqueles grupões no Facebook, que hoje ninguém usa mais, tinha um que chamada Pele de Pêssego, antes do Bonita de Pele, eu entrei e era mais treta: se fazia rotina de óleo ou não. Se tinha que ser vegano ou não. Mas lá eu fui pensando algumas coisas pra cuidar da pele. E gostei de ter essa rotina de ter um momento pra cuidar da pele".

A Thamyres apontou o mesmo que a Josi: a relação da indústria da beleza e a pele negra. "Ainda mais a gente que tem a pele preta, parece que o universo dos cosmético tira isso da gente. Até uns três anos atrás, não tinha uma marca que contemplasse o nosso tom de pele. Meu sonho da vida era usar um BB cream e eu nunca pude usar, porque o negócio deixava laranja, só tinha para três tons de pele enquanto que no Brasil temos mais de 50 tonalidades. Eu acho que fui descobrindo. Agora estou começando a entender a minha pele e a gostar dela, com todas as particularidades que ela tem. Eu sei que agora ela vai manchar se eu tiver acne e tá tudo bem. Passei por algumas cirurgia por conta da endometriose, tenho muitas cicatrizes pelo corpo, tenho queloide e estou aprendendo agora que tá tudo bem ir na praia com um biquini e com a barriga cheia de marcas. Antes eu era muito noiada porque a comunicação que as marcas e as revistas me entregavam era muito diferente da minha imagem. Eu achava que eu não estava certa. É um processo. E agora eu comecei a construir essa jornada de amor pela pele e pra mim, o skincare é o meu momento de paz. Tive um dia ruim? Vou passar uma máscara, porque me relaxa".

Que delícia de conversa no Paraná. Fique de olho aqui no blog: a nossa Turnê Sallve continua.

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